Arquivo da categoria: Mordomia Cristã

AS OBRAS E O PRIMEIRO AMOR.

primeiro amor

A cidade de Éfeso era o centro comercial principal da Ásia. O nome quer dizer “desejado”. Na cidade havia o culto a deusa Diana, cujo templo era naquele tempo considerado uma das sete maravilhas do mundo. Ocorriam orgias no templo, sendo as sacerdotisas verdadeiras prostitutas.

A Igreja em Éfeso, apesar do contexto da cidade, era uma igreja operosa, paciente, que colocava seus obreiros à prova e reprovava os heréticos. Eles eram criteriosos e não se associaram aos maus e aos falsos apóstolos. Trabalhadores incansáveis aborreceram a obra dos Nicolaítas que tentavam seduzir os cristãos a participar das festas pagãs. Por lá passou pastores como Paulo, Timóteo e João.

Entretanto, Jesus disse que eles abandonaram o primeiro amor. A palavra abandonar no grego quer dizer: partir; ir-se embora. Essa mesma palavra era usada para repúdio e divórcio. O que indica uma ação consciente, não acidental. Faltava o anseio em agradar a Deus com devoção. Eles eram operosos, mas tinham o coração divorciado. Deus não estava mais em primeiro lugar e Ele não observa somente as nossas obras, mas também a nossa motivação. Qual tem sido sua motivação no serviço do Rei Jesus?

O apóstolo Paulo tratando da Igreja como corpo de Cristo onde os dons espirituais se manifestam escreve sobre a essencialidade do amor de Deus na prática cristã. Não adianta somente haver trabalho e carisma é necessário o amor. Paulo cita uma série de habilidades e ações que seriam como um barulho de sino vazio que retine. Não adiante saber falar as línguas dos homens e de anjos. Não adiantaria o dom da profecia e o conhecimento de todos os mistérios de Deus. Não adiantaria ter uma fé que transportasse montes. Não adiantaria distribuir todos os bens para os pobres e nem se entregar em sacrifício. Sem amor nenhuma atitude destas valeria.

Deus sabe se não amamos a Ele como antes, se Ele não está em primeiro lugar. Trabalhe, mas não deixe de amá-lo. Não adianta ortodoxia com o coração frio. Não adianta ativismo sem amor. É preciso o viço do amor. É necessário a cola que une todas as virtudes – o amor, que é o vínculo da perfeição.

Um fato ocorrido com Jesus ao ser recepcionado na casa de Marta e Maria ilustra tal princípio. Marta preocupou-se o tempo todo em servir a Jesus e por isto ficou distraída com muitas coisas. Já Maria assentou-se aos pés de Jesus para ouvir suas palavras. Marta ao perceber a postura da irmã instigou a Jesus a chamar a atenção dela por não a ajudar nas tarefas. Jesus disse a Marta que ela estava muito ansiosa acerca das tarefas e que apenas uma coisa seria necessária. Ele ressaltou que Maria tinha escolhido a melhor parte, que foi se colocar junto a seus pés para usufruir da sua companhia. Muitos servem como Marta, mas se esquecem da intimidade com Jesus e Sua Palavra de Maria e por isto são consumidos por suas agendas num ativismo sem devoção e adoração.

Jesus ao falar para a Igreja de Éfeso diz que seriam três atitudes para que o primeiro amor fosse restaurado. A primeira atitude é lembrar onde caiu. Fazer um autoexame e ponderar sobre onde começou a separação entre o fazer e a motivação, entre o amor e o trabalho. Não se pode tapar o sol com a peneira. É preciso reconhecer o início da queda. A segunda atitude seria o arrependimento, uma mudança de mente. O arrependimento envolve quatro passos. Primeiro, sentir a tristeza pelo pecado. Em Segundo, a confissão do pecado. Terceiro, o abandono do pecado. O quarto, são novos hábitos, que aponta para terceira atitude de restauração, que seria a prática das primeiras obras, voltar ao início, e agora trabalhar com amor.

A restauração do primeiro amor é um avivamento espiritual na vida espiritual. Ocorre o casamento entre a motivação correta (o amor a Deus) e as obras. A partir da restauração do primeiro amor as obras são feitas com o coração envolvido. Não há mais a separação. As partes se reencontram. O servo reencontrou o seu Senhor. E agora tudo que faz o faz de coração. Deus quer que você o sirva, mas que primeiro esteja com Ele, pois é o discipulado do Senhor que nos habilita para o Seu serviço.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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O SENHOR PRECISA DE VOCÊ.

entrada triunfal

Jesus estava se dirigindo a Jerusalém para celebração da Páscoa, quando se aproximava de Betfagé, enviou dois dos seus discípulos para trazer um jumentinho que estaria preso. Esse jumentinho não havia sido montado por ninguém. Cristo recomendou: “soltai-o, trazei-mo e se o dono perguntar por que vocês estão fazendo isto? Dizei-lhe que O SENHOR PRECISA DELE”. Ele queria entrar em Jerusalém montando naquele animal e para isto precisava dele. Esta frase é muito interessante, pois sendo Jesus, o Filho de Deus, dono de tudo, disse que precisava de algo. Tal fato foi o cumprimento da profecia de Zacarias 9:9. Onde está escrito que O Messias entraria em Jerusalém montando num jumentinho. Muitos estenderam suas vestes pelo caminho, e outros cortaram ramos das árvores para que Jesus passasse e clamaram em alta voz: “hosana, bendito o que vem em nome do Senhor”!

A primeira lição que destaco é que O senhor é dono de tudo. Ele pode dispor do que deseja. Ao encontrar um jumentinho amarrado os discípulos deveriam desamarrá-lo e trazê-lo para Cristo. Será que estamos disponíveis a Deus a ponto de atendermos aquilo que Ele deseja? Será que vivemos sobre está ótica que Jesus é dono de tudo e que na verdade somos administradores (1 Co 4:1 e 2) do que temos? O que se requer dos mordomos é a fidelidade, que inclui a disponibilidade para o uso de Jesus tudo o que nós temos. A resposta de Isaías ao chamado de Deus deve ser a nossa: Eis-me-aqui, envia-me a mim (Isaías 6:8). Se respondermos assim devemos estar dispostos a abrir mão do que O Senhor quiser em nossas vidas.

A segunda lição é que O Senhor dono de tudo precisou do jumentinho conforme Ele disse. Colocaram as vestes de Jesus sobre ele e Jesus assentou-se sobre o animal. Já vi em algumas situações líderes que queriam ensinar aos seus liderados a obediência usarem a expressão: ninguém é insubstituível, o que é uma verdade, mas devemos considerar algumas coisas sobre isto. A nossa posição pode ser ocupada por outro, mas ninguém será como nós. Somos ímpares. O fato de Jesus dizer precisar daquele jumentinho mostra o quanto O Senhor precisa de cada um de nós. Quem somos, somente nós seremos.

Quando pensamos nesta passagem pensamos somente no jumentinho, mas a jumenta mãe do jumentinho também foi trazida (Mt 21: 2 e 3). Jesus precisou dela também. Nela foi colocada parte das vestes de Jesus também. Em geral, a jumenta seguia de perto o filhote. Ela também foi necessária como são necessários aquele que apoiam e auxiliam os pregadores e professores da mensagem do Evangelho. Todos os membros do corpo de Cristo são úteis e todos precisam estar envolvidos com a missão da Igreja. A Igreja não é composta só daqueles que divulgam diretamente o Evangelho, mas também daqueles que apoiam, contribuem, oram, e assim como um corpo a Igreja cumpre o ide de Jesus.

Ele escolheu precisar de nós. Ele escolheu precisar dos seus servos aqui na terra para pregar o evangelho, e alcançar o mundo inteiro com a Sua Palavra. A missão que temos não foi dada aos anjos, ou aos animais, mas a nós como parte do corpo de Cristo.  Na maioria das vezes os chamados por Deus diante de tal sublime missão se acham indignos e incapazes, mas a escolha de Deus é baseada na Graça que também nos capacita. Moisés ao ser chamado apresentou cinco desculpas para não aceitar, mas diante da persistência Divina entendeu e aceitou o seu chamado (Ex 3 e 4). Gideão era de família pobre e se considerava o menor da família, mas foi usado por Deus para vencer os amalequitas (Jz 6:15). Isaías reconheceu que era um homem de lábios impuros, mas o Senhor o purificou e ele aceitou o chamado (Is 6:5). Jeremias alegou que não sabia falar e que era muito Jovem, mas O Senhor usou-o poderosamente (Jr 1:6). Como O Senhor precisou destes homens também precisa de você mesmo você se achando inadequado ao chamado. Ele capacita.

Outro aspecto que observamos neste trecho é que Deus faz escolhas humildes para que a Glória não seja dada aos homens, mas a Ele. Jesus não escolheu um corcel negro, ou um cavalo romano, mas um jumentinho, que era um símbolo de humildade (Zc 9:9). Paulo esclarece bem aos coríntios o critério diferenciado de Deus que deixa os homens boquiabertos. “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele” ( 1 Coríntios 1:27 -29).

Vemos que O Senhor é dono de tudo. Porém, Ele escolheu precisar de nós. A sua escolha foge dos padrões humanos. Ele escolheu os humildes e mesmo você se sentindo incapaz Ele pode te usar para entrar na vida de alguém, na vida de uma família, cidade ou nação.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O PROPÓSITO DA COMUNHÃO.

união

Um dos propósitos de Deus para a Sua Igreja é a comunhão. A Igreja é tratada na Bíblia como Edifício, onde cada crente é uma pedra viva (1 Pe 2:5). É tratada como família de Deus onde todos vivem ligados a Deus (Ef 2:19). Os irmãos de fé são considerados concidadãos, pois todos possuem a cidadania celestial (Ef 2:19 e Fp 3:20). Tais designações apontam para o propósito da harmonia e comunhão que Deus proporcionou aos santos.

A comunhão com Deus que o homem tinha foi quebrada por causa do pecado. Mas, Deus providenciou que em Cristo o homem se reconciliasse com Ele. Portanto, aquele que crê em Cristo volta a ter comunhão com Deus. O Batismo como ordenança testemunha que o homem que estava morto em seus delitos e pecados ressuscitou e passou a ter uma nova vida com Deus. Passando a viver para Ele. Porém o batismo não é somente uma representação e símbolo da salvação obtida pela fé em Cristo, mas também de comunhão com os irmãos da fé. Não significando somente uma nova vida em Cristo, mas também é a visualização da integração da pessoa no corpo de Cristo, que é a Igreja. Quando nos convertemos O Espírito Santo nos batizou, nos imergiu no Corpo de Cristo. Veja o que Paulo escreveu: Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres e todos temos bebido de um Espírito (1 Co 12:13). O Batismo nas águas não significa somente a morte para o pecado, sepultamento e ressurreição para uma nova vida, mas também a imersão no corpo de Cristo que aconteceu no momento da conversão.

Tendo afirmado isto, percebemos a importância de que a igreja evangelize, mas também que trabalhe com as vidas no sentido de integrá-las na Igreja local, que é a parte visível do corpo de Cristo. A pregação do Evangelho é um chamamento a comunhão com Deus através de Cristo, mas ao aceita-Lo a pessoa passa a fazer parte do corpo de Cristo.  Devemos levar as pessoas evangelizadas a ter um maior compromisso com Cristo e com O Seu corpo. Cristo nos mandou pregar, fazer discípulos e batizar.   A Evangelização visa ganhar a vida inteira de uma pessoa e não parte dela. A pessoa que se converte a Cristo precisa ter relacionamentos sadios. Sei que problemas acontecem nas Igrejas, mas o espírito de pacificação e de perdão devem prevalecer. Na comunhão dos irmãos Deus promove o crescimento através do discipulado, da edificação, admoestações e exortações. O autor de Hebreus enfatiza: “Não deixando a nossa mútua congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros, e tantos mais, quando vedes que vai se aproximando aquele dia”.

Podemos ainda destacar a estreita ligação da evangelização com a comunhão no sentido que havendo comunhão entre os irmãos há um ambiente propício a conversão e integração na Igreja local. Jesus falou que as pessoas seriam identificadas como discípulos dEle se amassem uns aos outros (Jo 13:35). A Igreja de Jerusalém em Atos tinha como uma das grades marcas a comunhão. Eram coesos na doutrina, partiam o pão juntos, temiam ao Senhor, estavam juntos, perseveravam, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo (At 2:42-47).

Na Palavra de Deus temos chamamentos, exortações e constatações de Deus ao Seu povo para que viva em comunhão como em  1 Coríntios 1:10 que está escrito: Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer. A comunhão é algo tão inerente a fé cristã tanto que o  apóstolo João chega a afirmar que se vivermos praticando as obras da luz de Senhor e andamos na verdade estará demonstrado que temos comunhão com Ele e com o próximo. I João1: 6 e 7 – Se dissermos que temos comunhão com ele, e andamos em trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho nos purifica de todo o pecado.

A comunhão é um propósito Divino muito caro a Deus. Devemos valorizar e vivermos em união. O salmo de número 133 ressalta que: Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! Paulo aos Efésios no capítulo 4 versículo 3 exorta: Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Portanto, irmãos vivamos a obra que Deus realizou de reconciliação com Ele expressando o vínculo de comunhão que temos uns com os outros.

Antes de Jesus havia separação entre judeus e gentios, entre o povo da aliança e povo que não era povo de Deus, “mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto. Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito” (Efésios 2: 13-18). Tendo Deus derrubado a parede de separação temos que viver em comunhão e não podemos fomentar a discórdia e contenda.

As igrejas costumam realizar as Ceias seguindo a orientação de Jesus como a primeira Igreja a de Jerusalém fazia e as demais fizeram. Paulo ao escrever aos coríntios traz orientações importantes sobre esta celebração que aponta também para a comunhão com Deus e com Seu corpo porque todos partilham do pão e do vinho que são servidos a todos que integram a Igreja do Senhor. Paulo por orientação de Jesus orientou que para participarmos da mesa do Senhor precisamos discernir o seu significado, o corpo de Cristo e seu sangue foi dado por nós, e não participarmos indignamente. Jesus recomenda a reconciliação com seu irmão antes de apresentar uma oferta a Deus. Tais recomendações mostram o quão é importante para Deus a comunhão entre a família da fé porque as duas ordenanças de Jesus – o batismo e a ceia – mostram o sacrifício de Jesus para que fôssemos salvos e tivéssemos comunhão com Deus e com Sua família.

Diante do exposto é necessário celebrarmos a unidade que foi feita por Jesus na cruz. É necessário cultivar uma vida de devoção a Deus. É necessário renunciarmos aos desejos egoístas e pagarmos o preço para que a comunhão com nossos irmãos de fé permaneça. É na comunhão que O Senhor “ordena a benção e a vida para sempre” (Sl 133:3).

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O PROPÓSITO DA EVANGELIZAÇÃO.

ide

Um dos grandes propósitos da Igreja é a evangelização. Na grande comissão está como: “ide, fazei discípulos” no original grego o ide deve ser entendido “enquanto você está indo” dando a entender que já é algo natural da Igreja ir. Este propósito é tão importante que Deus nos deu cinco grandes comissões (Mt 28:19-20; Mc 16:15; Lc 24:47-49; Jo 20:21 e At 1:8) onde o Senhor ordena ir e pregar ao mundo a salvação. O que nos mostra que aquilo que chamamos de Missões está incluído no propósito da evangelização. Sendo um propósito que visa ganhar pessoas para Cristo.

A mensagem pregada pela Igreja é a do Evangelho que são as boas-novas de salvação para todo aquele que crê (Rm 1:16). A pregação visa que os ouvintes sintam uma tristeza segundo Deus que opera o arrependimento para a salvação (II Co 7:10) sendo possível por causa do convencimento do Espírito Santo (Jo 16: 8 – 11). O homem natural não compreende as coisas de Deus. É necessário que Deus abra o entendimento e O Espírito convença. Um exemplo desta obra de Deus é Lídia, vendedora de púrpura, que teve seu coração aberto para compreender as coisas de Deus (At 16:14). Quando pregamos dependemos do Espírito Santo para convencer.

Pedro explica em sua primeira epístola que nós não éramos (gentios)  Povo de Deus, mas ao crermos recebemos esta condição alcançando misericórdia e sendo adquiridos para anunciar as virtudes daquele que nos tirou das trevas para a Sua maravilhosa luz (1 Pe 2:9 e 10). Fica claro que o propósito de evangelização está entranhado na razão de ser e existir da própria Igreja, que não pode se omitir e nem fugir da sua missão de pregar o evangelho.

É um dever pregar o evangelho a toda criatura. Como alguém nos pregou nós devemos também fazer o mesmo.  É agir como Deus agiu conosco (Jo 20:21). Se não fosse Deus que enviasse Seu único Filho todos nós iriamos perecer (Jo 3:16), mas Seu amor agiu em nosso favor mesmo sem merecermos (Rm 5:8). Como alguém já disse: “ se a igreja não evangeliza ela se fossiliza”. Ao fazermos não devemos nos envaidecer porque é nosso dever e se não fizermos seremos dignos de um ai divino como afirmou Paulo  em 1 Co 9:16. Spurgeon disse que “todo cristão ou é um missionário ou é impostor”.

Cumprir este propósito é uma ordem para livrarmos pessoas da condenação e da morte eterna (Pv 24: 11 e 12). Deus tem ciência se fazemos ou nos omitimos. Precisamos lembrar que há pecados contra Deus por omissão como está em Tiago 4:17. Marthin Luther King disse bem: o que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”. Reinhard Bonnke disse: “não pregar o Evangelho é o mesmo que esconder o remédio do doente”.

A ideia também da responsabilidade pessoal e a de prestar contas a Deus, o juiz soberano, é uma razão para a evangelização da Igreja. Com certeza todos iremos comparecer diante de Deus e prestaremos contas pela divulgação ou não do evangelho de Cristo. Paulo frisou: “Pelo que desejamos também ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes. Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal. Assim que, sabendo o temor que se deve ao Senhor, persuadimos os homens à fé…” (2 Co 5:9-11). Deus ao falar  da responsabilidade de Ezequiel como atalaia mostra o nosso dever de pregar o evangelho. O atalaia não pode afastar o inimigo, pode apenas dar o alarme. Se as pessoas não valorizarem o alarme, isto não é responsabilidade do atalaia. Mas, se o atalaia não avisar ele também será cobrado. “Se eu disser ao ímpio: O ímpio, certamente morrerás; e tu não falares para dissuadir o ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniquidade, mas o seu sangue eu o requererei da tua mão. Todavia se advertires o ímpio do seu caminho, para que ele se converta, e ele não se converter do seu caminho, morrerá ele na sua iniquidade; tu, porém, terás livrado a tua alma.” (Ez 33:8,9). Fica claro que se a Igreja não cumprir o propósito da evangelização será cobrada por Deus.

Ao entendermos a evangelização como um propósito e um dever não podemos perder a dimensão do privilégio. Mesmo sendo uma ordem o ide como registra Marcos tem que se encarnado de tal forma que seja como o transpirar da Igreja e por isto o sentido no original de Mateus “enquanto você está indo”. O privilégio de pregar é tão grande que os anjos desejariam fazê-lo, mas não é dado a eles, mas sim a Igreja (1 Pe 1:12).

Ganhar almas para Cristo é uma sublime missão. Quantas igrejas estão fechadas em si cheias de atividades, mas não realizando a obra de evangelização e missionária que lhes cabe fazer. Deus em Sua longanimidade está dando oportunidade a outras ovelhas. Jesus disse: “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor” (Jo 10:16).  Evangelização e Missões estão no coração de Deus e não pode estar fora do coração da Igreja. David Livingstone disse: “Deus tinha um único filho e fez dele um missionário”.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O PROPÓSITO DO SERVIÇO.

servir

Um dos propósitos da Igreja é o serviço que pode também ser chamado de ministério. No mundo a palavra serviço tem sentido desagradável, mas Cristo alertou “não será assim entre vós” (Mc 10:43). A Igreja foi chamada para servir como Jesus veio para servir (Mc 10:45). O mundo precisa ver nossas obras porque a fé em Cristo é visibilizada pelas obras. No sermão do Monte Jesus disse acerca dos seus seguidores: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5:16).

O crente foi salvo e criado para servir. Um exemplo prático desta verdade se dá com a sogra de Pedro que teve uma febre alta, mas foi curada por Jesus e passou a servir a todos (Mc 1:30 e 31). Paulo aos Efésios diz que: “(…) somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:10). A nova criatura que somos em Cristo Jesus recebe pela fé a habilidade de realizar obras que abençoarão vidas. Aos Romanos Paulo diz que: “Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertos do pecado, fostes feitos servos da justiça” (Rm 6:17 e 18). Quando Moisés pediu a Faraó para libertar o povo de Israel foi para que o povo servisse a Deus. A libertação que recebemos em Jesus é para que O sirvamos. Veja: Ex 7:16 – “(…) O Senhor Deus dos hebreus me tem enviado a ti, dizendo: Deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto; porém eis que até agora não me tens ouvido” disse Moisés a Faraó.

Servir para o servo de Deus é uma ordem de Deus. Através das nossas obras as pessoas veem o testemunho do Poder do Evangelho em ação. Dentre as leis que Deus deu através de Moisés destaca-se o serviço: “E servireis ao Senhor vosso Deus” (Ex 23:25). Jesus ensinou os seus discípulos um estilo de liderança servidora cujo exemplo ele demonstrou de muitas formas inclusive lavando os pés dos seus discípulos (Jo 13: 4 e 5) e recomendando que eles seguissem Seu exemplo de serviço (Jo 13:14). Num mundo onde as pessoas gostam e buscam a primazia sobre os outros Jesus ensinou que no Reino dEle era diferente. Sendo Jesus, Senhor dos Senhores, digno de ser adorado e de ser servido, mostrou que seja qual for a posição que ocupemos sirvamos uns aos outros como que prestando um serviço a Deus (Cl 3:23). Afinal, a grandeza do Reino de Deus é servir (Lc 22:26).

Servir a Deus podemos fazê-lo com habilidades naturais e espirituais. Deus ao ordenar a construção do tabernáculo escolheu operários especializados como Bezalel e o encheu do Espírito Santo com inteligência, competência e habilidade para fazer projetos, e trabalhar em ouro, em prata, em cobre,  lapidar pedras e engastar madeiras. Pensamos muitas vezes que o serviço a Deus só envolve habilidades espirituais, elas estão incluídas, mas Bezalel é um exemplo de homem cheio do Espírito que realizou trabalhos artísticos (Ex 34:1-4). Os dons espirituais que Deus confere a Igreja (1 Co 12:11) são habilidades espirituais que devemos abundar para a edificação da Igreja (1 Co 14:12). Os dons não são para nos enfatuar, mas para servir. Os ministérios, serviços que prestamos é para o aperfeiçoamento dos santos para que todos cheguem ao conhecimento do Filho de Deus, sendo maduros e cheguem a estatura completa de Cristo (Ef 4: 11 – 13).

Algo importante é que sirvamos a Deus com alegria como recomenda o Salmo 100: “servi ao Senhor com alegria”. Algumas razões o salmista nos dá para assim fazermos assim: 1) Ele é Senhor de toda terra; 2) Nosso criador; 3) Nosso Pastor; 4) Bom e misericordioso; 5) Sua verdade é experimentada de geração a geração. O serviço do Senhor pode nos causar até tristeza, mas devemos nos ater em quem Deus é. Confiando que se chorarmos na semeadura voltaremos trazendo os molhos com alegria (Sl 126:6). A dimensão do privilégio de ser de Deus e fazer a Sua obra não pode ser esquecido por nós mesmo nos momentos difíceis. Sendo assim, realizaremos a obra do Senhor com alegria.

Neste propósito do serviço não podemos fazê-lo com o coração dividido. Amando a Deus sobre todas coisas o serviço que prestaremos não será meia-boca, pela metade. Falando aos Rubenitas, e os Gaditas e a meia tribo de Manassés, Josué repetiu as palavras de Moisés: “ameis ao Senhor vosso Deus, e andeis em todos os seus caminhos, e guardeis os seus mandamentos, e vos achegueis a Ele, e o sirvais com todo o vosso coração, e como toda a vossa alma” (Js 22:5). O povo de Israel ficou oscilando durante muito tempo a sua adoração e serviço a Deus. Josué já havia os desafiados: “escolhei hoje a quem sirvais, se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais” (Js 24:15). Mas, Josué falou de si e de sua família: “eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. O povo lhe respondeu: “nunca nos aconteça que deixemos ao Senhor para servirmos aos outros deuses” (Js 24:16). Sabemos que os israelitas em sua história durante muito tempo não permaneceram no propósito de coração inteiro. Como Igreja do Senhor precisamos sempre nos guardar para que não incorramos no mesmo erro servindo a Deus de coração dividido. Sirvamos ao Senhor de todo o coração.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

OS PROPÓSITOS PARA A IGREJA.

propósito

O nome Igreja vem da palavra grega Eklesia, que significa: assembléia ou reunião. O sentido da palavra é: “os que foram chamados para fora”. Nos estados da Grécia a palavra tinha o significado da reunião dos cidadãos convocados para tratar de temas relativos a cidade. A Igreja no sentido do Novo testamento é a assembléia daqueles que foram redimidos pelo sangue de Jesus, que tem como regra de fé e prática a Palavra de Deus e praticam as duas ordenanças de Cristo: batismo e a ceia do Senhor. A Igreja tem como fundamento a doutrina dos profetas, apóstolos e de Cristo, a Pedra Principal. Ela crê num Deus Triúno: Pai, Filho e Espírito Santo. Sendo que O Pai enviou seu Filho, Jesus, para tomar a forma e natureza humana, sem deixar de ser Deus, para ser o sacrifício vicário de toda humanidade. Jesus ressuscitou ao terceiro dia e a Igreja aguarda a sua volta.

Jesus lançou a pedra fundamental da Igreja quando questionou aos seus discípulos: quem dizem os homens ser o Filho do homem? Referindo-se como Filho do homem a si mesmo. E os discípulos disseram: Uns, João o Batista, outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. Jesus não parou por aí e perguntou aos discípulos diretamente: E vós, quem dizeis que eu sou? Pedro pelo Espírito Santo respondeu: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Jesus elogia Pedro porque não foi a carne dele que revelou a verdade, mas sim Seu Pai Celestial. Neste momento Jesus referindo-se a afirmação de Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo declarou que sobre esta pedra (a declaração de Pedro) edificarei a minha igreja. Assim Jesus lançou o fundamento da Igreja que iniciou historicamente na festa de Pentecostes quando O Espírito Santo foi derramado.

A Igreja é o corpo de Cristo, sendo Cristo o cabeça da Igreja. Seus membros desenvolvem os dons que receberam do Senhor, que Deus deu como quis. Não é um clube social fechado, que tem o objetivo de girar em torno de si mesma. Ela tem propósitos deixados por Jesus, que a fundou. Propósitos com relação a Deus, a si mesma e ao mundo.

Muitas passagens podem ser usadas para mostrar os propósitos da Igreja deixados por Jesus, mas podemos dar destaque a duas grandes passagens que resumem os propósitos. A primeira é o chamado Grande dois mandamentos em que Jesus resumiu toda a lei (Mt 22:37-40) e a segunda a Grande Comissão (Mt 28:19-20). Os grandes dois mandamentos foram dados por Jesus em resposta a qual seria o grande mandamento de toda a lei e a Grande Comissão foi uma das últimas palavras de Jesus a seus discípulos. Percebemos que muitas igrejas dão ênfase em alguns dos propósitos revelados nos dois textos e negligenciam outros.

Creio que na multiforme Graça de Deus, portanto Igrejas locais tem características diferentes e não é porque escrevo sobre os cinco propósitos da Igreja afirmo que ela tem que ter como modelo a Igreja com Propósito, não é isto. As estratégias podem diversificar, mas isto não exime nenhuma Igreja local de buscar cumprir os propósitos de Deus para ela. A Igreja pode se organizar em departamentos, ministérios, células ou pequenos grupos, congregações etc, mas não pode deixar de cumprir os propósitos que Jesus nos deixou.

É importante que as Igrejas se envolvam com os cinco propósitos sem negligenciar nenhum deles. Rick Warrren enfatiza: Um grande compromisso com o Grande Mandamento e com a Grande Comissão fará surgir uma grande igreja!

Os propósitos em linhas gerais podem ser resumidos da seguinte forma:

. ADORAÇÃO – Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o pensamento.

. SERVIÇO OU MINISTÉRIO – Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

. EVANGELISMO (inclui Missões)  – Ide e fazei discípulos

. COMUNHÃO – Batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

. DISCIPULADO OU ENSINO – Ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho mandado

A Igreja local que procura cumprir os propósitos que Deus deixou está sintonizada com a Vontade de Deus, e assim será relevante e elemento diferenciador nesse mundo que jaz no maligno. As trevas espirituais estão espalhadas no Planeta, mas a Igreja do Senhor, que reflete a luz de Jesus, brilha, impedindo as trevas espirituais de dominarem e prevalecerem. Deus é Luz. A Igreja reflete esta luz. A luz prevalece sobre as trevas. A vocação da Igreja em Cristo é vencer, pois Jesus Cristo já conquistou a vitória na cruz. Portanto, cabe a Igreja, como luzeiro, posicionar-se neste mundo, sem acovardar-se, e ter medo das obras infrutíferas das trevas. A Igreja precisa buscar cumprir a sua vocação para com Deus, o mundo e a si mesma, sabendo que ela foi criada por Jesus para tais propósitos. Toda a criação geme aguardando com expectativa a manifestação dos filhos de Deus, que subirá ao céu como a noiva de Cristo, que contrairá matrimônio, no sentido figurado e espiritual, com O Senhor Jesus.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A IMPORTÂNCIA DO PROPÓSITO.

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É preciso durante a existência encontrar-se com o Criador. Deus sempre buscou se comunicar com o homem de muitas formas para que este não ficasse perdido para sempre por causa da escolha errada que fez pelo pecado. Quando pecou o homem errou o alvo passando a viver na desorientação e condenação. Mas, Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu filho para redimir as pessoas, que ao crerem nEle, reconciliam-se com Ele através de Jesus. Não há outro mediador que poderia ou possa fazê-lo. Ao crer em Jesus o homem se reencontra com Deus, desfruta da Paz com Deus e as demais coisas são conduzidas segundo o Espírito Santo pela Palavra de Deus na vida de quem crê.

Como parte de uma vida de paz é importante ao homem saber que o reencontro com Deus é o reencontro do homem com o propósito da existência – Glória de Deus. Conhecer tal propósito é essencial para que o homem tenha o discernimento e a perspectiva necessária para viver na vida abundante que Cristo outorgou aos que creram. Encontrar o propósito é ter a resposta a uma das grandes perguntas da vida – por que existo? A resposta não está no próprio homem ou em alguma elaboração sua, mas no próprio Deus e em Seu Filho, que revelou em Sua Palavra.

A Glória de Deus no Antigo Testamento significa uma manifestação da presença de Deus. A Glória de Deus enchia o Tabernáculo e o Templo que os hebreus edificaram para O Senhor. Quando afirmamos que o propósito é a Glória de Deus afirmamos que quando Deus é identificado em nossa vida pelo nosso exemplo isto glorifica a Deus. Portanto, o propósito da Glória de Deus está ligado a ideia da presença de Deus se manifestando em nós.

Ao saber o propósito a vida não fica com uma grande interrogação e alcança a resposta. Quando se tem dúvida torna-se inconstante e sujeito a ser levado por ventos estranhos, pois não sabe para onde ir. Como alguém já disse: quem não sabe para onde vai qualquer lugar serve. Mas, não é assim com quem encontrou o propósito da existência. Vive a vida com integralidade como alguém que discerniu a sua razão de ser.

Ganha significado quando se encontra a razão, ganha um senso de missão. A pessoa se sente encaixada num propósito maior que transcende a vida física, pois sabe que o propósito tem haver com um objetivo que Deus traçou antes de todas as coisas existirem, desde a eternidade. Ele não se sente mais uma pessoa no mundo, mas entende que é alguém com propósitos. Entende que sua vida não é um acidente e nem se sente como um peixe fora d’água.

O propósito faz nós exercemos melhor a nossa mordomia cristã. A mordomia cristã afirma que Deus é dono de tudo e nós seus mordomos, ou seja, administradores. Isto é ao mesmo tempo responsabilidade e privilégio para nós. Deus nos fará duas perguntas fundamentais: a primeira é: O que você fez com o meu filho, Jesus Cristo? E a segunda o que você fez com que lhe dei? Se exercermos a mordomia cristã dentro do propósito Divino responderemos a segunda pergunta afirmando que multiplicamos os dons que Ele nos deu buscando a Glória dEle.

Saber o propósito significa ter meta e ter um modelo – Jesus. A meta é ser semelhante a Ele cuja obra Espírito Santo realiza. A referência é o próprio Jesus. A questão da Glória de Deus estará sempre envolvida porque o objetivo é buscado de Glória em Glória e será alcançado na Glória dos céus. Teremos entendimento que a vida não é vã e não seremos uma maria vai com as outras porque sempre buscamos seu propósito.

Evita desperdícios e ganha-se foco quando se sabe o propósito. Não se fica dando tiro para todos os lugares. Não se fica zanzando em busca de sentido. O tempo é melhor administrado. O homem foi criado para Louvor e Glória de Deus. Quando se sabe o porquê e se busca este objetivo a qualidade de vida aumenta.

A pessoa passa ter um aferidor da existência, que é Jesus. A pessoa ganha consciência se está ou não fora da vontade de Deus. Temos o exemplo das pessoas que completaram a carreira cumprindo o propósito. Ao estar ou não cumprindo o propósito em Cristo ficará mais claro como anda a sintonia com Deus ou não. A pessoa se sente alguém achado. Sente-se em Paz com o Criador, Quantas vidas estão desafinadas e assim se sentem pois não buscam viver a vida conforme Deus em Jesus! O objetivo dEle é que as pessoas tenham comunhão com Ele e glorifiquem Seu Nome o que traz resposta a nossa necessidade de pertencimento.

O entendimento acerca da vitória, completude e realização são decorrentes também de se saber e realizar o propósito.  É quando a pessoa sabe que está no caminho certo e o busca. É quando se sabe qual é o tesouro maior da vida e se tem consciência que o achou assim a pessoa desfrutará da Plenitude que Deus planejou.

Quem crê em Jesus acha o Reino de Deus e reconhece que ele vale mais do que tudo na vida. A Glória de Deus não é apenas o objetivo é a maneira de viver buscando o objetivo. Portanto, a pessoa enfrentará a vida com suas dificuldades olhando além para o alvo e crendo que o propósito se realizará e que a recompensa eterna não lhe será tirada. Pois, ter este propósito é maior do que o propósito de deixar uma herança ou legado. Sabemos que o tudo não é aqui e que no céu receberemos a recompensa.

Um dos segredos da vida cristã é tirar a visão e a orientação de si mesmo e focar, avistar o Autor e Consumador da fé – Jesus. Ao buscar alcançar de todo o coração a consumação do propósito de Deus, que é transformar o crente na semelhança de Jesus, ou seja, a Glória de Deus, o crente mostrará que as respostas acerca do sentido da vida sempre tiveram em Jesus, e não em nós mesmos. Vivendo assim, priorizando as coisas eternas mais do que as terrenas, que perecem, sendo as eternas imperecíveis e caminhando para o alvo que o próprio Deus estabeleceu, que é Jesus, em quem se reencontra Deus com Sua Glória.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).