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FIÉIS, APESAR DA PRESSÃO.

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Quem crê em Cristo passa a ter um relacionamento com Deus. Torna-se filho de Deus por adoção. Ocorre uma transposição do domínio do pecado para um relacionamento espiritual exclusivo com Deus. Este relacionamento com Deus em amor chama-se santificação. Não é uma alienação da vida, mas é uma vida que se santifica na Palavra de Deus. É vida com Deus. A pessoa que crê em Jesus saiu das trevas e foi guindada para a maravilhosa luz do Senhor. Há um abandono das obras infrutíferas das trevas.

Fica entendido, que neste sistema mundano cujo o pecado domina fará pressão ao cristão para que se demova da posição de santificação e se contamine. Tal pressão nem sempre é explícita. Muitas vezes ela dá pequenos passos em direção a sua vontade que é nos afastar de Deus. Como diz o ditado de grão em grão a galinha enche o papo. Portanto, estejamos atentos a estratégia do inimigo que age sorrateiramente.  Dito isto, afirmo que não devemos baixar a guarda e nem aceitar os sofismas deste mundo. Fiquemos com a Palavra da Verdade e a utilizemos em nossa fé para vencermos as sutilezas deste mundo.

A Palavra de Deus alerta que aqueles que querem viver piamente a vida com Deus passarão por perseguições. Portanto, a mensagem de Jesus a Igreja de Esmirna ecoa até os dias de hoje. A Igreja de Esmirna ouviu de Jesus: “Se fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida”. Policarpo foi um dos bispos de Esmirna, e foi queimado vivo. Ofereceram-lhe a escolha: Cristo ou César. Se ele amaldiçoasse a Cristo estaria livre, mas ele respondeu: “Oitenta e seis anos faz que sirvo a Cristo e Ele só me tem feito bem; como podia eu, agora amaldiçoá-lo, sendo Ele meu Senhor e Salvador”. Seremos fiéis seja qual for a pressão que recebermos. Até mesmo se nossa vida for ameaçada.

A fidelidade é uma característica do fruto do Espírito em nós. Ela é acompanhada da perseverança que se apega a Cristo e não o deixa por nada. Como os apóstolos responderam a pressão dos religiosos do seu tempo nós devemos também responder. A resposta deles foi: “não podemos deixar de falar o que temos visto e ouvido”. Não podemos abafar a chama do Espírito em nós calando-nos e nos omitindo. A omissão nesta situação é pecado porque aquele que sabe fazer o bem e não o faz comete pecado. Martim Luther King tem uma frase interessante: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. Abramos a boca, pois O Senhor a encherá.

O Espírito Santo também nos dá poder para sermos testemunhas eficientes do Senhor Jesus Cristo. Muitos se apegam as manifestações dos dons esquecendo que o objetivo precípuo do Espírito em nós é nos dar ousadia para testemunhar. O evangelho é o poder de Deus para salvação daquele que crê. Portanto, não temos que nos envergonhar e testemunhar com ousadia. A nossa fidelidade precisa se manifestar até mesmo nos períodos mais difíceis. Até quando parece que nossa vida escapou das mãos de Deus que nos acolheu e nos protege. O fato de não estarmos com o controle não significa que Deus não está. Ele é Soberano!

Lembremos sempre que o nosso Deus é maior do que qualquer perseguição e afronta que recebemos. A nossa fidelidade não está baseada em nós mesmos, mas em Deus, que nos salvou e nos santificou para nos relacionarmos com Ele. O nosso alicerce é Jesus Cristo e a Sua Palavra. As tempestades acontecem, mas não nos destruirão porque O Senhor é conosco. Não devemos nos isentar de nossa responsabilidade como servos do Senhor. Na verdade, aqueles que optam em ficar em cima do muro escolhem o lado do inimigo de nossas almas. Quem é de Jesus é de Jesus. Não existe meio-termo. Cristo ou não Cristo. Muitos religiosos no tempo de Jesus por amarem mais a Glória dos homens do que a de Deus não assumiram a fé em Jesus. Não cometeremos o mesmo erro. Mesmo vivendo no mundo onde o sistema dominante é contrário a Deus nós escolheremos seguir a Cristo com perseverança enfrentando a pressão que é contrária aos valores espirituais ensinados por Cristo. Maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

TRÊS CONDIÇÕES PARA A ORAÇÃO EFICIENTE .

oração

A oração é o oxigênio da alma. É o sinal de que há vida espiritual. A maneira que lidamos com ela revela a nossa verdadeira teologia e prática. Muitos agem como deístas e deixam de orar porque na prática eles creem que Deus não intervêm. Um fatalismo toma conta e embota uma ação mais contundente. Pode haver uma coreografia exterior, mas mostra que é algo oco pois não tem vida de oração. Têm aparência de crente, mas na prática é semelhante ao ateu.

O magistral capítulo quinze do evangelho de João, Jesus se compara com a videira, seus discípulos como as varas e o Pai como o agricultor. Ele trata de muitos assuntos, mas destaca a necessidade de receber a seiva que vem dEle. Quem permanece nEle frutifica e muitos destes frutos são os resultados da nossa vida de oração. Orar não é passividade, mas atitude. Longe de um fatalismo Jesus mostra que a essencialidade do relacionamento é vivenciada pela oração. Permanecer na videira que é Cristo é relacionar-se com Ele. A permanência, intimidade com Cristo é indispensável para a prática cristã. Sem ele nada podemos fazer. Os frutos que nós damos são resultados desta união.

No versículo sete vemos três condições para a oração ser respondida.

A Primeira, estar ligado a Cristo espiritualmente. Tal ligação aconteceu no momento que a fé em Jesus nasceu. Foi pela experiência da fé que a identificação com a crucificação, ressurreição e vida de Cristo aconteceram. Uma vez nEle devemos permanecer ligados e para usufruirmos uma vida poderosa na oração é preciso estar comungando com Ele. A oração é uma expressão da continuidade do relacionamento com Ele. Ela é expressão de vida espiritual, de permanência. Permanecer não é passividade, mas é comunhão e recebimento da vida de Deus.

Segunda condição é ter a Palavra de Deus no coração. Para viver uma vida com Deus é necessário receber e permanecer na Palavra de Deus. Depreende desta condição que a Palavra de Deus deve estar enxertada em nosso interior a ponto de ela surgir numa prática coerente e cristã. Aqueles que amam a Deus também amam as suas Palavras e as praticam. Ficar na Palavra é recebe-la e praticá-la. Vida com Deus não pode ser diferente disto. A permanência em Jesus implica na permanência na Palavra. Um coração que foi regenerado tem como alimento a Palavra de Deus e como guia para a prática cristã.

A terceira condição é pedir de acordo com a Vontade de Deus. A permanência em Jesus e na Sua Palavra resultará numa oração afinada com a vontade de Deus e sendo a Sua vontade nossas orações serão respondidas. Fica patente que a oração é relacionamento com Deus. À medida que permanecemos em Jesus orando e buscando vamos nos afinando com a Sua vontade. O apóstolo João escreveu em sua epístola: “E esta é a confiança que temos nEle, que se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1 João 5:14). A vida com Deus em oração não pode ser egoísta, onde só se pede coisas para o seu deleite pessoal, mas ela é aquela que permanece em Deus tendo como deleite a vontade dEle revelada na Sua Palavra e por isto será atendido.

Pratique a oração. Viva a vida que Deus outorgou a você pelo intermédio de Cristo Jesus. Você que está nEle tem a Palavra de Deus e por isto pede de acordo com a vontade de Deus e é respondido. Deus te chama para comunhão com Ele. Você tem um grande mar para mergulhar. Não fique com passividade, mas permaneça nEle orando sem cessar.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

CONVERSÃO.

 

mulher samaritana

A mulher samaritana é o retrato do homem moderno que possuído pelo vazio sorve da vida todas suas possibilidades, mas apesar disso continua vazio. No caso dela, ela usufruiu dos relacionamentos que não lhe trouxeram satisfação. Ela teve cinco casamentos e estava com alguém que não era seu marido e o vazio continuava. Suas prioridades giravam em torno da busca pela satisfação, mas não conseguia obtê-la. Ela tinha um posicionamento religioso, era samaritana, mas sua visão de deus era territorial, que lhe intrigava e não a completava.

João narra o encontro dela com Jesus depois que narrou anteriormente a conversa de Jesus com um dos líderes dos judeus, o que faz um contraste e mostra como Jesus apesar em primeira instância procurar alcançar os judeus desejava também pessoas de outras origens, neste caso, antagônica aos judeus. Os samaritanos não se davam bem com os judeus e vice-versa. Para os judeus os samaritanos eram sincréticos e tinham um contexto histórico com eles bem tumultuado.

Creio que a inimizade entre judeus e samaritanos nos tempos bíblicos seja, em boa parte, o reflexo do pecado de Israel. Os samaritanos de certa forma mostravam o fracasso do povo. Os samaritanos foram fruto da divisão ocorrida no reino de Israel. Foi o produto duma mistura de raças, levado a efeito pelo rei da Assíria, Sargão II, que ao conquistar o Reino do Norte (chamado de Israel) em 722 a.C. levou o povo de Israel para o cativeiro. Os demais que ficaram na terra foram misturados com outros povos, pois o Rei estrategicamente enviou-os para a região a fim de enfraquecer a identidade do povo de Israel (2 Rs 17:24). Esses povos de descendência mistas acabaram sendo chamados de Samaritanos. O preconceito e a inimizade ficaram latentes entre esses povos. Quando Neemias retornou a Jerusalém para reconstruir os muros da cidade, os samaritanos tentaram de diversas formas impedir a sua reconstrução. Flávio Josefo conta que no período interbíblico (entre os dois Testamentos), os samaritanos invadiram o templo de Jerusalém e jogaram ossos, cometendo um tremendo ato de sacrilégio na perspectiva dos judeus. Como vingança, os judeus passaram proferir maldições com as mãos direcionadas à região dos samaritanos.

Este contexto era conhecido por Jesus, mas era necessário Ele passar por Samaria. Sentou-se perto do poço de Jacó onde a mulher samaritana foi buscar água e pediu água a mulher vencendo o contexto de preconceito e animosidade que havia entre os povos causando estranheza a samaritana por ser ele judeu e homem. Entre tantas diferenças Jesus puxa a conversa com ela por algo em comum naquele momento – a água. Aquela mulher solitária, devido a sua má reputação, deixou para tirar água numa hora mais inóspita para não encontrar com ninguém, mas Jesus viu naquela mulher o vazio e sede de algo que Ele poderia suprir e lhe falou da Água Viva referindo-se ao espiritual que era na verdade a maior necessidade daquela mulher acostumada a beber água daquele poço. A Água Viva é Jesus, Ela é a fonte, que faz fluir águas do interior de quem crê que é a presença do Espírito Santo (Jo 7:37 – 39). Jesus falou que quem bebesse da água do poço tornaria a ter sede, mas aquele que bebesse da Água que ele tinha não teria mais sede. O que Jesus ofereceu foi saciedade do vazio de Deus que aquela mulher tinha e que todos tem e que só pode ser saciada através dEle.

A mulher samaritana diante do oferecimento pediu a água que Jesus tinha para oferecer. Mas, Jesus lhe pediu para chamar o marido e ela disse que não tinha. Jesus ciente disto por ser Deus disse que ela falou a verdade porque ela tinha sido casada cinco vezes e agora vivia com alguém que não era seu marido. Diante da ciência de Jesus ela entendeu que Jesus era profeta. Para de fato receber Jesus como a fonte da Àgua viva a mulher tinha que entender a sua pecaminosidade e Jesus fê-la ao afirmar que ela vivia com alguém que não era seu marido. O pecado faz separação entre o homem e Deus (Rm 3:23) e aquela mulher estava vivendo até aquele momento com um vazio dentro de si por causa do seu afastamento de Deus, da sua vida de pecado. Para o vazio e o pecado ser resolvido é preciso como primeiro passo reconhecer que é pecador e que necessita de um Salvador. O pecado é o principal problema do homem. Até o vazio é decorrência dEle. Sendo o pecado só resolvido na vida da pessoa por meio da fé em Jesus (Ef 2:8 e 9).

A mulher samaritana depois de Jesus ter abordado a questão do pecado dela começa a tocar na questão polêmica para os samaritanos que era o lugar de adoração. Para os samaritanos o local era o monte Gerizim, mas para os judeus era Jerusalém. Percebemos que esta mulher além do pecado, do vazio tinha também uma visão acerca de Deus equivocada como um deus territorial e não um Deus Onipresente. Para verdadeiramente adorar a Deus é preciso conhece-lo. Jesus esclarece a mulher que Deus é Espírito, portanto, não estava restrito a um lugar e o que importava é que se adorasse a Deus em Espírito e em verdade. Sendo em Espírito entende-se que Deus não é limitado nem confinado pelo material. Sendo em verdade é que a adoração precisa ser sincera e conforme a orientação das Sagradas Escrituras e não no erro.

Diante do esclarecimento de Jesus a samaritana fala acerca da sua esperança messiânica e como Messias ensinaria acerca de todas as coisas. Então, Jesus apresenta-se como o Messias e ela crê em Jesus. Neste momento a mulher experimentou pela fé da Água Viva e teve o vazio do seu coração preenchido. Sabemos que Aqueles que se aproximam de Deus devem se aproximar com fé como foi o caso da samaritana quando Jesus se revelou a ela (Hb 11:6).A mulher samaritana teve seu vazio preenchido. Você também pode ser preenchido por Jesus, se você crer nEle.

Tendo o esclarecimento acerca de Jesus a Mulher deixou o cântaro e foi falar para os seus conterrâneos que tinha conhecido o Messias. Esta atitude mostra que houve uma conversão de valores nela que priorizava as suas necessidades emocionais e materiais demonstrada pelo seu interesse na água do poço e no seu relacionamento extraconjugal. Ao conhecer Jesus ela abandona o cântaro e considera como prioritário falar aos seus conterrâneos, que ela evitava por causa da sua condição, mas deixou de teme-los e mostrou priorizar o espiritual apresentando o Messias a eles. Seus valores foram convertidos e o cântaro abandonado mostrou isto. Muitos creram em Jesus por causa da mulher e depois de conhecerem a Jesus creram por conhecerem Ele.

Tendo havido fé a pessoa frutifica obras que demonstram ser ela existente. A mulher samaritana teve entendimento da sua pecaminosidade, do seu vazio, da sua concepção equivocada acerca de Deus e da sua prioridade as coisas materiais e afetivas e ao crer em Jesus teve uma conversão que envolveu todos estes aspectos. A conversão é um giro de 180 graus que acontece quando entregamos a nossa vida a Jesus e muda de forma contundente o sentido de nossa vida. Como aconteceu com a mulher samaritana também pode acontecer com você. Creia em Jesus e seus pecados serão perdoados, terá seu coração preenchido, conhecerá mais a Deus e priorizará o espiritual.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A IMPORTÂNCIA DO PROPÓSITO.

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É preciso durante a existência encontrar-se com o Criador. Deus sempre buscou se comunicar com o homem de muitas formas para que este não ficasse perdido para sempre por causa da escolha errada que fez pelo pecado. Quando pecou o homem errou o alvo passando a viver na desorientação e condenação. Mas, Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu filho para redimir as pessoas, que ao crerem nEle, reconciliam-se com Ele através de Jesus. Não há outro mediador que poderia ou possa fazê-lo. Ao crer em Jesus o homem se reencontra com Deus, desfruta da Paz com Deus e as demais coisas são conduzidas segundo o Espírito Santo pela Palavra de Deus na vida de quem crê.

Como parte de uma vida de paz é importante ao homem saber que o reencontro com Deus é o reencontro do homem com o propósito da existência – Glória de Deus. Conhecer tal propósito é essencial para que o homem tenha o discernimento e a perspectiva necessária para viver na vida abundante que Cristo outorgou aos que creram. Encontrar o propósito é ter a resposta a uma das grandes perguntas da vida – por que existo? A resposta não está no próprio homem ou em alguma elaboração sua, mas no próprio Deus e em Seu Filho, que revelou em Sua Palavra.

A Glória de Deus no Antigo Testamento significa uma manifestação da presença de Deus. A Glória de Deus enchia o Tabernáculo e o Templo que os hebreus edificaram para O Senhor. Quando afirmamos que o propósito é a Glória de Deus afirmamos que quando Deus é identificado em nossa vida pelo nosso exemplo isto glorifica a Deus. Portanto, o propósito da Glória de Deus está ligado a ideia da presença de Deus se manifestando em nós.

Ao saber o propósito a vida não fica com uma grande interrogação e alcança a resposta. Quando se tem dúvida torna-se inconstante e sujeito a ser levado por ventos estranhos, pois não sabe para onde ir. Como alguém já disse: quem não sabe para onde vai qualquer lugar serve. Mas, não é assim com quem encontrou o propósito da existência. Vive a vida com integralidade como alguém que discerniu a sua razão de ser.

Ganha significado quando se encontra a razão, ganha um senso de missão. A pessoa se sente encaixada num propósito maior que transcende a vida física, pois sabe que o propósito tem haver com um objetivo que Deus traçou antes de todas as coisas existirem, desde a eternidade. Ele não se sente mais uma pessoa no mundo, mas entende que é alguém com propósitos. Entende que sua vida não é um acidente e nem se sente como um peixe fora d’água.

O propósito faz nós exercemos melhor a nossa mordomia cristã. A mordomia cristã afirma que Deus é dono de tudo e nós seus mordomos, ou seja, administradores. Isto é ao mesmo tempo responsabilidade e privilégio para nós. Deus nos fará duas perguntas fundamentais: a primeira é: O que você fez com o meu filho, Jesus Cristo? E a segunda o que você fez com que lhe dei? Se exercermos a mordomia cristã dentro do propósito Divino responderemos a segunda pergunta afirmando que multiplicamos os dons que Ele nos deu buscando a Glória dEle.

Saber o propósito significa ter meta e ter um modelo – Jesus. A meta é ser semelhante a Ele cuja obra Espírito Santo realiza. A referência é o próprio Jesus. A questão da Glória de Deus estará sempre envolvida porque o objetivo é buscado de Glória em Glória e será alcançado na Glória dos céus. Teremos entendimento que a vida não é vã e não seremos uma maria vai com as outras porque sempre buscamos seu propósito.

Evita desperdícios e ganha-se foco quando se sabe o propósito. Não se fica dando tiro para todos os lugares. Não se fica zanzando em busca de sentido. O tempo é melhor administrado. O homem foi criado para Louvor e Glória de Deus. Quando se sabe o porquê e se busca este objetivo a qualidade de vida aumenta.

A pessoa passa ter um aferidor da existência, que é Jesus. A pessoa ganha consciência se está ou não fora da vontade de Deus. Temos o exemplo das pessoas que completaram a carreira cumprindo o propósito. Ao estar ou não cumprindo o propósito em Cristo ficará mais claro como anda a sintonia com Deus ou não. A pessoa se sente alguém achado. Sente-se em Paz com o Criador, Quantas vidas estão desafinadas e assim se sentem pois não buscam viver a vida conforme Deus em Jesus! O objetivo dEle é que as pessoas tenham comunhão com Ele e glorifiquem Seu Nome o que traz resposta a nossa necessidade de pertencimento.

O entendimento acerca da vitória, completude e realização são decorrentes também de se saber e realizar o propósito.  É quando a pessoa sabe que está no caminho certo e o busca. É quando se sabe qual é o tesouro maior da vida e se tem consciência que o achou assim a pessoa desfrutará da Plenitude que Deus planejou.

Quem crê em Jesus acha o Reino de Deus e reconhece que ele vale mais do que tudo na vida. A Glória de Deus não é apenas o objetivo é a maneira de viver buscando o objetivo. Portanto, a pessoa enfrentará a vida com suas dificuldades olhando além para o alvo e crendo que o propósito se realizará e que a recompensa eterna não lhe será tirada. Pois, ter este propósito é maior do que o propósito de deixar uma herança ou legado. Sabemos que o tudo não é aqui e que no céu receberemos a recompensa.

Um dos segredos da vida cristã é tirar a visão e a orientação de si mesmo e focar, avistar o Autor e Consumador da fé – Jesus. Ao buscar alcançar de todo o coração a consumação do propósito de Deus, que é transformar o crente na semelhança de Jesus, ou seja, a Glória de Deus, o crente mostrará que as respostas acerca do sentido da vida sempre tiveram em Jesus, e não em nós mesmos. Vivendo assim, priorizando as coisas eternas mais do que as terrenas, que perecem, sendo as eternas imperecíveis e caminhando para o alvo que o próprio Deus estabeleceu, que é Jesus, em quem se reencontra Deus com Sua Glória.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

CORRENDO BEM A CARREIRA CRISTÃ.

corrida do cristao

A vida cristã por vezes é comparada a uma corrida. Usando esta comparação Paulo pergunta aos Gálatas: vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade? (Gl 5:7) Ele fez esta pergunta porque havia um pequeno grupo de judaizantes que estava persuadindo aos gálatas a praticar a cerimônia da circuncisão que na verdade deveria ser somente para os judeus, pois para os gentios que tinham aceitado o evangelho da Graça de Deus seria retroceder ao legalismo judaico, pois a circuncisão era um sinal visível da aliança que Deus tinha feito com os judeus e não com os gentios. Para os gentios seria colocar-se debaixo da servidão da lei a qual ninguém consegue cumprir cabalmente, pois todos são pecadores. Paulo asseverou, portanto: “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a meter debaixo do jugo da servidão” (Gl 5:1).

É preciso empenho e abstenção de tudo que possa embaraçar a corrida da carreira cristã. O inimigo tenta atrapalhar, o mundo é antagônico, a carne deseja o pecado, empecilhos aparecem, variados obstáculos surgem, que podem comprometer a nossa caminhada, mas devemos seguir a carreira de forma resoluta. Quem começou a corrida tem que ter como objetivo chegar ao final, mas até lá muitas águas correm debaixo da ponte e obstáculos precisam ser vencidos.

Pretendo discorrer algumas observações sobre esta carreira que todo o crente participa que começou no início da fé findando na consumação dela.

Como atletas de Cristo é necessário empenho, abstenção e disciplina na carreira cristã que não são atitudes isoladas, mas na força e na companhia do Espírito Santo dispensadas por Jesus, o autor e consumador da fé. São os valores e bens eternos que motivam a carreira. O atleta visa uma coroa corruptível, mas o servo do Senhor a incorruptível. O crente em Jesus tem propósito. Não é alguém que não sabe para onde está indo e para alcançar seu objetivo apresenta seu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus prestando um culto racional ao Senhor e sendo aprovado durante a carreira. O servo do Senhor não participa da carreira como se fosse um treino, mas encara como de fato é, a carreira cristã viva e real (1 Co 9:24 – 27; Rm 12: 1 e 2 e Jo 14: 16 – 18).

Nesta carreira muitos já correram e concluíram. Os que estão percorrendo o fazem como que rodeados de uma grande nuvem de testemunhas que lhes antecederam. Devem evitar os embaraços que podem ser até coisas lícitas, mas que atrapalham o bom desenvolvimento da corrida quando em demasia. Os soldados alistados pelo Senhor não devem se embaraçar com a vida civil, mas cumprir a vocação de combatentes agradando ao Senhor que alistou. O pecado que nos rodeia é outro que maleficamente atrapalha a carreira e por isto deve ser também evitado. Alguns tropeçam e caem por causa dele trazendo sobre si prejuízos e sofrimentos. Quem corre pelo Senhor deve sempre olhar para o exemplo de Cristo que tudo suportou e superou para cumprir a carreira proposta pelo Seu Pai (Hb 12:1-4; 2 Tm 2:4 e 5). Assim devemos fazê-lo olhando para Jesus.

Uma vez iniciado a carreira cristã o servo de Deus tem como objetivo terminá-la, ou seja, chegar ao final. Deus não deixa a Sua Boa obra em nós pela metade. O que Ele começa, conclui. É nosso dever ter certeza que estamos lutando o bom combate do Senhor e combatê-lo até o fim guardando a fé que surgiu da audição da Palavra de Deus e permanece conosco (II Tm 4:7 e 8).

A igreja da Galácia havia começado a carreira, mas recebeu influências que minaram a caminhada de fé fazendo com que deixassem de correr bem. Da nossa parte o foco deve ser o mesmo do início – Jesus, perseverando, nos abstendo como atletas disciplinados, deixando os embaraços, o pecado que atrapalha e concluir a boa corrida cristã.

Paulo alcançou em sua própria vida aquilo que recomendou aos gálatas. Ele combateu o bom combate, acabou a carreira e guardou a fé. A nossa vida seja inspiradora também, pois muitos enfrentam dificuldades na carreira cristã e eles precisam ver em nós exemplos de boas caminhadas e bons combates, que não ficam paralisados no meio do caminho ou embaraçam-se chegando a conclusão da carreira como servo bom e fiel.

(O autor do artigo é o Pr Eber Jamil, dono do blog).

JOGUE FORA O VELHO!

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Materialmente falando, jogamos fora objetos, roupas, que ficaram velhos, inutilizados e compramos coisas novas. Há exceções, quando se tratam de objetos de valor afetivo ou quando se trata de coisas recicláveis que guardamos ou reciclamos. Quando não ficamos com eles muitos bazares e brechós existem com a finalidade de negociar estas coisas que passam por um processo de restauração.

Transpondo para o espiritual aquilo que se relaciona com a vida dominada pelo pecado não podemos reciclar, mas lançar fora a prática pecaminosa e viver pela fé na vida nova que Cristo nos outorgou a salvação através de um ato em que possuímos imediatamente quando cremos em Jesus. Ao crermos nEle morremos, fomos sepultados e ressuscitamos com Ele. A partir daí fomos santificados para um relacionamento com Ele que é um ato e um processo também chamado de santificação. Vivendo uma nova vida não podemos agir da velha maneira. A nova criatura tem a mente renovada pela Palavra de Deus a cada dia. Paulo aos Colossenses no capítulo 3 falando sobre os resultados da nossa união com Cristo apela ao crente despojar-se, ou privar-se da posse da velha maneira de viver.

Espiritualmente falando devemos lançar fora da nossa vida coisas que ele cita como a ira, a cólera, malícia ligada a maldade, maledicência, palavras torpes e da mentira. Atitudes como esta são da velha vida sem Cristo por isto não devem ser abrigadas, mas abandonadas. Somos unidos a Cristo em sua morte e ressurreição então nos cabe jogar fora os hábitos da velha vida e não ficar cultivando aquilo que já não faz mais parte de nós. Coisas que já foram sepultadas com Cristo, que são os nossos pecados, eles não podem “dar as caras” novamente em nossas vidas, o que ocasionalmente acontece, mas não são recorrentes pois somos de Jesus.

Paulo usa uma linguagem batismal para mostrar a razão para abandonarmos as práticas antigas como as expressões: já vos despistes do velho homem e vos vestistes do novo. Referindo-se ao ato de despir-se para o batismo e o vestir-se com roupas apropriadas para a participação do batismo. Hoje em dia ao realizarmos os batismos tiramos as roupas usais e nos vestimos de roupas brancas e alvas para sermos batizados. Paulo se referiu a algo semelhante. Mostrando que o Novo Nascimento que o batismo testemunha e ilustra não é uma reforma da velha criatura, mas de fato uma Nova vida que se inicia pela fé em Jesus.

A nova pessoa que somos segundo Paulo explica ela se renova para o conhecimento. Há uma transformação na mente e uma conformação com a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. O modelo pela qual esta renovação segue é o de Jesus. Somos renovados para o conhecimento segundo a imagem dEle. O supremo alvo de Deus na vida do crente é fazê-lo semelhante a Jesus e uma vez em Cristo o alvo é certamente alcançado. Deus não deixa obra inconclusa.

Paulo diz em Efésios que formos criados por Deus para a realização de boas obras que Deus preparou para nós. A nova criatura que somos recebeu a capacitação de mostrar a transformação interior e a renovação que aconteceu é visibilizada na conduta do crente que ao crescer espiritualmente mostra que as coisas velhas já foram lançadas para fora e que tudo se fez novo. Como novas criaturas nos vestimos do novo porque não podemos usar mais roupas velhas e imprestáveis. A nova criatura tem a sua mente renovada pela Palavra de Deus a cada dia. Lugar de lixo é no lixo. A velha vida não cabe mais na vida do cristão. Jesus certa ocasião retratou a vida com Ele como uma grande ceia e nesta grande festa havia alguém não vestido adequadamente, que foi convidado a retirar-se. Tal parábola mostra que aquele que tem comunhão com Deus vestirá espiritualmente vestes novas e adequadas, pois o novo de Deus chegou para aquele que crê nEle!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

ESCOLHA A VIDA!

portas

 

Considerei como um dos símbolos desta geração anos atrás o controle remoto. Porque vivíamos época chamada de pós moderna, época do pluralismo, das muitas escolhas e com o controle nas mãos o indivíduo passeava pelas muitas opções e possibilidades. Surgiu até na época a palavra “zaping”, que descreve o ato de passear pelos canais de tv usando o controle remoto. No início dos anos 2000 se falava muito em pós-modernidade onde além das muitas opções que se ofereciam eles criam que a única verdade era que tudo é relativo. Pois, o entendimento era que não havia verdades absolutas e que a única verdade absoluta, que é uma contradição, era que tudo é relativo.

Hoje já se fala na era pós-verdade. Consideraram tudo relativo tanto que hoje para esta geração não existe mais a verdade como algo concreto. Hoje muitas informações que nos chegam não carregam mais a certeza de ser confiável. Todas sortes de Fakes News nos são divulgadas. Há uma sorte de citações de seletas personalidades com frases célebres que não correspondem a verdade.  Estranho o mundo que estamos vivendo. Estamos colhendo os frutos do tiro no pé é que demos em nós mesmos quando aceitamos a falsa ideia de que tudo é relativo. A geração atual, principalmente que atingiu a idade adulta na década de 2010, recebeu o título de “geração floco de neve” porque se ofende por tudo. Todo este combate a verdade absoluta fragilizou a sociedade que precisa de valores e verdades absolutas.

Podem existir no sentido humano muitas opções, mas espiritualmente falando não é assim. Cristo alerta: não há muitas opções, há apenas duas, não há muitos caminhos, há apenas dois. Um leva ao céu, o outro ao Inferno. No sermão do monte que é onde me baseio para escrever o que escrevo Jesus falou da impossibilidade de se servir a dois senhores e termina o sermão contando a parábola dos dois fundamentos, um que é o de areia e o outro que é o da rocha. O profeta Jeremias afirmou em 21:8 – Assim diz o Senhor: eis que ponho diante de vós o caminho de vida e o caminho da morte. Cristo enfatizou que há a necessidade da escolha e não há uma opção neutra. O profeta Elias em 1 Rs 18:21 perguntou ao povo: até quando coxeareis entre dois pensamentos?

No texto de Mateus 7:13 e 14 Jesus deixou bem claro que só há duas opções ou se entra pela porta larga ou pela porta estreita. A porta larga é fácil e não precisa deixar nada. A porta estreita é difícil e é preciso abandonar o pecado,  como o  egocentrismo e o mundanismo por exemplo. Jesus disse: entrai pela porta estreita, sendo a porta o próprio Jesus que disse em outra ocasião: Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá e achará pastagens (Jo 10:9).

No mesmo texto de Mateus 7 Jesus afirma que só há dois caminhos o largo, espaçoso e o caminho apertado. O caminho estreito é Jesus, que disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém chega ao Pai a não ser por mim. Pedro em Atos 4:12 afirmou: E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devemos ser salvos. Tal entendimento se manifestou nos primeiros cristãos que foram chamados de seguidores do caminho (At 24:14).  O caminho largo é o caminho proposto pelo sistema pecaminoso deste mundo que é governado por Satanás. É o caminho mais fácil. Em Salmos 1 o salmista faz a afirmação que O Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá (v.6).

Como há duas opções e dois caminhos haverá também dois resultados. Quem escolhe a porta larga e o caminho largo terá como resultado a perdição e a destruição. Quem escolhe a porta estreita e o caminho apertado terá como resultado a vida. Certa vez Jesus afirmou que o ladrão (que é satanás por antítese) vem senão para roubar, matar e destruir e Ele tinham vindo para dar vida, e vida com abundância. Quem escolhe a porta estreita, que é Jesus, o caminho apertado, que também é Jesus, encontra a vida ao contrário desta escolha encontrará perdição eterna.

Fica entendido também no texto que há o grupo dos muitos que escolhem o caminho que leva a perdição e o grupo dos poucos que escolhem a vida. Paulo escreve aos coríntios (1:18) – Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos é o poder de Deus. O povo de Deus não é mais escravo do pecado e nem escravo do sistema pecaminoso que domina este mundo por onde a maioria é dirigido.

Diante do exposto fica dito que temos duas escolhas:

– Porta estreita ou porta larga

– Caminho estreito ou caminho largo

– Caminho que conduz a vida ou o caminho a perdição

– Pertencer ao grupo dos poucos ou ao grupo dos muitos

O desafio de Deus feito por Moisés ao povo de Deus é o mesmo desafio para nós – “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, que tenho proposto a vida e a morte, a benção e a maldição, escolhe, pois a vida, para que vivas tu e a tua semente” (Dt 30:19).

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).