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QUANDO O ORGULHO ATRAPALHA.

orgulho

O orgulho atrapalha e continua atrapalhando. Relacionamentos arruinados, empresas em bancarrotas e Países a beira do colapso por causa do orgulho. Desde Adão e Eva têm sido assim na história da humanidade. Por desejarem conhecer igual a Deus eles pecaram. Segundo o apostolo João a soberba da vida é um dos fatores que levam o homem a pecar como foi com o primeiro casal. Em nossa sociedade o  orgulho movimenta em boa parte os desejos e as atitudes da maioria que remam em sentido contrário a Deus. Tentando construir reinos privados que visam a glória de si mesmos em detrimento do Reino de Deus.

Diótrefes é um homem na Bíblia que atrapalhou o bom andamento da Obra do Senhor. Ele queria ter a primazia na Igreja a qualquer custo. Discordou de João não por causa do ponto de vista doutrinário, mas por ambição pessoal. Rebelou-se contra a autoridade apostólica de João, que tinha escrito uma carta para igreja que recomendava a Igreja hospedar missionários. Diótrefes destruiu a carta, impediu que os irmãos recebessem missionários e ainda expulsava os que o recebiam. Proferia palavras para impedir que alguém tivesse a primazia na Igreja que não fosse ele. Ele viu os missionários como uma ameaça ao seu primado. John Stot afirmou que a vaidade pessoal ainda está na raiz da maioria das dissensões em toda a Igreja local.

O povo de Edom também andou pelo caminho do orgulho. Eles se vangloriaram da derrota do povo de Deus para os babilônios, também ajudaram o inimigo e aproveitaram a oportunidade para roubar em Jerusalém (Ob v.13) Eles vivam nas cavernas das rochas, lá no alto das montanhas e por isso pensavam que nunca seriam derrotados, mas foram derrubados por causa do juízo Divino. O profeta Obadias profetizou sobre o pecado do povo e da consequente destruição que sofreriam.

Nabucodonozor foi um grande rei do Império Babilônico quando Babilônia estava no seu apogeu. Ele mesmo avisado por Deus para não fazê-lo se vangloriou da glória que teve deleitando-se na própria soberba e conquista. O orgulho foi um laço para ele que lhe atrapalhou. Deus executou um juízo na vida de Nabucodonozor que foi tirado do trono, do convívio com os homens e viveu 7 anos como um animal fora do Palácio ao relento sendo molhado pelo orvalho.

Poderia citar muitos mais exemplos de como o orgulho atrapalha a si mesmo, aos outros e afronta a Deus. Deus resiste aos soberbos e dá graças aos humildes. Devemos cultivar a humildade, que é o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. O humilde entende que as primeiras posições são posições servidoras. É para servir a Deus e ao próximo que se é colocado na liderança, e não para ser utilizar egoisticamente das prerrogativas visando somente seu próprio benefício.

Os discípulos de Cristo também apresentaram dificuldades em compreender a diferença do modo de viver de Cristo em relação a outros líderes religiosos do seu tempo. Enquanto, os religiosos buscavam a glória dos homens Jesus buscava a Glória de Deus. Houve em alguns momentos entre os discípulos discussões por disputas de posições no futuro reino esperado por eles. Jesus usou como exemplo uma criança para falar de humildade e ensiná-los sobre a grandeza do Reino dEle.  Em outra ocasião Tiago e João pediram a Jesus que eles ocupassem uma posição de honra no Reino dEle e Jesus disse que não era sim, que a grandeza do Reino dele era servir, que o menor seria o maior, e que Ele próprio não veio para ser servido, mas para servir. Foi conhecendo seus discípulos que Jesus antes de ser preso na ceia lavou os pés dos discípulos e recomendou que eles fizessem a mesma coisa que ele, ou seja, que tivessem uma vida de serviço a Deus a ao próximo e não cedessem ao orgulho vão.

Na verdade, até os dias de hoje ainda há esta tensão. O orgulho continua atrapalhando. Pessoas servem a Cristo com mente secularizada em busca de ascenção social por meio da religião. Tão diferente de Cristo que serviu, se doou e não se utilizou da popularidade para se regalar e tirar benefícios. A carta aos Filipenses que é uma carta de agradecimento mostrou que mesmo numa igreja boa acontecem contendas por causa do orgulho. A recomendação de Paulo foi que eles tivessem o mesmo sentimento de Cristo Jesus, que sendo Deus, não fez valer seus direitos a força, mas tomou a forma de servo e por isto a exaltação veio de Deus e não por meios compulsórios. A humildade precede a honra mesmo que o humilde não priorize a honra como faz o soberbo, que prioriza a glória vã e passageira, e cuja soberba precede sua destruição.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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O EXEMPLO DE ENOQUE.

andar

A Bíblia diz que Enoque andou com Deus. Tal expressão indica que Enoque teve comunhão íntima com Deus. Teve Deus como Senhor e Amigo. Andar com Deus também deve ser nosso objetivo. Vivendo numa geração onde os descentes de Caim prosperavam. Vivendo numa geração pré-diluviana sem lei e sem temor a Deus Enoque andava contra o fluxo, andava com Deus.

Enquanto o mundo anda segundo o padrão deste século andamos com Deus e seguimos seus passos. Segundo Miquéias (4:5) andar com Deus é andar no nome do Senhor, ou seja, é ter uma representatividade neste mundo da parte de Deus. É andar em fidelidade e testemunhar o caráter dEle num mundo tão avesso as coisas de Deus.

Andar com Deus também é estar em acordo com Ele. O profeta Amós perguntou: Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo? (3:3) Antes de crer em Cristo na nossa vida pela fé estávamos em contenda com o Criador. Deus enviou Jesus para reconciliar o homem que andava afastado dEle para andar com Ele. Uma vez crendo em Jesus seus seguidores tornam-se embaixadores da reconciliação porque estão reconciliados com Deus e andam com Ele.

Andar com Deus é andar em humildade como disse também o profeta Miquéias (6:8). Deus resiste aos soberbos, mas os humildes andam a Seu favor e desfrutam da Graça. A soberba é o pecado que dispensa Deus e conduz a própria vida independente de Deus. Tal postura é arrogante e desagrada a Deus, que está com o contrito e humilde de coração.

A Bíblia também diz que Enoque pregou a mensagem de Deus. Ele profetizou acerca do juízo Divino vindouro. Para pregar ele precisou primeiro estar com Deus e assim também devemos fazê-lo. Assim se deu com os discípulos de Cristo. Jesus os chamou primeiro para estar com Ele e depois  para pregar, curar os enfermos e expulsar demônios (Mc 3: 13 e 14). A mensagem de Enoque foi de juízo. O que Deus mandar pregaremos mesmo que desagrademos como Enoque e como foi com o profeta Ezequiel que deveria proclamar numa casa rebelde mesmo sendo ouvido ou não (Ez 2:5-7). Percebemos que o relacionamento com Deus manifesto pela expressão andar com Deus é essencial, básica para que façamos a obra de Deus. Não podemos pregar o que não recebermos. Não podemos realizar a obra de Deus sem sermos de Deus e andarmos com Ele, pois se assim não for será em vão.

Enoque alcançou um bom testemunho, por ser um homem de fé. Não podemos entender as obras de Enoque, a pregação de Enoque e nem sua comunhão com Deus se não discernimos que ele teve fé. Por que ele teve fé alcançou um testemunho de Deus de que O agradara e por isso Deus tomou-o para Si pelo arrebatamento.

Nestes tempos do fim nós que temos a certeza do arrebatamento deveríamos observar mais a vida deste homem que pela fé alcançou o testemunho de Deus. Aprenda com ele que quem anda com Deus prega. Quem prega deve anda primeiro com Deus. E quem anda com Deus só pode andar em fé. Assim mesmo em uma geração corrupta sua vida será distinta fazendo diferença como aquele que pertence ao Povo de Deus que Ele tomará para si nestes últimos tempos.

Não quer fazer o mesmo? Então, ande com Deus, pregue a mensagem dEle e viva pela fé.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A FELICIDADE DOS QUE TÊM FOME E SEDE DE JUSTIÇA.

 

fome e sede

Jesus não disse que a felicidade vem como resultado da fome e sede da felicidade. Isto é um verdadeiro desmonte no conceito moderno sobre a felicidade. Certamente, muitos pensam assim, que a felicidade é alcançada quando colocada como alvo principal. A mídia e as artes de uma forma geral instigam em nós esse tipo de pensamento. Aqueles que entram nesta onda, muitas vezes, entram pelo caminho onde os fins justificam os meios e ao invés de encontrarem a felicidade trazem para si muitas dores. Outros projetam a felicidade nas realizações dos sonhos de forma idolátrica, quando realizam não encontram a satisfação e ficam insatisfeitos com aquilo que almejavam e alcançaram.

Algo que fica claro nesta bem-aventurança é que se a pessoa tem fome e sede de justiça ela sabe que é desprovida de justiça própria. Ela não se considera autossuficiente na questão da justiça. O que é um posicionamento diferente da maioria dos religiosos no tempo de Cristo e de hoje que consideram o cumprimento dos ritos e dos preceitos como suficientes para alcançar a justificação pelos próprios méritos. No sermão do monte Jesus mostra que a justiça é mais do que uma conduta exterior adequada, mas que envolve um posicionamento como um todo o qual começa no interior. Não adiante ser “certinho” por fora e “corrompido” por dentro. Jesus disse neste sermão que a nossa justiça deveria exceder a dos fariseus, que se achavam autossuficientes. Portanto, ter fome e sede de justiça é ir além de si mesmo, esperar e receber a justiça que vem de Deus.

Cristo nos ensina que os felizes são os que têm fome e sede de justiça. São os que tem desejo de cortar relações com a injustiça tão presente na vida moderna. A Bíblia faz distinção entre o caminho do justo e o caminho do ímpio. Aquele que tem esta fome anda distintamente no caminho da justiça diferentemente dos ímpios. Muitos associam a felicidade a transgressão e a quebra de princípios. Para Jesus não é assim, a injustiça é caminho que leva a destruição e a justiça é o caminho daqueles que desfrutarão a eternidade. Caminhar sem alianças espúrias e injustas e desvencilhar-se das injustas é uma forma de manifestação desta fome e sede.

A fome também é sinal de apetite que é necessária para o crescimento. A falta de fome e sede pela justiça é sinal de problema espiritual. Mostra uma acomodação com o raquitismo e a pequenez da injustiça praticada na sociedade, que é dominada pelo sistema de pensamento mundano dominado pelo maligno. O bem-aventurado rompe com esse padrão e busca a justiça na prática e nos relacionamentos.

Esta fome que estamos tratando só pode ser satisfeita em Jesus, pois a justiça do homem, segundo o profeta, é trapo da imundícia. A fé em Cristo é o meio da pessoa ser justificada e tornar-se justa. Não são obras, sacrifícios, rituais que justificam, mas é por meio da fé na Obra de redenção feita por Jesus Cristo. Os felizes são aqueles que creem na justificação pela fé. Portanto, não vivem no autoengano confiando numa justiça própria que não justifica e só faz a pessoa se achar melhor que os outros.

A promessa para aqueles que têm este tipo de fome é que serão fartos. O caminho do cristão, aqui e agora, é uma busca constante pela santificação e comprometimento com a justiça, sendo uma pessoa justa, pois ele é justificado. Tal justificação traz pacificação interior e saciedade quanto a salvação. O cristão sabe que chegará o dia em que a justiça será plena e cabal quando estiver na Presença de Deus. Não havendo mais este tipo de fome no céu, pois lá haverá a perfeição.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

JUSTIFICAÇÃO EM CRISTO!

 

justificação

Muitos vivem como se estivessem num tribunal sendo julgados ou como juízes condenando.  Tais fatos acontecem porque todos nós lidamos com o problema da culpa por isto, muitas vezes, procuramos ser absolvidos como réus pelo outro, ou ainda lançamos a nossa culpa no outro e condenamos como se fôssemos juízes. Costumo dizer que a culpa é uma batata quente que ninguém quer segurar. Por isto, o homem cria mecanismos de livrar-se dela sem alcançar seu intento. Tal verdade é mostrada pela atitude da personagem Homer Simpson que afirmou: a culpa é minha eu boto em quem eu quiser”. O que esta frase mostra é o engano dos homens, pois acham que conseguem se livrar da culpa por si mesmos, mas não conseguem. Podem até encobrir, mas a culpa não é resolvida e o dia da prestação de contas acontecerá.

A Bíblia é bem clara quando afirma que todos os homens são pecadores. Não há nenhum justo sequer. Já nascemos pecadores com concupiscência que é a inclinação para o pecado. Portanto, a culpa é um problema universal, pois todos são pecadores e todos são culpados. Esclarecido isto fica a pergunta como o homem pode ter sua culpa retirada?

Algumas pessoas esperam a absolvição da culpa através de outras pessoas como ela. Tomaram para si a posição de réu e diante das pessoas esperam ouvir a sentença: inocente ou culpado. Quando são elogiadas a sentença soa como: inocente. Quando criticadas a sentença soa como: culpado. Essas pessoas acreditam emocionalmente que o elogio é sinônimo de absolvição, e a crítica de condenação.  Deve ser insuportável viver assim! Porque a pessoa fica oscilando entre inocência e culpa constantemente.

Percebemos também a tendência de se fazer uma leitura da vida baseada nas circunstâncias. Se algo bom acontece é porque sou merecedor. Se atravessa por dificuldade é porque em algum momento pecou e causou a adversidade. Tal leitura não resolve a culpa mesmo que o momento seja favorável porque a vida com suas oscilações poderá fazer com que aquele que se acha absolvido sentir-se culpado novamente.

Tem outro grupo de pessoas que lidam com a culpa se colocando como juízes sobre os outros. Para seus próprios pecados querem a misericórdia e para os pecados dos outros são juízes togados prontos para dar a sentença. Quando condenam sentem de alguma forma livre de seus próprios pecados, que não são confessados e nem há arrependimento e mudança, pois tentam resolver escondendo seus erros através da condenação de outros. Condenam de muitas formas: interiormente e externamente, mas não encontram paz porque ao apontar o cisco no olho do outro não tira a trave que está no seu.

O pecado não pode ser resolvido por estes mecanismos emocionais criados pelo próprio homem. O perdão só pode vir de Deus. Quando Ele enviou Jesus foi com esta finalidade de redimir o homem do pecado e tirar a culpa do homem. Cristo, na cruz, se fez justiça por nós. Pagou o preço. Expiou a culpa.  Quem crê em Jesus recebe a sentença: JUSTIFICADO, que é uma declaração Divina que não há mais condenação para quem crê em Jesus. Deus é o teu juiz! E se você está em Cristo não há mais condenação sobre você. Mesmo que enfrentes as consequências do pecado, as quais nós enfrentamos, mas diante de Deus os que creem em Cristo como O cordeiro de Deus são perdoados e justificados. Portanto, nada de viver na mendicância por absolvição por parte de outros homens e nada de vestir a toga de juiz para condenar. Quem está em Cristo está justificado.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

 

A FELICIDADE DOS QUE CHORAM.

choro

Bem-aventurados os que choram porque serão consolados.  Esta bem-aventurança de Jesus afirma que na Vida Cristã a felicidade passa pelo choro. Nós imaginamos, muitas vezes, que só existe o sorriso na vida cristã, mas existem lágrimas, e por sinal, especificamente essas lágrimas são poucas derramadas. Muita gente que serve a Deus esquece ou não sabe que estas lágrimas são necessárias e vitais para a vida com Deus. Se não sentirmos esse tipo de tristeza não seremos realmente felizes. Parece uma afirmação paradoxal, mas conforme eu for expondo você entenderá o significado.

De que choro Jesus falou? O choro de arrependimento pelos nossos pecados. Paulo escrevendo aos coríntios fala deste tipo de tristeza como uma tristeza segundo Deus e quando escreveu sobre esta tristeza contrastou com a tristeza segundo o mundo que leva a morte. Na Bíblia há muitos exemplos destes dois tipos de tristezas. Pedro por ter negado a Jesus sentiu a tristeza segundo Deus e se arrependeu. Judas por ter traído a Jesus sentiu a tristeza segundo o mundo e enforcou-se. Davi diante dos pecados que não saiam diante dele ele sentiu a tristeza segundo Deus e se arrependeu. Saul não sentiu a tristeza segundo Deus e de derrocada em derrocada acabou tirando a própria vida.

A tristeza segundo Deus nos põe cara a cara com a nossa concupiscência, que é a nossa inclinação para o pecado, e nos põe cara a cara com a incapacidade de solucionar o problema do pecado, o que nos leva a Deus pelo Espírito Santo como único que pode nos perdoar através de Jesus. O choro segundo o mundo nos faz cometer antropofagia em nós mesmos porque quando não buscarmos Deus como solução violentamos a nós mesmos com o sentimento de remorso.

Podemos entender o tipo de choro que Jesus se referiu quando observarmos quando próprio Jesus chorou e uma das duas vezes foi quando Jesus viu o choro das irmãs de Lázaro pela morte dele e pela comoção da multidão em torno do acontecimento. Jesus viveu assim o que Paulo mais tarde recomendaria: chorai com os que choram. Jesus sentiu a dor do outro. Percebeu o drama que é para o ser humano perder alguém. Mesmo sabendo que haveria de ressuscitar Lázaro não deixou se conturbar pelo dor alheia. Bem-aventurados são os que choram com os que choram.

A outra vez que Jesus chorou somente Lucas relata o fato. Aproximando-se de Jerusalém Ele chora afirmando que Jerusalém seria destruída pelos inimigos o que aconteceu em 70 d.C., quando as tropas romanas cercaram e destruíram a cidade. Jesus chorou pela falta de senso de oportunidade que Jerusalém teve com a sua entrada triunfal e desperdiçando a oportunidade de arrependimento. O choro foi pela calamidade, pelo desperdício, pela obstinação da cidade.

Voltando ao entendimento sobre a tristeza segundo Deus creio que a temos quando choramos pelos nossos pecados, dos outros e pela obstinação para o mal do próximo. Temos os exemplos da situação de Jesus acerca de Jerusalém e a comoção que Daniel teve registrada no seu livro com seu nome e autoria no capítulo 9. Daniel faz uma oração e confessa a Deus seus pecados e os do seu povo. Ele estava preocupado com a profecia de Jeremias acerca do cativeiro que duraria 70 anos, que já chegava ao fim, e pediu a restauração do Templo e do Povo a Deus. Chorar pelos pecados dos outros também é uma tristeza segundo Deus e por isto bem-aventurada.

A bem-aventurança inclui uma promessa: eles serão consolados. A consolação do choro dentre os significados podemos destacar seu caráter fisiológico. Ao chorar fisicamente depois sentimos um certo alívio. O choro é no seu aspecto fisiológico um certo escape para a dor do corpo ou da alma. A tristeza segundo Deus, que pode nos levar o choro, é a primeira etapa do arrependimento e havendo-o há depois a confissão, o abandono e novo conduta, ou seja, o penitente é consolado. O Resultado será o consolo e a felicidade de ser perdoado. O perdão não acontece por causa do choro, mas por causa do sacrifício de Jesus. Entretanto, o arrependimento, muitas vezes, manifesta-se através das lágrimas. Agora quando a tristeza segundo Deus é pelo dor alheia habilita a apoiar o triste no seu momento de aflição recebendo a consolação ao ver o outro de alguma forma sendo ajudado. Quanto aos que choram pelos pecados alheios estes tornam-se verdadeiros intercessores que não oram com formalidade, mas com amor e entrega, encontrando o consolo no amor de Deus que está compartilhando pelo próximo.

Concluindo podemos afirmar que a Bem-aventurança deixa implícita que quando os que choram segundo Deus estão em sintonia com Deus e por isto são consolados. Este choro é sinal de inquietude no relacionamento com Deus, com relação a si mesmo ou com o próximo e este é bem-aventurado. No futuro próximo a bem-aventurança também se refere ao estado final de Glória no céu, onde o consolo de Cristo será completo, pois o pecado não existirá mais. O choro segundo Deus pode ser incialmente de tristeza, mas a promessa para os que choram assim é consolação, ou seja, a felicidade segundo Deus passa pelo choro.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

OS TRÊS TIPOS DE CORAÇÕES.

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Jesus realizou milagres extraordinários e provocou em alguns religiosos forte oposição. Uma certa ocasião Jesus libertou um endemoninhado e foi acusado de expulsar demônios pelo poder do diabo. Jesus na sua contra argumentação usou a figura da casa para ilustrar as situações espirituais das pessoas apresentando-lhes três possíveis estados do coração. Podemos dizer que há três tipos depreendendo do que Ele disse: o coração dominado pelo mal o que inclui os ídolos e cuidados deste mundo, o coração vazio que recebe uma libertação, mas não o ocupa prontamente, e o coração habitado por Cristo.

O coração dominado é quando uma pessoa está sob as ações do despotismo do pecado. Ela está morta espiritualmente em seus delitos e pecados estando debaixo de condenação. Como o seu entendimento está cego não necessariamente a pessoa tem noção do seu real estado. Muitas vezes está como envolvida pelo “auto engano” que o pecado faz não tendo consciência do seu estado de rebeldia. A pessoa nessa condição nem sempre terá uma manifestação de possessão demoníaca, mas a pessoa que Jesus libertou tinha, mas mesmo não tendo, não significa que não esteja agrilhoada ao pecado. Aquele que comete pecado é escravo do pecado – afirma a Palavra. O pecado nessa pessoa é algo que aprisiona. A pessoa em si não tem recursos pessoais que possa lhe livrar dessa condição. Não há nada que faça como boa obra que a liberte. As boas obras não salvam e nem libertam.

O coração vazio é aquele que ocorreu uma batalha com o Poder de Jesus, o mais Valente, ficando liberta. Seu coração outrora ocupado por uma possessão demoníaca fica vazio. Tal condição é temporária. O coração não fica para sempre vazio. Não existe zona neutra na questão espiritual: ou é de Jesus, ou não é. O vazio ainda não é de Jesus, portanto ainda está sob condenação, só não está mais possuído por demônios porque foi liberta. Agora nesse estado ela precisa tomar uma decisão por Cristo crendo nEle, se tomar, O Espírito passa a habitar na pessoa através do Espírito Santo e deixará de ficar vazio. Se não tomar o espírito que possuía volta com outros sete e seu estado fica pior do que o primeiro.

Quando a pessoa crê em Jesus ela tem o vazio preenchido e recebe segurança e paz. Não tendo possibilidade do inimigo voltar, porque, O Mais Valente, que é Ele, Jesus, está no seu coração e é passa a Ser Senhor da vida da pessoa. Ela recebe O Selo do Espírito Santo mostrando a autenticidade da sua salvação e a segurança que tem, pois  não é mais dominada e muito menos possuída por outros espíritos que não são de Deus. O Espírito Santo passa a habitá-la, pois Jesus pagou o preço na cruz para que assim fizesse.

Dando destaque aos três tipos de corações percebemos a importância do coração. O coração para o homem é um órgão vital. Ela na Bíblia tem a representatividade da sede da alma do homem, ou seja, representa a essência do ser humano, onde se formula os pensamentos, sentimentos e onde tomamos as nossas decisões. O sábio chegou a advertir que sobretudo devemos guardar o nosso coração porque dele saem as decisões da vida.

Jesus falou que não é o que entra no homem que o contamina, mas o que sai. Falando acerca do interior, ou seja, do coração. Se o homem for bom tirará bons tesouros, se for mau tirará maus tesouros. Como Jesus mostrou quando comparou o coração com uma casa é no coração que as grandes batalhas da vida acontecem. Por isto é imprescindível que o mais valente, que é Jesus, esteja residindo em nós pelo Espírito Santo para que todas estejamos seguros espiritualmente e dispostos a fazer a Vontade de Deus. Está escrito na Palavra: Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos.

É muito necessário que os nossos pensamentos, sentimentos e decisões estejam sobre a direção de Deus. É necessário que os nossos olhos sejam fixados em Jesus, o Autor e Consumador da fé, para que sigamos seus passos. Assim é certo que estaremos em segurança. Não mais dominado pelo pecado e nem apenas com algum contato com o poder libertador de Jesus. Mas tendo Jesus como Senhor, portanto não mais escravo do pecado, mas servo do Senhor Jesus.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

TOME UMA ATITUDE!

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Gn 42:1 e 2 – Vendo então Jacó que havia mantimento no Egito, disse a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros? Disse mais: Eis que tenho ouvido que há mantimentos no Egito; descei para lá, e comprai-nos dali, para que vivamos e não morramos.

Jacó e sua família encontravam-se em situação difícil. Havia uma fome mundial que tinha atingido o mundo da época. Ele era um homem idoso e experimentado no sofrimento. Recebeu notícias anos atrás não verídicas que seu filho José havia morrido dadas pelos seus próprios filhos, irmãos de José. Agora com a fome ele sabia que havia comida no Egito, sem saber que José é que governava, perguntou aos filhos porque olhavam uns para os outros e não tomavam a atitude de ir ao Egito buscar alimento. Este momento é bem instrutivo porque passamos constantemente entre a tensão da espera e da atitude, mas aquele momento era a da atitude.

Os irmãos de José e Jacó não sabiam da história toda. Eles não sabiam que a venda de José como escravo, que para o Pai havia morrido, cooperou para que José estivesse na posição de Governador do Egito e que ele seria instrumento de Deus para salvar a própria família. Enquanto os irmãos perplexos olhavam uns para os outros Deus já havia providenciado o socorro naquela fome mundial. O assombramento, a perplexidade podem ser fatores impeditivos de uma atitude da nossa parte. Porém, Jacó despertou seus filhos para a realidade e instigou-os a tomarem uma atitude e buscarem ajuda no Egito.

Outro fato bíblico trata da tensão entre a espera e a atitude. Foi quando o povo de Israel saiu liberto do Egito, mas um movimento de reação do Império Egípcio se iniciou. Os Egípcios seguiram e caçaram a Israel que se viu diante do Mar Vermelho ladeado pelos montes não tendo com escapar do cerco. O povo de Israel ficou estacionado e apavorado clamando a Deus sem tomar uma atitude. E o Senhor disse a Moisés: “Por que clamas a mim? Dize aos Filhos de Israel que marchem”. A oração é vital, mas aquele momento era o momento da ação.

Creio que muitos estão assim com relação a sua salvação. Já ouviram falar de Cristo. Sabem que são pecadores. Mas se acomodam numa posição de meio lá e de meio cá. Sabem que é preciso tomar uma decisão acerca de Cristo, mas estão esperando. São bons observadores. Até pedem ajuda a Deus! Mas, não tomaram uma posição firme em relação a Cristo. Dão desculpas do tipo: ainda não estou preparado! Deixa eu envelhecer um pouco mais! Tal atitude se chama procrastinação e pode ser fatal quando relacionada a vida eterna. A Palavra de Deus diz:  Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, Não endureçais os vossos corações, Como na provocação, no dia da tentação no desertoHebreus 3:7,8

Nas duas histórias em questão a vida estava em xeque. No tempo de Jacó uma fome mundial e só havia haveres no Egito. Diante do Mar Vermelho o povo de Israel estava cercado ameaçado de morte e escravidão. Assim, é a questão da Eternidade, é vital e não se pode postergar uma decisão. Aquele que não crê em Jesus já está condenado e só sai da condenação se crer em Jesus. Enquanto fica pensando numa decisão continua condenado eternamente podendo a morte chegar e não haver mais possibilidade de reversão. Observe o que o texto abaixo diz:

Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. João 3:17-20

Certa vez vi uma exposição com obras de Rodin e fiquei muito admirado com O pensador e descobri que ele está em outra obra de Rodin a porta do Inferno baseada na obra de Dante Alighieri a Divina Comédia. É interessante pensar que O Pensador está incrustado na Porta do Inferno juntamente com outros personagens. Mostra bem que se alguém fica pensando, sobressaltado, pasmado, sobre a eternidade, mas não toma uma decisão acabará no inferno. A obra de arte acaba sugerindo o que verdadeiramente acontece.

A fé é a atitude a ser tomada. A separação de Deus e a condenação causada pelo pecado somente em Jesus pode ser resolvida. Deus que amou o Mundo enviou Jesus com este propósito. Quem crê tem seus pecados perdoados, a comunhão com Deus estabelecida e recebe a Vida Eterna, que é a vida de Deus. A fé são as mãos que nos utilizamos para receber a salvação, conforme ensina Langston. Não há mérito pessoal quanto a salvação por receber Jesus mediante a fé. A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus e a pessoa só passa a crer que foi convencida pelo Espírito Santo, mas na fé há volição, há uma entrega, há uma não resistência ao Espírito, a fé é atitude que devemos tomar diante da Providência de Deus, que é Seu Filho Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. “Creia no Senhor Jesus e serás salvo!” Não fique pasmado existencialmente e nem substitua a fé por alguma atitude religiosa que fica no meio do caminho! Creia!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).