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FIÉIS, APESAR DA PRESSÃO.

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Quem crê em Cristo passa a ter um relacionamento com Deus. Torna-se filho de Deus por adoção. Ocorre uma transposição do domínio do pecado para um relacionamento espiritual exclusivo com Deus. Este relacionamento com Deus em amor chama-se santificação. Não é uma alienação da vida, mas é uma vida que se santifica na Palavra de Deus. É vida com Deus. A pessoa que crê em Jesus saiu das trevas e foi guindada para a maravilhosa luz do Senhor. Há um abandono das obras infrutíferas das trevas.

Fica entendido, que neste sistema mundano cujo o pecado domina fará pressão ao cristão para que se demova da posição de santificação e se contamine. Tal pressão nem sempre é explícita. Muitas vezes ela dá pequenos passos em direção a sua vontade que é nos afastar de Deus. Como diz o ditado de grão em grão a galinha enche o papo. Portanto, estejamos atentos a estratégia do inimigo que age sorrateiramente.  Dito isto, afirmo que não devemos baixar a guarda e nem aceitar os sofismas deste mundo. Fiquemos com a Palavra da Verdade e a utilizemos em nossa fé para vencermos as sutilezas deste mundo.

A Palavra de Deus alerta que aqueles que querem viver piamente a vida com Deus passarão por perseguições. Portanto, a mensagem de Jesus a Igreja de Esmirna ecoa até os dias de hoje. A Igreja de Esmirna ouviu de Jesus: “Se fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida”. Policarpo foi um dos bispos de Esmirna, e foi queimado vivo. Ofereceram-lhe a escolha: Cristo ou César. Se ele amaldiçoasse a Cristo estaria livre, mas ele respondeu: “Oitenta e seis anos faz que sirvo a Cristo e Ele só me tem feito bem; como podia eu, agora amaldiçoá-lo, sendo Ele meu Senhor e Salvador”. Seremos fiéis seja qual for a pressão que recebermos. Até mesmo se nossa vida for ameaçada.

A fidelidade é uma característica do fruto do Espírito em nós. Ela é acompanhada da perseverança que se apega a Cristo e não o deixa por nada. Como os apóstolos responderam a pressão dos religiosos do seu tempo nós devemos também responder. A resposta deles foi: “não podemos deixar de falar o que temos visto e ouvido”. Não podemos abafar a chama do Espírito em nós calando-nos e nos omitindo. A omissão nesta situação é pecado porque aquele que sabe fazer o bem e não o faz comete pecado. Martim Luther King tem uma frase interessante: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. Abramos a boca, pois O Senhor a encherá.

O Espírito Santo também nos dá poder para sermos testemunhas eficientes do Senhor Jesus Cristo. Muitos se apegam as manifestações dos dons esquecendo que o objetivo precípuo do Espírito em nós é nos dar ousadia para testemunhar. O evangelho é o poder de Deus para salvação daquele que crê. Portanto, não temos que nos envergonhar e testemunhar com ousadia. A nossa fidelidade precisa se manifestar até mesmo nos períodos mais difíceis. Até quando parece que nossa vida escapou das mãos de Deus que nos acolheu e nos protege. O fato de não estarmos com o controle não significa que Deus não está. Ele é Soberano!

Lembremos sempre que o nosso Deus é maior do que qualquer perseguição e afronta que recebemos. A nossa fidelidade não está baseada em nós mesmos, mas em Deus, que nos salvou e nos santificou para nos relacionarmos com Ele. O nosso alicerce é Jesus Cristo e a Sua Palavra. As tempestades acontecem, mas não nos destruirão porque O Senhor é conosco. Não devemos nos isentar de nossa responsabilidade como servos do Senhor. Na verdade, aqueles que optam em ficar em cima do muro escolhem o lado do inimigo de nossas almas. Quem é de Jesus é de Jesus. Não existe meio-termo. Cristo ou não Cristo. Muitos religiosos no tempo de Jesus por amarem mais a Glória dos homens do que a de Deus não assumiram a fé em Jesus. Não cometeremos o mesmo erro. Mesmo vivendo no mundo onde o sistema dominante é contrário a Deus nós escolheremos seguir a Cristo com perseverança enfrentando a pressão que é contrária aos valores espirituais ensinados por Cristo. Maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

TRÊS CONDIÇÕES PARA A ORAÇÃO EFICIENTE .

oração

A oração é o oxigênio da alma. É o sinal de que há vida espiritual. A maneira que lidamos com ela revela a nossa verdadeira teologia e prática. Muitos agem como deístas e deixam de orar porque na prática eles creem que Deus não intervêm. Um fatalismo toma conta e embota uma ação mais contundente. Pode haver uma coreografia exterior, mas mostra que é algo oco pois não tem vida de oração. Têm aparência de crente, mas na prática é semelhante ao ateu.

O magistral capítulo quinze do evangelho de João, Jesus se compara com a videira, seus discípulos como as varas e o Pai como o agricultor. Ele trata de muitos assuntos, mas destaca a necessidade de receber a seiva que vem dEle. Quem permanece nEle frutifica e muitos destes frutos são os resultados da nossa vida de oração. Orar não é passividade, mas atitude. Longe de um fatalismo Jesus mostra que a essencialidade do relacionamento é vivenciada pela oração. Permanecer na videira que é Cristo é relacionar-se com Ele. A permanência, intimidade com Cristo é indispensável para a prática cristã. Sem ele nada podemos fazer. Os frutos que nós damos são resultados desta união.

No versículo sete vemos três condições para a oração ser respondida.

A Primeira, estar ligado a Cristo espiritualmente. Tal ligação aconteceu no momento que a fé em Jesus nasceu. Foi pela experiência da fé que a identificação com a crucificação, ressurreição e vida de Cristo aconteceram. Uma vez nEle devemos permanecer ligados e para usufruirmos uma vida poderosa na oração é preciso estar comungando com Ele. A oração é uma expressão da continuidade do relacionamento com Ele. Ela é expressão de vida espiritual, de permanência. Permanecer não é passividade, mas é comunhão e recebimento da vida de Deus.

Segunda condição é ter a Palavra de Deus no coração. Para viver uma vida com Deus é necessário receber e permanecer na Palavra de Deus. Depreende desta condição que a Palavra de Deus deve estar enxertada em nosso interior a ponto de ela surgir numa prática coerente e cristã. Aqueles que amam a Deus também amam as suas Palavras e as praticam. Ficar na Palavra é recebe-la e praticá-la. Vida com Deus não pode ser diferente disto. A permanência em Jesus implica na permanência na Palavra. Um coração que foi regenerado tem como alimento a Palavra de Deus e como guia para a prática cristã.

A terceira condição é pedir de acordo com a Vontade de Deus. A permanência em Jesus e na Sua Palavra resultará numa oração afinada com a vontade de Deus e sendo a Sua vontade nossas orações serão respondidas. Fica patente que a oração é relacionamento com Deus. À medida que permanecemos em Jesus orando e buscando vamos nos afinando com a Sua vontade. O apóstolo João escreveu em sua epístola: “E esta é a confiança que temos nEle, que se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1 João 5:14). A vida com Deus em oração não pode ser egoísta, onde só se pede coisas para o seu deleite pessoal, mas ela é aquela que permanece em Deus tendo como deleite a vontade dEle revelada na Sua Palavra e por isto será atendido.

Pratique a oração. Viva a vida que Deus outorgou a você pelo intermédio de Cristo Jesus. Você que está nEle tem a Palavra de Deus e por isto pede de acordo com a vontade de Deus e é respondido. Deus te chama para comunhão com Ele. Você tem um grande mar para mergulhar. Não fique com passividade, mas permaneça nEle orando sem cessar.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PERSEVERANÇA: MARCA DO CRISTÃO

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A palavra perseverar, quer dizer, conservar-se firme e constante, ir até o fim; sem se deixar demover ou abalar. Um dos grandes segredos de uma vida vitoriosa é a perseverança. Ela é uma característica do nascido de novo que eventualmente até tropeça, mas volta a perseverar.

Bartimeu é um bom exemplo, pois foi desestimulado e repreendido a desistir de clamar a Cristo na estrada, mas ele perseverou no clamor. Como aconteceu com ele também somos desestimulados e sofremos pressão para que deixemos o caminho de Cristo, mas sendo a nossa fé verdadeira teremos a marca da perseverança. A história de Bartimeu nos mostra algumas áreas da nossa vida com Deus que devemos perseverar. Veremos neste pequeno texto algumas dessas áreas.

Uma das áreas que precisamos cultivar a perseverança é a oração. Bartimeu foi repreendido por muitos para que se calasse no seu clamor a Cristo. Por nossa vez, o mundo produz muitas vozes que nos desanimam e trazem ansiedades que podem prejudicar nossa vida de oração, mas perseveremos. Os discípulos de Jesus depois da ascensão de Cristo ficaram em Jerusalém conforme orientação de Jesus perseverando em oração esperando a promessa do Pai.  Depois da promessa cumprida, que foi O Espírito sendo derramado, a Igreja de Jerusalém, a primeira Igreja, mostrou a marca da perseverança na oração. Muitas bençãos nos esperam! Basta-nos perseverar em oração.

Ainda na história de Bartimeu percebemos que também precisamos perseverar na fé. Quando Bartimeu soube que Jesus o chamava ele se desfez da capa que fazia parte de sua indumentária de mendicância. Ele mostrou crer que Jesus o curaria e ele não precisaria mais usar a capa. A perseverança na fé está ligada a perseverança na oração, pois quando se continua orando mostra-se que a fé está em ação perseverante.

A carreira cristã é uma carreira de fé, que do início ao fim foca no autor e consumador da fé. O desejo de Deus é que sejamos como Paulo que chegou ao final da vida guardando a fé. A fé que tem o início em Jesus é consumada nEle também.

O animo é outra área que devemos perseverar. Bartimeu ouviu muitas palavras de desestímulo. Nós também somos bombardeados por más notícias. Depois de muitos desestímulos Bartimeu ouviu de alguém: tenha bom ânimo o Mestre te chama. Ele levantou com entusiasmo e foi até Jesus. É neste bom ânimo que devemos perseverar.

Há um louvor que afirma que na cruz não estava somente seus braços ou pernas de Jesus, mas Ele estava por inteiro. Deus quer que o sirvamos de todo coração. Ele quer a nossa vida por inteiro. No mundo passamos por aflições, mas não deixemos que isto faça servirmos ao Senhor em parte. Tenhamos bom ânimo. Vivamos prestando um culto a Deus racional onde apresentamos nossos corpos como sacrifícios vivos, santos e agradáveis a Deus.

Na história de Bartimeu percebemos que em outra área devemos perseverar que é a perseverança nas prioridades acertadas. Quando Jesus perguntou a Bartimeu o que ele queria que Jesus o fizesse ele não pediu riqueza ou vingança aos desafetos. Ele pediu que voltasse a ver. Ele priorizou a sua visão acertadamente. Em nossa vida precisamos ter as prioridades acertadas. Gasta-se muita energia com trivialidades e não se foca no essencial.

Muitos estão ansiosos quanto ao comer, beber e vestir esquecendo-se do Reino de Deus. Igrejas lotam suas agendas com eventos que não priorizam as prioridades que Jesus deixou. As prioridades foram reveladas por Jesus nos dois grandes mandamentos e na grande comissão de Mateus. Precisamos amar a Deus sobre todas as coisas, servir ao próximo, comungar com os irmãos na fé, discipular e evangelizar. Façamos uma revisão das coisas que priorizamos e foquemos nos propósitos que Jesus nos deixou.

A história de Bartimeu ainda nos ensina que depois dele ser curado ele passou a seguir Jesus pelo caminho. Quem segue a Jesus deve segui-lo com perseverança. Jesus nos alertou que ele é uma porta estreita e que a maioria das pessoas preferem a porta larga do mundo. Jesus ainda disse que aquele que o seguir tem que renunciar a si e tomar a sua cruz e segui-lo. Afinal, aquele que diz que está em Jesus deve andar como Ele andou. Escrito isto, fica claro que a virtude da perseverança é necessária para aqueles que seguem realmente a Cristo.

Jesus ao falar para a Igreja de Esmirna, que sofreria perseguição exortou-a pedindo fidelidade e prometeu como recompensa a coroa da vida. A perseverança é uma expressão de fidelidade. O Deus que nos chamou é poderoso para nos fortalecer e para cumprir o que nos prometeu. Persevere! Na caminhada deixe o pecado, não seja envolvido pelos embaraços e corra com perseverança a carreira que nos está proposta.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

QUANTAS MAIS VASILHAS MELHOR

vasilha e o azeite

2 Rs 4:1-7

Quando pensamos em avivamento lembramos de grandes manifestações do poder de Deus, grande número de conversões e principalmente muitas pessoas se arrependendo. De fato, o avivamento que acontece na Igreja influencia a sociedade em que ela está inserida. Ele não fica recluso as quatro paredes do templo, mas se expande atingindo a sociedade.

O texto escolhido para nossa meditação se dá num contexto de crise onde uma viúva procura o auxílio do Sea o auxnhor através do profeta Eliseu. Os credores lhe batiam a porta e seus filhos eram amaçados de escravidão. Eles estavam sendo cobrados pelos credores e não tinham como pagar as dívidas. Posso afirmar que antes do avivamento o contexto será sempre de crise e decadência. Pois, o avivamento é quando a Igreja volta a viver o padrão espiritual de Deus. Antes do avivamento a Igreja necessariamente precisa reconhecer que está aquém da vontade de Deus. A casa da viúva era uma casa de servos de Deus, mas estavam vivendo uma crise e para solucionar o problema buscam a Deus através do profeta.

O profeta Eliseu fala a viúva: “Declara-me que é o que tens em casa” e ela responde que só tinha uma botija de azeite. Deus quer saber se o pouco que você tem está disponível para ele. Não despreze o pouco que você tem porque nas mãos de Deus se torna muito. Jesus fala da Igreja que a Igreja de Filadélfia tinha pouca força, mas havia guardado a Palavra de Deus e que Ele colocou uma porta aberta nesta Igreja que ninguém poderia fechar. A fidelidade no pouco é algo que Deus deseja. Quando se pensa em avivamento se imagina algo vindo de fora e mudando a nossa história, pois se valoriza mais o que é de fora, mas Deus pode começar o avivamento a partir de nós. Deus, muitas vezes, se utiliza do pouco que temos e somos, para a realização de Sua provisão e avivamento.

O azeite é um símbolo bíblico do Espírito Santo. Aquela família só tinha uma botija de azeite. Todos os que creem têm O Espírito Santo de Deus. A crise pode estar batendo a porta, mas O Espírito Santo está com a Igreja do Senhor. Você pode estar vivendo uma crise, mas você tem o azeite? Você tem o Espírito Santo de Deus? O avivamento se dá entre os nascidos de novo, entre o povo de Deus e se expande alcançando outras vidas.

Eliseu orientou que a viúva pedisse vasos vazios emprestado aos seus vizinhos. Ela certamente tinha um bom convívio com eles e houve cooperação dando-lhe vasos para colocar o azeite. As vasilhas eram vazias ilustrando as pessoas que ainda não se converteram e eram de todos os tamanhos não importando a aparência que tinham como é assim com o evangelho que deve ser pregado a todas as pessoas que estão vazias de Deus independemente das suas origens e condições sociais. Deus queria multiplicar o azeite daquela mulher como deseja alcançar outras vidas que ainda não estão no Seu aprisco.

Os vasos vinham vazios e ela os enchia. As vidas que se convertem recebem O Espírito Santo. Esta mulher é um exemplo de fé e obediência. Creia e obedeça ao Senhor sempre, inclusive na crise porque assim Deus derramará a Sua provisão. Vidas vão se converter. O azeite se multiplicará. Tragamos vasilhas vazias e O Senhor encherá com O Seu Espírito.  Operemos a nossa fé através da busca de vidas para O Reino de Deus! Obedeçamos ao Senhor! Quantas mais vasilhas melhor!

A viúva e os filhos encheram todas as vasilhas que conseguiram. Depois de terminarem o profeta pediu mais uma vasilha, porém lhe responderam que não havia mais nenhuma e o azeite parou de se multiplicar. Se houvesse mais vasilhas o azeite continuaria se multiplicando. Assim como O Espírito Santo encherá vidas que creem em Jesus tantas quantas crerem nEle. Quantas mais vidas melhor! A obra do Espírito no mundo é convencê-lo do pecado, da justiça e do juízo. O poder do Espírito Santo foi derramado na Igreja para fazê-la testemunha até os confins da terra. “A Igreja que não evangeliza se fossiliza”. Não queremos que o azeite pare então buscaremos mais vasilhas. O fogo precisa sempre arder no altar e o trabalho do Espírito visa a edificação, mas também a salvação de vidas. O Senhor encherá os vasos! A nossa missão é trazer vasilhas vazias e parte de Deus é enchê-las com o Seu azeite.

Deus multiplicou o azeite da viúva e ela pagou a dívida. A história desta viúva começa com a escassez e termina com abundância. Como acontece num avivamento que começa com uma crise e depois têm abundância em conversões de vidas. O azeite se multiplica. Como a viúva buscou o homem de Deus nós devemos clamar ao Senhor durante a crise. O avivamento é algo vindo de Deus para o Seu povo. Ela e toda a casa foram abençoados. Da mesma forma Deus quando manda o avivamento seus efeitos não atingem somente o povo dEle, mas a sociedade onde se está inserido.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

QUEM É QUE ALCANÇA O PRAZER ESPIRITUAL? 

salmo 1

Creio que é para o crente em Jesus o prazer espiritual é uma descoberta. Fui criado no evangelho e aceitei Jesus aos sete anos de idade e me tornei afiado no manuseio da Bíblia. Mas confesso que só na maturidade entendi o que é ter prazer na lei do Senhor. Por isto afirmo que o prazer espiritual na meditação da Bíblia, na oração e jejum é uma descoberta que o crente faz. Muitas vezes os crentes praticam as disciplinas espirituais sem experimentarem a alegria do prazer espiritual. Praticam por obrigação, por costume, por causa das demandas ou por religiosidade. Tendo até experiências, mas sem o deslumbramento da prática. Sem descobrir as maravilhas da lei. Sem recreia-se na presença de Deus. Trataremos neste pequeno artigo baseando-nos no salmo capítulo um quem são as pessoas que encontram o prazer espiritual. 

A pessoa que encontra o prazer espiritual é aquela que não é influenciada pela impiedade dos homens. Segundo o salmista o bem-aventurado é aquele que não anda segundo o conselho dos ímpios. Sem dúvida, o frescor da vida espiritual não é compatível com uma vida influenciada pelo mau caminho. A intimidade com Deus é para aqueles que o temem. A Palavra de Deus tem tudo que o homem necessita para guiar a sua vida pelo caminho de Deus. Portanto, o homem que tem o prazer nela não aceitará a impiedade e os conselhos do mal. 

A pessoa que encontra o prazer espiritual é aquela que não peca de forma recorrente. Segundo o salmista o bem-aventurado é aquele que não se detêm no caminho dos pecadores. Acontece eventualmente de pecar, mas é algo ocasional. Ele não se detém, não se fixa na prática do pecado. Segundo o apóstolo João “sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca” (1 Jo 5:18). Portanto, quem tem o prazer espiritual é alguém que nasceu de novo, arrependeu-se dos seus pecados e tem segurança em Deus. 

Andando pelo salmo um percebemos que aquele que encontra prazer espiritual é aquele que não se alegra no escarnecimento. O escarnecedor é aquele que profana e zomba das coisas sagradas. Usa de linguagem chula para tratar o alvo do escárnio. Sem dúvida, se alguém senta na roda dos escarnecedores também não se sentará aos pés de Jesus para receber sua instrução. São incompatíveis tais posturas. Não se encontra na mesma fonte o amargo ou o doce. Quem tem prazer do Senhor bebe da fonte doce então não beberá também da fonte amarga. 

Pode até parecer que estou ensinando um estilo de vida espiritual ermitão. Ensinado que só aqueles que se isolam alcança o prazer pela Palavra. Mas, o salmo um fala que há uma congregação dos justos. Portanto, aquele que tem prazer espiritual na Palavra será uma pessoa que tem comunhão com os irmãos de fé. Será a pessoa que não abandona a congregação apesar de meditar na Palavra. Não é autêntica a vida com Deus se o próximo não estiver incluído. O salmista afirma que os maus não congregarão com os servos de Deus no céu. Os servos que congregam aqui também congregarão no ceú, mas os pecadores não arrependidos serão condenados.  

A vida de quem tem prazer na lei do Senhor não será descuidada. Ele sabe que Deus conhece o caminho dos justos e ele vive sobre esta perspectiva. O caminho dos ímpios é de condenação, mas o caminho dos justos é de temor, prosperidade e prazer espiritual. Eles sabem que a Palavra de Deus não é somente para o deleite espiritual, mas é a orientação de Deus para que eles possam caminhar no caminho que é Jesus e por isto ser aprovado por Deus. Quando o salmista fala que Deus conhece o caminho dos justos está como que dizendo que Deus aprova o caminho que eles seguem porque a Palavra de Deus é a bússola que o orienta no caminho que é Jesus. 

Portanto, chegamos à conclusão que o prazer espiritual que a pessoa sente na Palavra de Deus não é um emocionalíssimo barato e passageiro, mas é algo em consonância a vontade de Deus. As emoções desta pessoa estão submissas a vontade boa, perfeita e agradável de Deus. Por isto, devemos cultivar cada vez mais a nossa comunhão com Deus para que nossas vidas se deleitem em Suas Palavras e Vontade todos os dias e assim seremos bem-aventurados. Deus quer que tenhamos vida em abundância e ela necessariamente passa pelo prazer espiritual. A alma que descobriu o prazer da presença de Deus anseia por mais de Deus todos os dias. 

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

JESUS E O SUMO SACERDOTE.

 

sumo sacerdote

O tema de Hebreus é: Jesus é melhor. Melhor do que Moisés, Josué, Arão, anjos etc. Quero analisar aqui que Jesus é superior ao sumo-sacerdote. A função essencial do sacerdote era a de mediador entre Deus e o homem e exercia três funções básicas: Primeiro, ministrar no santuário diante de Deus. Em segundo, ensinar a lei. Terceiro, tomar conhecimento e revelar a vontade divina.

O sumo-sacerdote no antigo testamento ocupava um lugar de destaque entre os sacerdotes, pois era o único que anualmente, poderia entrar no lugar santíssimo do tabernáculo ou do templo, para oferecer sacrifício pelo pecado do povo e pelos próprios pecados.

Vejamos algumas diferenças entre Jesus e o sumo-sacerdote do Antigo Testamento:

  1. O valor do sacrifício dos sumo-sacerdotes era temporário e sempre era repetido anualmente (Hb 9:7) no dia da expiação (Yom Kippur). Os sacrifícios oficiais feitos pelos sacerdotes prescritos pela lei chegam a ser mais de mil sacrifícios por ano. Já o Cristo se sacrificou uma vez conseguindo uma eterna redenção (Hb 9:12 e 25). O sacrifício de Jesus é suficiente. Não havendo necessidade de Jesus morrer novamente. Aquele que crê nEle recebe a salvação que não tem necessidade de ser completada porque já está consumada em Cristo.
  2. O sacerdote entrava num Templo feito pelas mãos dos homens (Hb 9:11), mas o tabernáculo de Cristo não era dessa criação. Depois de Cristo o povo de Deus ganhou o entendimento que Deus não está confinado ao Templo, mas é maior do que ele. Portanto, é possível se viver em Cristo na presença de Deus em qualquer lugar.
  3. O sacerdote oferecia sangue alheio de um animal irracional e (Hb 9:12-14 e 25). Cristo ofereceu seu próprio sangue. Os animais não se doavam para o sacrifício, mas eram sacrificados compulsoriamente. Mas, Jesus se entregou. Ele poderia ter descido da cruz, mas lá permaneceu porque era a vontade de Deus que assim ele morresse para toda humanidade.
  4. O sacerdote tinha que oferecer sacrifício pelos seus próprios pecados (Hb 9:7 e 5:1-3). Cristo foi tentado em tudo, mas não pecou (Hb 4:15). Nenhum homem até Cristo e nem depois dele conseguiu cumprir toda lei. Jesus conseguiu. Não houve pecado em Jesus. Ele teve toda condição de religar os homens a Deus, por ter tomado a natureza humana sendo Deus e por ter obedecido a Deus até a morte de cruz sem pecado algum.

Hoje não temos mais necessidade de sumo-sacerdotes, porque pela fé em Jesus obtemos o perdão dos nossos pecados. Cristo é superior e mediador de uma nova aliança. Havia três personagens no ato do sacrifício: o animal, o sacerdote e o homem. Hoje passou a ser dois Jesus Cristo (sacerdote e animal) e o homem. Havia um véu no templo que separava o santuário do santíssimo lugar onde o sumo-sacerdote entrava na ocasião apropriada. Quando Cristo morreu esse véu foi rasgado de alto a baixo (Mt 27:51).

Jesus é o caminho para se achegar a Deus. Hoje podemos adorar a Deus além do véu porque Jesus abriu este caminho. A perfeição da mediação de Cristo (1 Tm 2:5) nos purifica a consciência (Hb 9;14) e assim podemos prestar verdadeira adoração sem intermediários e sem rituais. O sumo sacerdócio, o tabernáculo e outras características da Antiga Aliança apontam para o advento de Cristo que abriu o acesso a Deus por intermédio dEle. Percebemos as vezes os homens confiarem em suas estratégias para provocarem a manifestação de Deus nos cultos e cerimônias etc. Tudo isto é arrogância. Se não for por intermédio da mediação de Cristo mediante a fé não chegaremos a presença de Deus. Ele e o único caminho.

( O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O SENHOR PRECISA DE VOCÊ.

entrada triunfal

Jesus estava se dirigindo a Jerusalém para celebração da Páscoa, quando se aproximava de Betfagé, enviou dois dos seus discípulos para trazer um jumentinho que estaria preso. Esse jumentinho não havia sido montado por ninguém. Cristo recomendou: “soltai-o, trazei-mo e se o dono perguntar por que vocês estão fazendo isto? Dizei-lhe que O SENHOR PRECISA DELE”. Ele queria entrar em Jerusalém montando naquele animal e para isto precisava dele. Esta frase é muito interessante, pois sendo Jesus, o Filho de Deus, dono de tudo, disse que precisava de algo. Tal fato foi o cumprimento da profecia de Zacarias 9:9. Onde está escrito que O Messias entraria em Jerusalém montando num jumentinho. Muitos estenderam suas vestes pelo caminho, e outros cortaram ramos das árvores para que Jesus passasse e clamaram em alta voz: “hosana, bendito o que vem em nome do Senhor”!

A primeira lição que destaco é que O senhor é dono de tudo. Ele pode dispor do que deseja. Ao encontrar um jumentinho amarrado os discípulos deveriam desamarrá-lo e trazê-lo para Cristo. Será que estamos disponíveis a Deus a ponto de atendermos aquilo que Ele deseja? Será que vivemos sobre está ótica que Jesus é dono de tudo e que na verdade somos administradores (1 Co 4:1 e 2) do que temos? O que se requer dos mordomos é a fidelidade, que inclui a disponibilidade para o uso de Jesus tudo o que nós temos. A resposta de Isaías ao chamado de Deus deve ser a nossa: Eis-me-aqui, envia-me a mim (Isaías 6:8). Se respondermos assim devemos estar dispostos a abrir mão do que O Senhor quiser em nossas vidas.

A segunda lição é que O Senhor dono de tudo precisou do jumentinho conforme Ele disse. Colocaram as vestes de Jesus sobre ele e Jesus assentou-se sobre o animal. Já vi em algumas situações líderes que queriam ensinar aos seus liderados a obediência usarem a expressão: ninguém é insubstituível, o que é uma verdade, mas devemos considerar algumas coisas sobre isto. A nossa posição pode ser ocupada por outro, mas ninguém será como nós. Somos ímpares. O fato de Jesus dizer precisar daquele jumentinho mostra o quanto O Senhor precisa de cada um de nós. Quem somos, somente nós seremos.

Quando pensamos nesta passagem pensamos somente no jumentinho, mas a jumenta mãe do jumentinho também foi trazida (Mt 21: 2 e 3). Jesus precisou dela também. Nela foi colocada parte das vestes de Jesus também. Em geral, a jumenta seguia de perto o filhote. Ela também foi necessária como são necessários aquele que apoiam e auxiliam os pregadores e professores da mensagem do Evangelho. Todos os membros do corpo de Cristo são úteis e todos precisam estar envolvidos com a missão da Igreja. A Igreja não é composta só daqueles que divulgam diretamente o Evangelho, mas também daqueles que apoiam, contribuem, oram, e assim como um corpo a Igreja cumpre o ide de Jesus.

Ele escolheu precisar de nós. Ele escolheu precisar dos seus servos aqui na terra para pregar o evangelho, e alcançar o mundo inteiro com a Sua Palavra. A missão que temos não foi dada aos anjos, ou aos animais, mas a nós como parte do corpo de Cristo.  Na maioria das vezes os chamados por Deus diante de tal sublime missão se acham indignos e incapazes, mas a escolha de Deus é baseada na Graça que também nos capacita. Moisés ao ser chamado apresentou cinco desculpas para não aceitar, mas diante da persistência Divina entendeu e aceitou o seu chamado (Ex 3 e 4). Gideão era de família pobre e se considerava o menor da família, mas foi usado por Deus para vencer os amalequitas (Jz 6:15). Isaías reconheceu que era um homem de lábios impuros, mas o Senhor o purificou e ele aceitou o chamado (Is 6:5). Jeremias alegou que não sabia falar e que era muito Jovem, mas O Senhor usou-o poderosamente (Jr 1:6). Como O Senhor precisou destes homens também precisa de você mesmo você se achando inadequado ao chamado. Ele capacita.

Outro aspecto que observamos neste trecho é que Deus faz escolhas humildes para que a Glória não seja dada aos homens, mas a Ele. Jesus não escolheu um corcel negro, ou um cavalo romano, mas um jumentinho, que era um símbolo de humildade (Zc 9:9). Paulo esclarece bem aos coríntios o critério diferenciado de Deus que deixa os homens boquiabertos. “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele” ( 1 Coríntios 1:27 -29).

Vemos que O Senhor é dono de tudo. Porém, Ele escolheu precisar de nós. A sua escolha foge dos padrões humanos. Ele escolheu os humildes e mesmo você se sentindo incapaz Ele pode te usar para entrar na vida de alguém, na vida de uma família, cidade ou nação.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).