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NÃO SEJA DOMINADO PELA ANSIEDADE.

ansiedade

Jesus no sermão do monte trata de vários assuntos sendo um deles a ansiedade. A ansiedade é algo comportamental que foi adquirida pela pessoa através da convivência, da educação e das experiências de vida. Uma em quatro pessoas do mundo tem algum problema relacionado a ansiedade. Segundo Billy Graham ela é o resultado natural de centralizarmos as nossas esperanças em qualquer coisa menor que Deus e que Sua vontade para nós.

Muitos pensam que a ansiedade é sentida ou não da mesma forma como ligamos ou desligamos a luz no interruptor. Se quisermos nos livrar dela basta nos desligarmos dela desejando e desligando-a. A ansiedade não é tão simples assim e suas ramificações são surpreendentes para a pessoa que sente e muitas vezes para o ciclo de relacionamento da pessoa ansiosa. Certos comportamentos atípicos e fora do eixo são resultados da exacerbação da ansiedade.

Jesus mostrou que uma das razões para a ansiedade é a falta de noção do homem daquilo realmente importa. Se não valorarmos a nossa vida, a criação e o Reino de Deus de forma acertada seremos dominados pela ansiedade que consome as forças e a própria vida.

O alimento, a bebida e o vestuário para muitos representam a totalidade da vida humana. Por assim muitos sofrem ansiedade com estas coisas. Jesus, porém, advertiu que a vida vale mais do que estas coisas. O ser humano tem valor superior e não pode ser medido pelo que possui. Deus mostrou o quanto se importa com o homem enviando O Seu Filho para morrer por ele. A vida vale mais do que mantimento. O corpo vale mais do que as vestes.

Jesus também ao tratar o assunto faz uma comparação do homem quanto ao seu valor com a natureza. Afirmando que a vida vale mais do que os pássaros. Eles têm sua alimentação por causa da Provisão Divina, pois o nosso Pai Celestial é criador e sustentador da criação incluindo dos pássaros. Não será assim com o homem? A ansiedade do homem não trará uma duração maior da sua vida. Jesus também mostrou que a vida do homem vale mais do que os lírios, que não trabalham nem fiam mas se vestem melhor do que Salomão em toda a sua glória. Se o homem tiver uma ansiedade exacerbada, que não seja por motivo de doença, mostrará que sua uma fé não está amadurecida.

Ainda relacionando a ansiedade com a valoração, Jesus ensina que O Reino de Deus vale mais do que as coisas materiais. Os pagãos é que priorizam estas coisas. Deus sabe o que necessitamos. Portanto, confiemos nEle a cada dia. Priorizemos o Reino de Deus, Sua justiça e as outras coisas serão acrescentadas. Deus vale mais do que tudo. Não podemos deixar que os bens ocupemos o primeiro lugar em nossa vida. O nosso maior tesouro precisa ser o celestial. Não dividamos o nosso coração com os bens. O primeiro lugar precisa ser O Senhor.

Não se deixe dominado pela ansiedade. O Reino de Deus vale mais. A sua comunhão com Deus é mais preciosa do que as coisas. Deus cuida de você e sabe o que você necessita. Busque a Ele, O Seu Reino e Ele te acrescentará o que você necessita. Faça sua parte para obter o sustento, mas sempre coloque e sirva a Deus como o primeiro.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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O EXEMPLO DE ENOQUE.

andar

A Bíblia diz que Enoque andou com Deus. Tal expressão indica que Enoque teve comunhão íntima com Deus. Teve Deus como Senhor e Amigo. Andar com Deus também deve ser nosso objetivo. Vivendo numa geração onde os descentes de Caim prosperavam. Vivendo numa geração pré-diluviana sem lei e sem temor a Deus Enoque andava contra o fluxo, andava com Deus.

Enquanto o mundo anda segundo o padrão deste século andamos com Deus e seguimos seus passos. Segundo Miquéias (4:5) andar com Deus é andar no nome do Senhor, ou seja, é ter uma representatividade neste mundo da parte de Deus. É andar em fidelidade e testemunhar o caráter dEle num mundo tão avesso as coisas de Deus.

Andar com Deus também é estar em acordo com Ele. O profeta Amós perguntou: Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo? (3:3) Antes de crer em Cristo na nossa vida pela fé estávamos em contenda com o Criador. Deus enviou Jesus para reconciliar o homem que andava afastado dEle para andar com Ele. Uma vez crendo em Jesus seus seguidores tornam-se embaixadores da reconciliação porque estão reconciliados com Deus e andam com Ele.

Andar com Deus é andar em humildade como disse também o profeta Miquéias (6:8). Deus resiste aos soberbos, mas os humildes andam a Seu favor e desfrutam da Graça. A soberba é o pecado que dispensa Deus e conduz a própria vida independente de Deus. Tal postura é arrogante e desagrada a Deus, que está com o contrito e humilde de coração.

A Bíblia também diz que Enoque pregou a mensagem de Deus. Ele profetizou acerca do juízo Divino vindouro. Para pregar ele precisou primeiro estar com Deus e assim também devemos fazê-lo. Assim se deu com os discípulos de Cristo. Jesus os chamou primeiro para estar com Ele e depois  para pregar, curar os enfermos e expulsar demônios (Mc 3: 13 e 14). A mensagem de Enoque foi de juízo. O que Deus mandar pregaremos mesmo que desagrademos como Enoque e como foi com o profeta Ezequiel que deveria proclamar numa casa rebelde mesmo sendo ouvido ou não (Ez 2:5-7). Percebemos que o relacionamento com Deus manifesto pela expressão andar com Deus é essencial, básica para que façamos a obra de Deus. Não podemos pregar o que não recebermos. Não podemos realizar a obra de Deus sem sermos de Deus e andarmos com Ele, pois se assim não for será em vão.

Enoque alcançou um bom testemunho, por ser um homem de fé. Não podemos entender as obras de Enoque, a pregação de Enoque e nem sua comunhão com Deus se não discernimos que ele teve fé. Por que ele teve fé alcançou um testemunho de Deus de que O agradara e por isso Deus tomou-o para Si pelo arrebatamento.

Nestes tempos do fim nós que temos a certeza do arrebatamento deveríamos observar mais a vida deste homem que pela fé alcançou o testemunho de Deus. Aprenda com ele que quem anda com Deus prega. Quem prega deve anda primeiro com Deus. E quem anda com Deus só pode andar em fé. Assim mesmo em uma geração corrupta sua vida será distinta fazendo diferença como aquele que pertence ao Povo de Deus que Ele tomará para si nestes últimos tempos.

Não quer fazer o mesmo? Então, ande com Deus, pregue a mensagem dEle e viva pela fé.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

 IGREJA:EDIFÍCIO DE DEUS.

Pedras vivas

Paulo usa palavras fortes para se dirigir aos Coríntios chamando-os de carnais, pois havia no meio deles inveja, contenda e dissensões (1 Co 3:1-3). Havia uma grande manifestação dos Dons Espirituais na Igreja, mas não necessariamente o amadurecimento do fruto do Espírito. Paulo nesta mesma epístola ressalta que o evangelho que ele pregou não era através da sabedoria humana, mas de Deus. Portanto, a Igreja não deveria girar em torno de personalidades humanas, mas sim de Cristo.

Para argumentar em prol da unidade da Igreja, Paulo compara a Igreja com um Edifício onde cada crente é uma pedra viva segundo Pedro. Mostrando a interdependência que há entre os membros (pedras) desse edifício.  A Igreja é como uma grande catedral que está sendo construída. O que Paulo usa é uma figura de linguagem natural fazendo paralelo com que acontece espiritualmente. Hoje em dia a ideia da Igreja está ligada a um prédio, mas não é isto que Paulo se referia. Ele tratava da reunião de todas pessoas que eram salvas, quer judeus, quer gentios, ou da reunião das pessoas salvas no seu sentido local, que formavam como que um edifício bem fundamentado. No grego a palavra é oikodome que significa: edifício ou para designar o processo de construção do edifício. Somos o edifício em que Deus está trabalhando. “Tendo por certo isso mesmo, que aquele que começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Jesus Cristo”. Nesta obra de edificação, Deus não trabalha sozinho, ele nos faz trabalhadores junto com Ele (I Co 3:9).

Podemos pensar a Igreja no seu sentido universal ou no sentido local como fazia Paulo.  Ele quando escrevia aos Coríntios capítulo 3 pensava inicialmente no sentido local. Dando destaque a parte mais importante do Edifício que é o alicerce. O qual a Igreja no seu sentido universal já teve lançado por Deus, O Seu Filho Jesus.  A Igreja não é autossustentável. O alicerce da Igreja é Cristo e não um personalidade humana. Como cooperadores de Cristo alguns lançam este fundamento que é Cristo na Igreja local e outros edificam sobre ele. Paulo diz ser um sábio construtor o que devemos ser também. Edificar algo sem Cristo como fundamento é trabalhar em vão. O Edifício de Deus, que é a Igreja, está edificada na Rocha que é Cristo. Tempestades, perseguições e circunstâncias adversas a atingem, mas ela permanece de pé. Portanto, o sustendo de Igreja é O Senhor Jesus. Haverá sempre um remanescente fiel.

Paulo escrevendo aos Efésios esclarece que o fundamento tem como Jesus a pedra principal de esquina, os apóstolos e profetas compondo também o fundamento. Com esta afirmação de Paulo entendemos que a Palavra de Deus como um todo compõe o fundamento tendo Cristo como a Pedra Principal. Quando a Reforma Protestante reafirmou que em matéria e fé as Escrituras são suficientes para conduzir a Igreja reafirmou o fundamento que Paulo se referiu e que não pode ser substituído por outro porque poderá ser chamado de clube, mas não uma Igreja de Jesus Cristo. A Igreja não pode ter um outro fundamento que não seja o revelado nas Escrituras.

Temos que ver como edificamos sobre o fundamento posto por Deus. Se forem boas obras serão aprovadas por Deus,  obras que visam a eternidade, que são a prática do amor cristão, que buscam a Glória de Deus. Pois no Tribunal de Cristo nossas obras serão provadas e o que for de qualidade perecível será destruída. As obras serão provadas pelo fogo. As que permanecerem serão recompensadas com galardões. É importante ressaltar que somente o esforço não é garantia de que se está fazendo corretamente a edificação sobre o fundamento. A qualidade do que fazemos e a motivação com que fazemos também é considerada por Deus. A prova pela qual passarão as nossas obras são as mais justas que podem haver, pois serão realizadas no tribunal de Cristo. Nesse tribunal não haverá condenação, pois será para os justificados pela fé, mas haverá recompensa ou não pelas obras realizadas. Jesus disse em Apocalipse: “…Eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra”.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

JUSTIFICAÇÃO EM CRISTO!

 

justificação

Muitos vivem como se estivessem num tribunal sendo julgados ou como juízes condenando.  Tais fatos acontecem porque todos nós lidamos com o problema da culpa por isto, muitas vezes, procuramos ser absolvidos como réus pelo outro, ou ainda lançamos a nossa culpa no outro e condenamos como se fôssemos juízes. Costumo dizer que a culpa é uma batata quente que ninguém quer segurar. Por isto, o homem cria mecanismos de livrar-se dela sem alcançar seu intento. Tal verdade é mostrada pela atitude da personagem Homer Simpson que afirmou: a culpa é minha eu boto em quem eu quiser”. O que esta frase mostra é o engano dos homens, pois acham que conseguem se livrar da culpa por si mesmos, mas não conseguem. Podem até encobrir, mas a culpa não é resolvida e o dia da prestação de contas acontecerá.

A Bíblia é bem clara quando afirma que todos os homens são pecadores. Não há nenhum justo sequer. Já nascemos pecadores com concupiscência que é a inclinação para o pecado. Portanto, a culpa é um problema universal, pois todos são pecadores e todos são culpados. Esclarecido isto fica a pergunta como o homem pode ter sua culpa retirada?

Algumas pessoas esperam a absolvição da culpa através de outras pessoas como ela. Tomaram para si a posição de réu e diante das pessoas esperam ouvir a sentença: inocente ou culpado. Quando são elogiadas a sentença soa como: inocente. Quando criticadas a sentença soa como: culpado. Essas pessoas acreditam emocionalmente que o elogio é sinônimo de absolvição, e a crítica de condenação.  Deve ser insuportável viver assim! Porque a pessoa fica oscilando entre inocência e culpa constantemente.

Percebemos também a tendência de se fazer uma leitura da vida baseada nas circunstâncias. Se algo bom acontece é porque sou merecedor. Se atravessa por dificuldade é porque em algum momento pecou e causou a adversidade. Tal leitura não resolve a culpa mesmo que o momento seja favorável porque a vida com suas oscilações poderá fazer com que aquele que se acha absolvido sentir-se culpado novamente.

Tem outro grupo de pessoas que lidam com a culpa se colocando como juízes sobre os outros. Para seus próprios pecados querem a misericórdia e para os pecados dos outros são juízes togados prontos para dar a sentença. Quando condenam sentem de alguma forma livre de seus próprios pecados, que não são confessados e nem há arrependimento e mudança, pois tentam resolver escondendo seus erros através da condenação de outros. Condenam de muitas formas: interiormente e externamente, mas não encontram paz porque ao apontar o cisco no olho do outro não tira a trave que está no seu.

O pecado não pode ser resolvido por estes mecanismos emocionais criados pelo próprio homem. O perdão só pode vir de Deus. Quando Ele enviou Jesus foi com esta finalidade de redimir o homem do pecado e tirar a culpa do homem. Cristo, na cruz, se fez justiça por nós. Pagou o preço. Expiou a culpa.  Quem crê em Jesus recebe a sentença: JUSTIFICADO, que é uma declaração Divina que não há mais condenação para quem crê em Jesus. Deus é o teu juiz! E se você está em Cristo não há mais condenação sobre você. Mesmo que enfrentes as consequências do pecado, as quais nós enfrentamos, mas diante de Deus os que creem em Cristo como O cordeiro de Deus são perdoados e justificados. Portanto, nada de viver na mendicância por absolvição por parte de outros homens e nada de vestir a toga de juiz para condenar. Quem está em Cristo está justificado.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

 

PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS.

pai e filho

Aprendemos na oração modelo que a oração deve se basear na Paternidade Divina e na verdade que Deus é Pai de todos os que creem em Jesus. Para o judeu o nome de Deus era algo tão Digno, porém tão distante que a intimidade na oração que Jesus ensinou confrontou o entendimento da época. Pode parecer “chover no molhado” afirmar, mas muitos não compreendem até hoje a oração modelo com seus elementos e significados. A oração é um recurso espiritual que muitos não se utilizam ou distorcem com seus pragmatismos. Entretanto, ao iniciar chamando-O de Pai Jesus nos ensinou que precisamos deixar a superficialidade e aprofundar no relacionamento com Deus. O relacionamento com Deus precisa ser algo denso como é o pai com um filho porque os que creem são de fato filhos por adoção.

Paulo ensina que O Espírito Santo clama em nós “Abba”., que é uma palavra em aramaico e era de uso diário dita num ambiente familiar indicando a intimidade que devemos ter com Deus. Nenhum judeu se atreveria a dirigir-se a Deus dessa forma. O “Abba” é como se fosse o nosso “papai”. Revolucionário para a época e até para os dias de hoje esta visão acerca da oração.

O Espírito Santo, segundo o mesmo Paulo, testifica no crente o fato de ser esse um filho de Deus. John Wesley numa viagem missionária teve sua vida mudada quando entendeu a doutrina da testificação do Espírito Santo influenciado pelos Morávios. Portanto, percebemos o quão é o interesse de Deus que oremos e vivamos como filhos de Deus se cremos em Jesus. Não podemos agir e nem orar como bastardos, mas sim como filho, que de fato somos se recebemos Jesus como Salvador e Senhor.

A oração modelo mostra também a necessidade de vivenciar o relacionamento comunitário com o outro e não usar a oração para fins egoístas que só visam o deleite pessoal em detrimento dos seus relacionamentos com Deus e o próximo. Tiago asseverou que quem faz assim pede mal e por isto não é atendido por Deus. Hoje se “cunhou” popularmente o termo “oração contrária”, que é praticamente uma espécie de feitiçaria, porque pensa que um crente possa orar contra o outro, mas o Deus que ensinou a orar “Pai nosso” atenderá um mal pedido que visa o mal do outro? Obviamente que O Deus Bondoso não faria isto. Então, de fato não existe oração contrária, pois tal não pode ser chamada de oração.

Sabendo dessa verdade, podemos pedir, buscar e bater em nossas orações, porque temos um Pai que nos ouve e se preocupa conosco. Jesus falou que o pai terreno mesmo sendo mau, na maioria das vezes, dá boas dádivas aos seus filhos, e Jesus comparou afirmando que se o pai terreno faz isto quanto mais o Pai Celestial dará aos seus filhos quando pedirem bem. Portanto, a Paternidade de Deus é citada por Jesus como um incentivo a oração. Um dos pedidos que Jesus se refere é acerca do Espírito Santo que visa glorificar a Cristo e como já afirmei testifica ao crente que é filho de Deus.

Entretanto, a expressão “Pai Nosso que está nos céus” não mostra somente o sentido de Deus para conosco, o sentido nosso para com o próximo, mas o sentido nosso para com Ele. Podemos afirmar que é uma expressão de adoração que exalta a Sublimidade de Deus acima de tudo que existe na terra e que apesar disto nos adotou como filhos através de Jesus, está disposto a relacionar-se conosco e disposto a ouvir nossas necessidades espirituais, emocionais, morais e físicas.

Jesus orou afirmando que Deus é Pai “que está nos céus”, ou seja, diferente do Pai terreno. Seja qual for a nossa visão acerca da figura paterna boa ou ruim Deus como Pai é superior a tudo que conhecemos a nível terreno. Costumamos misturar as estações, ou seja, o terreno com o espiritual, e temos dificuldades no nosso relacionamento com Deus como Pai Celestial. Portanto, precisamos meditar na Palavra dia e noite para que nossa mente seja renovada e compreendamos a imensa distinção de Deus como Pai em relação aos terrenos. O profeta falou que os caminhos de Deus são mais altos do que os nossos, como são também os Seus pensamentos então permitamos as nossas emoções o aprendizado da Paternidade superior de Deus.

Nesta oração percebemos que uma das maiores necessidades humanas é suprida que é o pertencimento. O Pai é Nosso. Portanto, o crente tem a Deus como Pai e muitos irmãos na fé que compõem a família de Deus. A crise existencial da falta de sentido, de propósito acaba logo no início da oração se entendermos o significado da plenitude que é ser filho de Deus.

Aconselho a você se aprofundar na vida de oração. Ela é mais do que uma mera obrigação religiosa. Ela é mais do que um ritual ritualístico. Ela é mais do que uma forma para se obter as bênçãos que deseja de Deus. Ela é relacionamento com Deus. Ele é diálogo. Ela mostra que há vida e comunhão. Pratique, aprofunde a sua vida de oração.

( O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A FELICIDADE DOS QUE CHORAM.

choro

Bem-aventurados os que choram porque serão consolados.  Esta bem-aventurança de Jesus afirma que na Vida Cristã a felicidade passa pelo choro. Nós imaginamos, muitas vezes, que só existe o sorriso na vida cristã, mas existem lágrimas, e por sinal, especificamente essas lágrimas são poucas derramadas. Muita gente que serve a Deus esquece ou não sabe que estas lágrimas são necessárias e vitais para a vida com Deus. Se não sentirmos esse tipo de tristeza não seremos realmente felizes. Parece uma afirmação paradoxal, mas conforme eu for expondo você entenderá o significado.

De que choro Jesus falou? O choro de arrependimento pelos nossos pecados. Paulo escrevendo aos coríntios fala deste tipo de tristeza como uma tristeza segundo Deus e quando escreveu sobre esta tristeza contrastou com a tristeza segundo o mundo que leva a morte. Na Bíblia há muitos exemplos destes dois tipos de tristezas. Pedro por ter negado a Jesus sentiu a tristeza segundo Deus e se arrependeu. Judas por ter traído a Jesus sentiu a tristeza segundo o mundo e enforcou-se. Davi diante dos pecados que não saiam diante dele ele sentiu a tristeza segundo Deus e se arrependeu. Saul não sentiu a tristeza segundo Deus e de derrocada em derrocada acabou tirando a própria vida.

A tristeza segundo Deus nos põe cara a cara com a nossa concupiscência, que é a nossa inclinação para o pecado, e nos põe cara a cara com a incapacidade de solucionar o problema do pecado, o que nos leva a Deus pelo Espírito Santo como único que pode nos perdoar através de Jesus. O choro segundo o mundo nos faz cometer antropofagia em nós mesmos porque quando não buscarmos Deus como solução violentamos a nós mesmos com o sentimento de remorso.

Podemos entender o tipo de choro que Jesus se referiu quando observarmos quando próprio Jesus chorou e uma das duas vezes foi quando Jesus viu o choro das irmãs de Lázaro pela morte dele e pela comoção da multidão em torno do acontecimento. Jesus viveu assim o que Paulo mais tarde recomendaria: chorai com os que choram. Jesus sentiu a dor do outro. Percebeu o drama que é para o ser humano perder alguém. Mesmo sabendo que haveria de ressuscitar Lázaro não deixou se conturbar pelo dor alheia. Bem-aventurados são os que choram com os que choram.

A outra vez que Jesus chorou somente Lucas relata o fato. Aproximando-se de Jerusalém Ele chora afirmando que Jerusalém seria destruída pelos inimigos o que aconteceu em 70 d.C., quando as tropas romanas cercaram e destruíram a cidade. Jesus chorou pela falta de senso de oportunidade que Jerusalém teve com a sua entrada triunfal e desperdiçando a oportunidade de arrependimento. O choro foi pela calamidade, pelo desperdício, pela obstinação da cidade.

Voltando ao entendimento sobre a tristeza segundo Deus creio que a temos quando choramos pelos nossos pecados, dos outros e pela obstinação para o mal do próximo. Temos os exemplos da situação de Jesus acerca de Jerusalém e a comoção que Daniel teve registrada no seu livro com seu nome e autoria no capítulo 9. Daniel faz uma oração e confessa a Deus seus pecados e os do seu povo. Ele estava preocupado com a profecia de Jeremias acerca do cativeiro que duraria 70 anos, que já chegava ao fim, e pediu a restauração do Templo e do Povo a Deus. Chorar pelos pecados dos outros também é uma tristeza segundo Deus e por isto bem-aventurada.

A bem-aventurança inclui uma promessa: eles serão consolados. A consolação do choro dentre os significados podemos destacar seu caráter fisiológico. Ao chorar fisicamente depois sentimos um certo alívio. O choro é no seu aspecto fisiológico um certo escape para a dor do corpo ou da alma. A tristeza segundo Deus, que pode nos levar o choro, é a primeira etapa do arrependimento e havendo-o há depois a confissão, o abandono e novo conduta, ou seja, o penitente é consolado. O Resultado será o consolo e a felicidade de ser perdoado. O perdão não acontece por causa do choro, mas por causa do sacrifício de Jesus. Entretanto, o arrependimento, muitas vezes, manifesta-se através das lágrimas. Agora quando a tristeza segundo Deus é pelo dor alheia habilita a apoiar o triste no seu momento de aflição recebendo a consolação ao ver o outro de alguma forma sendo ajudado. Quanto aos que choram pelos pecados alheios estes tornam-se verdadeiros intercessores que não oram com formalidade, mas com amor e entrega, encontrando o consolo no amor de Deus que está compartilhando pelo próximo.

Concluindo podemos afirmar que a Bem-aventurança deixa implícita que quando os que choram segundo Deus estão em sintonia com Deus e por isto são consolados. Este choro é sinal de inquietude no relacionamento com Deus, com relação a si mesmo ou com o próximo e este é bem-aventurado. No futuro próximo a bem-aventurança também se refere ao estado final de Glória no céu, onde o consolo de Cristo será completo, pois o pecado não existirá mais. O choro segundo Deus pode ser incialmente de tristeza, mas a promessa para os que choram assim é consolação, ou seja, a felicidade segundo Deus passa pelo choro.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A NECESSIDADE NÚMERO UM.

número 1

A maior necessidade na vida cotidiana da Igreja é o amor. Não o amor banalizado pelo mundo, mas o amor de Deus. Paulo descrevendo o amor escreve que podemos ter as atitudes mais radicais, mais sábias, mais “generosas”, mas que sem o amor não teria valor. O versículo áureo da Bíblia é João 3:16 mostrando o imenso amor como atributo de Deus, com relação ao povo de Deus João 13:35 mostra o que nos identifica como discípulos de Cristo é o amor. Por isto, afirmo que o amor é a necessidade número um.

Certo homem chamado José passou a ser chamado de Barnabé (Filho  da Consolação) por causa da sua conduta e caráter cristão. Ele foi um homem solidário e fraterno. Compartilhou seus bens, apoiou Paulo apresentando-o aos apóstolos e investiu no vacilante João Marcos. Jesus chamou um dos seus discípulos (João) de Boanerges, quer dizer, filho do Trovão, por causa do seu temperamento tempestuoso e irascível. Depois da transformação que passou, João, ficou conhecido na história como o apóstolo do Amor. Na sua velhice a sua ênfase foi o amor ao próximo. Deus transforma pessoas belicosas em pessoas fraternas e pacificadoras. Estes são alguns exemplos de pessoas transformadas pelo Espírito Santo e por isto viveram o amor no seu real sentido. Eles são o exemplo de que o amor cristão praticado é um diferencial diante do mundo onde a vida é egocentralizada e necessário no convívio com os irmãos de fé. Barnabé, João e muitos outros trilharam por este caminho e mostram que na família de Deus as vidas que foram transformadas passam a amar como resultado do novo nascimento oriundo do amor de Deus.

O amor de Deus também possibilita a termos uma vida de real adoração a Deus. Pois, Jesus alertou-nos que o amor a Deus deve ser em primeiro lugar, pois se Ele não for o primeiro, o amor estará desfocado e com as prioridades invertidas, o que faz errar todo o caminho. A adoração é a manifestação do amor a Deus em todos os aspectos da vida não apenas no momento do louvor, mas no cotidiano como um todo. A adoração é mais do que um ato. É uma questão de ser adorador. Envolve a vida toda. Não é setorizada em departamentos, envolve o todo.

Creio que a grande questão é que a palavra amor perdeu e ganhou muitos sentidos que não são o seu real significado. As pessoas falam até com facilidade sobre o amor, mas sem consonância com a prática diária. O egoísmo tem preponderado e até no amor quando se pensa amar ama-se egoisticamente, que na verdade não pode ser chamado de amor. Segundo Langston a essência do pecado é o egoísmo. Pecamos por causa do nosso egocentrismo e falhamos tremendamente no amor. O pecado é viver girando em torno de si fazendo escolhas contrárias a vontade de Deus e que prejudica o próximo. Pensando assim, percebemos que essa visão distorcida do amor contaminada pelo egoísmo é utilizada como desculpas para atos arbitrários. Então a pessoa peca é dá a desculpa que foi por amor, mas como vimos esse tipo de amor não é o amor vindo de Deus e nem o amor que a Bíblia ensina.

Quem ama pratica a lei – afirma a Palavra. O amor a Deus leva a obediência. O amor é a motivação correta para a realização da Obra de Deus. É por causa do amor que evangelizamos. É por causa do amor que adoramos. É por causa do amor que nós perdoamos. Algo diferente disto não tem sustentabilidade. Tendo o amor de Deus temos o motor propulsor necessário par avançarmos e alcançarmos os propósitos de Deus para a Igreja. Se não houver amor é como uma grande máquina sem lubrificação. Acaba enferrujando e encrencando. A Igreja de Jerusalém nos inspira até hoje porque eles tinham comunhão perseverante uns com os outros propiciando um ambiente evangelizador onde O Senhor acrescentava pessoas todos os dias. Não que não houvessem falhas nela, mas O Espírito do Senhor atuava poderosamente e a virtude primordial do Seu fruto é o amor.

O amor é também necessário na vida da Igreja para que as vidas doentes espiritualmente possam ser tratadas e curadas pelo poder do Evangelho. No ministério de Jesus havia uma acessibilidade dos marginalizados pela religião da época que precisa também ser vista no Seu corpo, que é a Igreja. A maioria dos religiosos nos tempos de Cristo amavam a si mesmos e buscavam a glória dos homens. Usavam a religião para desfilarem suas vidas espirituais falsas para alcançarem um reconhecimento e respeitabilidade do povo. Assim havia um ciclo vicioso: aqueles que não se enquadravam em suas tradições não eram aceitos por eles e não tinham lugar para serem curados espiritualmente e continuavam enfermos espiritualmente. Jesus foi no caminho contrário dessa religião hipócrita que eram belos por fora, mas por dentro mortos. Jesus recebia aqueles que se reconheciam pecadores e arrependidos que queriam uma nova chance. Jesus comia com os publicanos e pecadores e chegou até mesmo ter um discípulo publicano que arrependido deixou tudo e seguiu a Cristo. Jesus foi como médico que procurava curar os doentes e os que se achavam sãos, mas não eram, Jesus confrontava-os com o verdadeiro Evangelho. A Igreja vivendo este amor restaurador de Jesus será um instrumento nas mãos de Deus para pessoas que verdadeiramente não conhecem a cura para a doença, que já identificaram em si, que é o pecado. A Igreja pregando e vivendo o evangelho será a mensageira das boas novas do Evangelho.

Em suma, podemos afirmar que a vida cristã não se resume no desempenho, no ativismo, na aparência.  O “ainda que” de Paulo ecoam até os dias de hoje. Antes da ação vem a motivação. Antes da ação vem o pensamento. Antes da boa ação tem que haver o bom coração. Portanto, o amor é a necessidade número um porque se antes de tudo o amor a Deus não nos mover de nada nos adiantará fazer obra alguma. O amor seja a nossa motivação. É da natureza do amor manifestar-se e provar de fato sua existência.

As três maiores virtudes cristãs são: Fé, Amor e Esperança, mas a maior delas é o Amor.solidonduta e car

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).