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QUANDO O ORGULHO ATRAPALHA.

orgulho

O orgulho atrapalha e continua atrapalhando. Relacionamentos arruinados, empresas em bancarrotas e Países a beira do colapso por causa do orgulho. Desde Adão e Eva têm sido assim na história da humanidade. Por desejarem conhecer igual a Deus eles pecaram. Segundo o apostolo João a soberba da vida é um dos fatores que levam o homem a pecar como foi com o primeiro casal. Em nossa sociedade o  orgulho movimenta em boa parte os desejos e as atitudes da maioria que remam em sentido contrário a Deus. Tentando construir reinos privados que visam a glória de si mesmos em detrimento do Reino de Deus.

Diótrefes é um homem na Bíblia que atrapalhou o bom andamento da Obra do Senhor. Ele queria ter a primazia na Igreja a qualquer custo. Discordou de João não por causa do ponto de vista doutrinário, mas por ambição pessoal. Rebelou-se contra a autoridade apostólica de João, que tinha escrito uma carta para igreja que recomendava a Igreja hospedar missionários. Diótrefes destruiu a carta, impediu que os irmãos recebessem missionários e ainda expulsava os que o recebiam. Proferia palavras para impedir que alguém tivesse a primazia na Igreja que não fosse ele. Ele viu os missionários como uma ameaça ao seu primado. John Stot afirmou que a vaidade pessoal ainda está na raiz da maioria das dissensões em toda a Igreja local.

O povo de Edom também andou pelo caminho do orgulho. Eles se vangloriaram da derrota do povo de Deus para os babilônios, também ajudaram o inimigo e aproveitaram a oportunidade para roubar em Jerusalém (Ob v.13) Eles vivam nas cavernas das rochas, lá no alto das montanhas e por isso pensavam que nunca seriam derrotados, mas foram derrubados por causa do juízo Divino. O profeta Obadias profetizou sobre o pecado do povo e da consequente destruição que sofreriam.

Nabucodonozor foi um grande rei do Império Babilônico quando Babilônia estava no seu apogeu. Ele mesmo avisado por Deus para não fazê-lo se vangloriou da glória que teve deleitando-se na própria soberba e conquista. O orgulho foi um laço para ele que lhe atrapalhou. Deus executou um juízo na vida de Nabucodonozor que foi tirado do trono, do convívio com os homens e viveu 7 anos como um animal fora do Palácio ao relento sendo molhado pelo orvalho.

Poderia citar muitos mais exemplos de como o orgulho atrapalha a si mesmo, aos outros e afronta a Deus. Deus resiste aos soberbos e dá graças aos humildes. Devemos cultivar a humildade, que é o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. O humilde entende que as primeiras posições são posições servidoras. É para servir a Deus e ao próximo que se é colocado na liderança, e não para ser utilizar egoisticamente das prerrogativas visando somente seu próprio benefício.

Os discípulos de Cristo também apresentaram dificuldades em compreender a diferença do modo de viver de Cristo em relação a outros líderes religiosos do seu tempo. Enquanto, os religiosos buscavam a glória dos homens Jesus buscava a Glória de Deus. Houve em alguns momentos entre os discípulos discussões por disputas de posições no futuro reino esperado por eles. Jesus usou como exemplo uma criança para falar de humildade e ensiná-los sobre a grandeza do Reino dEle.  Em outra ocasião Tiago e João pediram a Jesus que eles ocupassem uma posição de honra no Reino dEle e Jesus disse que não era sim, que a grandeza do Reino dele era servir, que o menor seria o maior, e que Ele próprio não veio para ser servido, mas para servir. Foi conhecendo seus discípulos que Jesus antes de ser preso na ceia lavou os pés dos discípulos e recomendou que eles fizessem a mesma coisa que ele, ou seja, que tivessem uma vida de serviço a Deus a ao próximo e não cedessem ao orgulho vão.

Na verdade, até os dias de hoje ainda há esta tensão. O orgulho continua atrapalhando. Pessoas servem a Cristo com mente secularizada em busca de ascenção social por meio da religião. Tão diferente de Cristo que serviu, se doou e não se utilizou da popularidade para se regalar e tirar benefícios. A carta aos Filipenses que é uma carta de agradecimento mostrou que mesmo numa igreja boa acontecem contendas por causa do orgulho. A recomendação de Paulo foi que eles tivessem o mesmo sentimento de Cristo Jesus, que sendo Deus, não fez valer seus direitos a força, mas tomou a forma de servo e por isto a exaltação veio de Deus e não por meios compulsórios. A humildade precede a honra mesmo que o humilde não priorize a honra como faz o soberbo, que prioriza a glória vã e passageira, e cuja soberba precede sua destruição.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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O EXEMPLO DE ENOQUE.

andar

A Bíblia diz que Enoque andou com Deus. Tal expressão indica que Enoque teve comunhão íntima com Deus. Teve Deus como Senhor e Amigo. Andar com Deus também deve ser nosso objetivo. Vivendo numa geração onde os descentes de Caim prosperavam. Vivendo numa geração pré-diluviana sem lei e sem temor a Deus Enoque andava contra o fluxo, andava com Deus.

Enquanto o mundo anda segundo o padrão deste século andamos com Deus e seguimos seus passos. Segundo Miquéias (4:5) andar com Deus é andar no nome do Senhor, ou seja, é ter uma representatividade neste mundo da parte de Deus. É andar em fidelidade e testemunhar o caráter dEle num mundo tão avesso as coisas de Deus.

Andar com Deus também é estar em acordo com Ele. O profeta Amós perguntou: Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo? (3:3) Antes de crer em Cristo na nossa vida pela fé estávamos em contenda com o Criador. Deus enviou Jesus para reconciliar o homem que andava afastado dEle para andar com Ele. Uma vez crendo em Jesus seus seguidores tornam-se embaixadores da reconciliação porque estão reconciliados com Deus e andam com Ele.

Andar com Deus é andar em humildade como disse também o profeta Miquéias (6:8). Deus resiste aos soberbos, mas os humildes andam a Seu favor e desfrutam da Graça. A soberba é o pecado que dispensa Deus e conduz a própria vida independente de Deus. Tal postura é arrogante e desagrada a Deus, que está com o contrito e humilde de coração.

A Bíblia também diz que Enoque pregou a mensagem de Deus. Ele profetizou acerca do juízo Divino vindouro. Para pregar ele precisou primeiro estar com Deus e assim também devemos fazê-lo. Assim se deu com os discípulos de Cristo. Jesus os chamou primeiro para estar com Ele e depois  para pregar, curar os enfermos e expulsar demônios (Mc 3: 13 e 14). A mensagem de Enoque foi de juízo. O que Deus mandar pregaremos mesmo que desagrademos como Enoque e como foi com o profeta Ezequiel que deveria proclamar numa casa rebelde mesmo sendo ouvido ou não (Ez 2:5-7). Percebemos que o relacionamento com Deus manifesto pela expressão andar com Deus é essencial, básica para que façamos a obra de Deus. Não podemos pregar o que não recebermos. Não podemos realizar a obra de Deus sem sermos de Deus e andarmos com Ele, pois se assim não for será em vão.

Enoque alcançou um bom testemunho, por ser um homem de fé. Não podemos entender as obras de Enoque, a pregação de Enoque e nem sua comunhão com Deus se não discernimos que ele teve fé. Por que ele teve fé alcançou um testemunho de Deus de que O agradara e por isso Deus tomou-o para Si pelo arrebatamento.

Nestes tempos do fim nós que temos a certeza do arrebatamento deveríamos observar mais a vida deste homem que pela fé alcançou o testemunho de Deus. Aprenda com ele que quem anda com Deus prega. Quem prega deve anda primeiro com Deus. E quem anda com Deus só pode andar em fé. Assim mesmo em uma geração corrupta sua vida será distinta fazendo diferença como aquele que pertence ao Povo de Deus que Ele tomará para si nestes últimos tempos.

Não quer fazer o mesmo? Então, ande com Deus, pregue a mensagem dEle e viva pela fé.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

JUSTIFICAÇÃO EM CRISTO!

 

justificação

Muitos vivem como se estivessem num tribunal sendo julgados ou como juízes condenando.  Tais fatos acontecem porque todos nós lidamos com o problema da culpa por isto, muitas vezes, procuramos ser absolvidos como réus pelo outro, ou ainda lançamos a nossa culpa no outro e condenamos como se fôssemos juízes. Costumo dizer que a culpa é uma batata quente que ninguém quer segurar. Por isto, o homem cria mecanismos de livrar-se dela sem alcançar seu intento. Tal verdade é mostrada pela atitude da personagem Homer Simpson que afirmou: a culpa é minha eu boto em quem eu quiser”. O que esta frase mostra é o engano dos homens, pois acham que conseguem se livrar da culpa por si mesmos, mas não conseguem. Podem até encobrir, mas a culpa não é resolvida e o dia da prestação de contas acontecerá.

A Bíblia é bem clara quando afirma que todos os homens são pecadores. Não há nenhum justo sequer. Já nascemos pecadores com concupiscência que é a inclinação para o pecado. Portanto, a culpa é um problema universal, pois todos são pecadores e todos são culpados. Esclarecido isto fica a pergunta como o homem pode ter sua culpa retirada?

Algumas pessoas esperam a absolvição da culpa através de outras pessoas como ela. Tomaram para si a posição de réu e diante das pessoas esperam ouvir a sentença: inocente ou culpado. Quando são elogiadas a sentença soa como: inocente. Quando criticadas a sentença soa como: culpado. Essas pessoas acreditam emocionalmente que o elogio é sinônimo de absolvição, e a crítica de condenação.  Deve ser insuportável viver assim! Porque a pessoa fica oscilando entre inocência e culpa constantemente.

Percebemos também a tendência de se fazer uma leitura da vida baseada nas circunstâncias. Se algo bom acontece é porque sou merecedor. Se atravessa por dificuldade é porque em algum momento pecou e causou a adversidade. Tal leitura não resolve a culpa mesmo que o momento seja favorável porque a vida com suas oscilações poderá fazer com que aquele que se acha absolvido sentir-se culpado novamente.

Tem outro grupo de pessoas que lidam com a culpa se colocando como juízes sobre os outros. Para seus próprios pecados querem a misericórdia e para os pecados dos outros são juízes togados prontos para dar a sentença. Quando condenam sentem de alguma forma livre de seus próprios pecados, que não são confessados e nem há arrependimento e mudança, pois tentam resolver escondendo seus erros através da condenação de outros. Condenam de muitas formas: interiormente e externamente, mas não encontram paz porque ao apontar o cisco no olho do outro não tira a trave que está no seu.

O pecado não pode ser resolvido por estes mecanismos emocionais criados pelo próprio homem. O perdão só pode vir de Deus. Quando Ele enviou Jesus foi com esta finalidade de redimir o homem do pecado e tirar a culpa do homem. Cristo, na cruz, se fez justiça por nós. Pagou o preço. Expiou a culpa.  Quem crê em Jesus recebe a sentença: JUSTIFICADO, que é uma declaração Divina que não há mais condenação para quem crê em Jesus. Deus é o teu juiz! E se você está em Cristo não há mais condenação sobre você. Mesmo que enfrentes as consequências do pecado, as quais nós enfrentamos, mas diante de Deus os que creem em Cristo como O cordeiro de Deus são perdoados e justificados. Portanto, nada de viver na mendicância por absolvição por parte de outros homens e nada de vestir a toga de juiz para condenar. Quem está em Cristo está justificado.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

 

FELICIDADE DOS MANSOS.

mansidão

Ser manso é ser gentil, humilde e cortês. Traz a ideia de um animal selvagem que foi domesticado, que passou a ser manso e obediente ao seu dono. Não é o tipo de pessoa que faz o perfil do herói, do mocinho nos filmes. Não é o perfil esperado de alguém que consiga conquistar algo na vida, pois o que se pensa do manso é que ele é sempre passado para trás e ultrapassado. Entretanto, essa visão é mundana, conforme o homem vê. Deus vê de forma diferente. Jesus incluiu os mansos nas bem-aventuranças mostrando ser uma característica desejável e uma postura na vida em consonância com a verdadeira felicidade sendo diferente da visão do que é ser manso no mundo.

Ser manso segundo Cristo é tratar bem as pessoas independemente do trato dessas pessoas em relação a nós. Não é pagar com as mesmas moedas. Não é pagar mal com mal. O manso utiliza-se das ferramentas espirituais e corretas para enfrentar a animosidade. Pode parecer uma atitude que levará a derrota, mas é uma forma vencedora, porque combater mal com o mal é ser derrotado, mas vencer com o bem, com ações que agem segundo os valores e princípios de Deus é vencer verdadeiramente.

Ser manso é ser ensinável e submisso a vontade de Deus. Eles se deixam guiar. O caráter de quem ensina deve ser manso, e, por conseguinte, daquele que aprende também. A arrogância não combina com a mansidão porque o arrogante não aceita ceder aos seus pretensos direitos segundo sua mentalidade arrogante. Jesus quando convidou aos cansados e oprimidos, que reconhecem suas necessidades, diferentemente dos arrogantes, convidou-os também a aprender com Ele que afirmou ser manso e humilde de coração.

A mansidão é a disposição de entregar-se a Deus que julga todas coisas justamente. O manso é capaz de abrir mão em benefício da paz. Não faz valer seus direitos atropelando princípios e qualquer um que venha pela frente. Não é ser um trator no jardim das margaridas. É alguém que constrói e edifica. Creio que na contenda em Abraão e Ló vemos um exemplo de mansidão em Abraão, que deixou Ló escolher primeiro, mesmo sendo o patriarca da família. A consequência é que Deus mostrou para ele o seu caminho e a terra que sua descendência possuiria.

Ser manso não é ser passivo, é mostrar uma santa indignação quando os valores do Reino de Deus são atingidos. Jesus sendo manso, humilde de coração entrou em Jerusalém montado num jumentinho e foi recebido com honra.  Ao chegar no templo indignou-se com o comércio e expulsou os vendilhões. Moisés que deparou com a festa idolátrica do povo depois de estar na Presença de Deus. Ficou indignado, quebrou as Tábuas da Lei e não foi censurado por Deus pois sua ira foi legítima.

A nossa sociedade prega que ser “bom” é coisa de “trouxa”, pois sempre fica no prejuízo. Cristo afirma que os mansos são felizes porque herdarão a terra, que tem um sentido presente pela forma de conquistar uma qualidade de vida pacificada e num sentido futuro as mansões celestes. Ser manso não é coisa de bobão, mas de gente corajosa, gente que recebeu O Espírito Santo de Fortaleza, de Amor e de Moderação.

Mansidão no Novo Testamento é descrito como uma das características do Fruto do Espírito, ou seja, característica de Cristo que pelo Espírito Santo é dado ao crente desenvolvendo-se com o amadurecimento. Para tanto é preciso viver uma vida submissa a Vontade de Deus. Cada vez que andarmos em Espírito seremos influenciados pelo mesmo em nosso modo de ser e ficaremos cada vez mais semelhante a Cristo tendo as características do fruto do Espírito evidenciados em nós e consequentemente seremos felizes.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A FELICIDADE DOS QUE CHORAM.

choro

Bem-aventurados os que choram porque serão consolados.  Esta bem-aventurança de Jesus afirma que na Vida Cristã a felicidade passa pelo choro. Nós imaginamos, muitas vezes, que só existe o sorriso na vida cristã, mas existem lágrimas, e por sinal, especificamente essas lágrimas são poucas derramadas. Muita gente que serve a Deus esquece ou não sabe que estas lágrimas são necessárias e vitais para a vida com Deus. Se não sentirmos esse tipo de tristeza não seremos realmente felizes. Parece uma afirmação paradoxal, mas conforme eu for expondo você entenderá o significado.

De que choro Jesus falou? O choro de arrependimento pelos nossos pecados. Paulo escrevendo aos coríntios fala deste tipo de tristeza como uma tristeza segundo Deus e quando escreveu sobre esta tristeza contrastou com a tristeza segundo o mundo que leva a morte. Na Bíblia há muitos exemplos destes dois tipos de tristezas. Pedro por ter negado a Jesus sentiu a tristeza segundo Deus e se arrependeu. Judas por ter traído a Jesus sentiu a tristeza segundo o mundo e enforcou-se. Davi diante dos pecados que não saiam diante dele ele sentiu a tristeza segundo Deus e se arrependeu. Saul não sentiu a tristeza segundo Deus e de derrocada em derrocada acabou tirando a própria vida.

A tristeza segundo Deus nos põe cara a cara com a nossa concupiscência, que é a nossa inclinação para o pecado, e nos põe cara a cara com a incapacidade de solucionar o problema do pecado, o que nos leva a Deus pelo Espírito Santo como único que pode nos perdoar através de Jesus. O choro segundo o mundo nos faz cometer antropofagia em nós mesmos porque quando não buscarmos Deus como solução violentamos a nós mesmos com o sentimento de remorso.

Podemos entender o tipo de choro que Jesus se referiu quando observarmos quando próprio Jesus chorou e uma das duas vezes foi quando Jesus viu o choro das irmãs de Lázaro pela morte dele e pela comoção da multidão em torno do acontecimento. Jesus viveu assim o que Paulo mais tarde recomendaria: chorai com os que choram. Jesus sentiu a dor do outro. Percebeu o drama que é para o ser humano perder alguém. Mesmo sabendo que haveria de ressuscitar Lázaro não deixou se conturbar pelo dor alheia. Bem-aventurados são os que choram com os que choram.

A outra vez que Jesus chorou somente Lucas relata o fato. Aproximando-se de Jerusalém Ele chora afirmando que Jerusalém seria destruída pelos inimigos o que aconteceu em 70 d.C., quando as tropas romanas cercaram e destruíram a cidade. Jesus chorou pela falta de senso de oportunidade que Jerusalém teve com a sua entrada triunfal e desperdiçando a oportunidade de arrependimento. O choro foi pela calamidade, pelo desperdício, pela obstinação da cidade.

Voltando ao entendimento sobre a tristeza segundo Deus creio que a temos quando choramos pelos nossos pecados, dos outros e pela obstinação para o mal do próximo. Temos os exemplos da situação de Jesus acerca de Jerusalém e a comoção que Daniel teve registrada no seu livro com seu nome e autoria no capítulo 9. Daniel faz uma oração e confessa a Deus seus pecados e os do seu povo. Ele estava preocupado com a profecia de Jeremias acerca do cativeiro que duraria 70 anos, que já chegava ao fim, e pediu a restauração do Templo e do Povo a Deus. Chorar pelos pecados dos outros também é uma tristeza segundo Deus e por isto bem-aventurada.

A bem-aventurança inclui uma promessa: eles serão consolados. A consolação do choro dentre os significados podemos destacar seu caráter fisiológico. Ao chorar fisicamente depois sentimos um certo alívio. O choro é no seu aspecto fisiológico um certo escape para a dor do corpo ou da alma. A tristeza segundo Deus, que pode nos levar o choro, é a primeira etapa do arrependimento e havendo-o há depois a confissão, o abandono e novo conduta, ou seja, o penitente é consolado. O Resultado será o consolo e a felicidade de ser perdoado. O perdão não acontece por causa do choro, mas por causa do sacrifício de Jesus. Entretanto, o arrependimento, muitas vezes, manifesta-se através das lágrimas. Agora quando a tristeza segundo Deus é pelo dor alheia habilita a apoiar o triste no seu momento de aflição recebendo a consolação ao ver o outro de alguma forma sendo ajudado. Quanto aos que choram pelos pecados alheios estes tornam-se verdadeiros intercessores que não oram com formalidade, mas com amor e entrega, encontrando o consolo no amor de Deus que está compartilhando pelo próximo.

Concluindo podemos afirmar que a Bem-aventurança deixa implícita que quando os que choram segundo Deus estão em sintonia com Deus e por isto são consolados. Este choro é sinal de inquietude no relacionamento com Deus, com relação a si mesmo ou com o próximo e este é bem-aventurado. No futuro próximo a bem-aventurança também se refere ao estado final de Glória no céu, onde o consolo de Cristo será completo, pois o pecado não existirá mais. O choro segundo Deus pode ser incialmente de tristeza, mas a promessa para os que choram assim é consolação, ou seja, a felicidade segundo Deus passa pelo choro.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A NECESSIDADE NÚMERO UM.

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A maior necessidade na vida cotidiana da Igreja é o amor. Não o amor banalizado pelo mundo, mas o amor de Deus. Paulo descrevendo o amor escreve que podemos ter as atitudes mais radicais, mais sábias, mais “generosas”, mas que sem o amor não teria valor. O versículo áureo da Bíblia é João 3:16 mostrando o imenso amor como atributo de Deus, com relação ao povo de Deus João 13:35 mostra o que nos identifica como discípulos de Cristo é o amor. Por isto, afirmo que o amor é a necessidade número um.

Certo homem chamado José passou a ser chamado de Barnabé (Filho  da Consolação) por causa da sua conduta e caráter cristão. Ele foi um homem solidário e fraterno. Compartilhou seus bens, apoiou Paulo apresentando-o aos apóstolos e investiu no vacilante João Marcos. Jesus chamou um dos seus discípulos (João) de Boanerges, quer dizer, filho do Trovão, por causa do seu temperamento tempestuoso e irascível. Depois da transformação que passou, João, ficou conhecido na história como o apóstolo do Amor. Na sua velhice a sua ênfase foi o amor ao próximo. Deus transforma pessoas belicosas em pessoas fraternas e pacificadoras. Estes são alguns exemplos de pessoas transformadas pelo Espírito Santo e por isto viveram o amor no seu real sentido. Eles são o exemplo de que o amor cristão praticado é um diferencial diante do mundo onde a vida é egocentralizada e necessário no convívio com os irmãos de fé. Barnabé, João e muitos outros trilharam por este caminho e mostram que na família de Deus as vidas que foram transformadas passam a amar como resultado do novo nascimento oriundo do amor de Deus.

O amor de Deus também possibilita a termos uma vida de real adoração a Deus. Pois, Jesus alertou-nos que o amor a Deus deve ser em primeiro lugar, pois se Ele não for o primeiro, o amor estará desfocado e com as prioridades invertidas, o que faz errar todo o caminho. A adoração é a manifestação do amor a Deus em todos os aspectos da vida não apenas no momento do louvor, mas no cotidiano como um todo. A adoração é mais do que um ato. É uma questão de ser adorador. Envolve a vida toda. Não é setorizada em departamentos, envolve o todo.

Creio que a grande questão é que a palavra amor perdeu e ganhou muitos sentidos que não são o seu real significado. As pessoas falam até com facilidade sobre o amor, mas sem consonância com a prática diária. O egoísmo tem preponderado e até no amor quando se pensa amar ama-se egoisticamente, que na verdade não pode ser chamado de amor. Segundo Langston a essência do pecado é o egoísmo. Pecamos por causa do nosso egocentrismo e falhamos tremendamente no amor. O pecado é viver girando em torno de si fazendo escolhas contrárias a vontade de Deus e que prejudica o próximo. Pensando assim, percebemos que essa visão distorcida do amor contaminada pelo egoísmo é utilizada como desculpas para atos arbitrários. Então a pessoa peca é dá a desculpa que foi por amor, mas como vimos esse tipo de amor não é o amor vindo de Deus e nem o amor que a Bíblia ensina.

Quem ama pratica a lei – afirma a Palavra. O amor a Deus leva a obediência. O amor é a motivação correta para a realização da Obra de Deus. É por causa do amor que evangelizamos. É por causa do amor que adoramos. É por causa do amor que nós perdoamos. Algo diferente disto não tem sustentabilidade. Tendo o amor de Deus temos o motor propulsor necessário par avançarmos e alcançarmos os propósitos de Deus para a Igreja. Se não houver amor é como uma grande máquina sem lubrificação. Acaba enferrujando e encrencando. A Igreja de Jerusalém nos inspira até hoje porque eles tinham comunhão perseverante uns com os outros propiciando um ambiente evangelizador onde O Senhor acrescentava pessoas todos os dias. Não que não houvessem falhas nela, mas O Espírito do Senhor atuava poderosamente e a virtude primordial do Seu fruto é o amor.

O amor é também necessário na vida da Igreja para que as vidas doentes espiritualmente possam ser tratadas e curadas pelo poder do Evangelho. No ministério de Jesus havia uma acessibilidade dos marginalizados pela religião da época que precisa também ser vista no Seu corpo, que é a Igreja. A maioria dos religiosos nos tempos de Cristo amavam a si mesmos e buscavam a glória dos homens. Usavam a religião para desfilarem suas vidas espirituais falsas para alcançarem um reconhecimento e respeitabilidade do povo. Assim havia um ciclo vicioso: aqueles que não se enquadravam em suas tradições não eram aceitos por eles e não tinham lugar para serem curados espiritualmente e continuavam enfermos espiritualmente. Jesus foi no caminho contrário dessa religião hipócrita que eram belos por fora, mas por dentro mortos. Jesus recebia aqueles que se reconheciam pecadores e arrependidos que queriam uma nova chance. Jesus comia com os publicanos e pecadores e chegou até mesmo ter um discípulo publicano que arrependido deixou tudo e seguiu a Cristo. Jesus foi como médico que procurava curar os doentes e os que se achavam sãos, mas não eram, Jesus confrontava-os com o verdadeiro Evangelho. A Igreja vivendo este amor restaurador de Jesus será um instrumento nas mãos de Deus para pessoas que verdadeiramente não conhecem a cura para a doença, que já identificaram em si, que é o pecado. A Igreja pregando e vivendo o evangelho será a mensageira das boas novas do Evangelho.

Em suma, podemos afirmar que a vida cristã não se resume no desempenho, no ativismo, na aparência.  O “ainda que” de Paulo ecoam até os dias de hoje. Antes da ação vem a motivação. Antes da ação vem o pensamento. Antes da boa ação tem que haver o bom coração. Portanto, o amor é a necessidade número um porque se antes de tudo o amor a Deus não nos mover de nada nos adiantará fazer obra alguma. O amor seja a nossa motivação. É da natureza do amor manifestar-se e provar de fato sua existência.

As três maiores virtudes cristãs são: Fé, Amor e Esperança, mas a maior delas é o Amor.solidonduta e car

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A FELICIDADE DOS HUMILDES.

Jesus pouring water from jug to pan to wash feet of disciples

A felicidade, para muitos, relaciona-se com a posse de bens materiais e com o desfrutar desses bens. Para esses, a felicidade é a plena satisfação dos seus desejos materiais e físicos. Cristo, porém, não compartilha desse pensamento. Quando Ele fala sobre a felicidade diz que os pobres de Espírito seriam felizes, ou seja, os humildes. Não quero afirmar com isto que os humildes são necessariamente pobres materialmente apesar da palavra no grego usada nas bem-aventuranças ser usada também para descrever o mendigo na parábola do Rico e do Lázaro. Entretanto, sabemos que há pessoas pobres que são soberbas como há ricos que são humildes.

Quando Jesus afirmou que os felizes são humildes. Quebrou com a visão que a felicidade está ligada ao ter. Mostrando que a felicidade está ligada ao ser. A humildade é um ato de dependência. São os que reconhecem ser pobre no sentido de não poderem realizar nenhum bem, sem a ajuda divina, e que não tem poder em si mesmo de fazer o que Deus requer deles. São pessoas que reconhecem que não podem apresentar nada como mérito seu para ter direito a salvação. Não chegam diante de Deus se “achando” detentores de todos os direitos, pois sabe que o alcançou foi por causa da manifestação da Graça de Deus.

O humilde é aquele que tem uma autoimagem acertada sobre a si mesmo. Ele não pensa ser além do que é e nem pensa de si mesmo abaixo do que é. Tal característica faz com que o humilde tenha a alma aquietada porque não “esquenta” a cabeça com coisas demasiadas para ele, pois sabe seus limites. Mas, se diante de algo que é da vontade de Deus para ele, mesmo que entenda que está abaixo das suas possiblidades, ele crê que Deus possa capacitá-lo, fazendo-o superar os limites e ainda lhe conceder poder sobrenatural para alcançar o que é impossível.

O humilde segue o caminho de Deus porque é conduzido pelo próprio de Deus. Ele sabe que é servo. Ele é ensinável. O próprio Jesus quando convidou pessoas a aprender com Ele afirmou que Ele próprio era manso e humilde de coração. O soberbo acha que sabe tudo e tem pouca disposição para aprender. O humilde por mais que saiba quer conhecer mais. A palavra de Deus alerta para aquele que tem falta de sabedoria pedir a Deus e que Deus dá de forma liberal. Aquele que é humilde reconhece quando alguma coisa lhe falta. O soberbo como está cheio de si acha que lhe falta pouca coisa ou nenhuma.

Jesus disse que dos humildes é o reino dos céus. Mostrando que eles se consideram súditos de Deus tendo-O como Soberano e Digno de honra. Os humildes oram: “venha o teu reino” e “seja feita a Tua vontade assim na terra como no céu”. Os humildes estão comprometidos com serviço a Deus e ao próximo, pois entendem que são obreiros do Reino dos céus aqui na terra, que um dia estarão no Reino dos céus, mas enquanto não chega a hora estão comprometidos com esse Reino.

A palavra diz que Deus habita com o humilde e quebrantado de coração. É uma promessa. Dando o entendimento que a pessoa humilde em Cristo Jesus tem a aprovação de Deus, pois prioriza O Senhor e sabe que sem Ele nada faria. O humilde antes de chegar ao limite já reconhece Deus como sustento e ao chegar ao limite pessoal reconhece suas limitações e espera o agir de Deus. O publicano da parábola que Jesus contou era alguém que sabia quem era, que sabia que não era merecedor, e foi alguém que chegou a Deus sem olhar altivo, sem justiça própria reconhecendo O Poder perdoador de Deus. Jesus diz que foi a esse publicano que Deus ouviu porque Deus está com o humilde e contrito de coração. Só anda com Deus os humildes. Deus resiste aos soberbos. Existe maior felicidade do que andar com Deus?

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).