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CONVERSÃO.

 

mulher samaritana

A mulher samaritana é o retrato do homem moderno que possuído pelo vazio sorve da vida todas suas possibilidades, mas apesar disso continua vazio. No caso dela, ela usufruiu dos relacionamentos que não lhe trouxeram satisfação. Ela teve cinco casamentos e estava com alguém que não era seu marido e o vazio continuava. Suas prioridades giravam em torno da busca pela satisfação, mas não conseguia obtê-la. Ela tinha um posicionamento religioso, era samaritana, mas sua visão de deus era territorial, que lhe intrigava e não a completava.

João narra o encontro dela com Jesus depois que narrou anteriormente a conversa de Jesus com um dos líderes dos judeus, o que faz um contraste e mostra como Jesus apesar em primeira instância procurar alcançar os judeus desejava também pessoas de outras origens, neste caso, antagônica aos judeus. Os samaritanos não se davam bem com os judeus e vice-versa. Para os judeus os samaritanos eram sincréticos e tinham um contexto histórico com eles bem tumultuado.

Creio que a inimizade entre judeus e samaritanos nos tempos bíblicos seja, em boa parte, o reflexo do pecado de Israel. Os samaritanos de certa forma mostravam o fracasso do povo. Os samaritanos foram fruto da divisão ocorrida no reino de Israel. Foi o produto duma mistura de raças, levado a efeito pelo rei da Assíria, Sargão II, que ao conquistar o Reino do Norte (chamado de Israel) em 722 a.C. levou o povo de Israel para o cativeiro. Os demais que ficaram na terra foram misturados com outros povos, pois o Rei estrategicamente enviou-os para a região a fim de enfraquecer a identidade do povo de Israel (2 Rs 17:24). Esses povos de descendência mistas acabaram sendo chamados de Samaritanos. O preconceito e a inimizade ficaram latentes entre esses povos. Quando Neemias retornou a Jerusalém para reconstruir os muros da cidade, os samaritanos tentaram de diversas formas impedir a sua reconstrução. Flávio Josefo conta que no período interbíblico (entre os dois Testamentos), os samaritanos invadiram o templo de Jerusalém e jogaram ossos, cometendo um tremendo ato de sacrilégio na perspectiva dos judeus. Como vingança, os judeus passaram proferir maldições com as mãos direcionadas à região dos samaritanos.

Este contexto era conhecido por Jesus, mas era necessário Ele passar por Samaria. Sentou-se perto do poço de Jacó onde a mulher samaritana foi buscar água e pediu água a mulher vencendo o contexto de preconceito e animosidade que havia entre os povos causando estranheza a samaritana por ser ele judeu e homem. Entre tantas diferenças Jesus puxa a conversa com ela por algo em comum naquele momento – a água. Aquela mulher solitária, devido a sua má reputação, deixou para tirar água numa hora mais inóspita para não encontrar com ninguém, mas Jesus viu naquela mulher o vazio e sede de algo que Ele poderia suprir e lhe falou da Água Viva referindo-se ao espiritual que era na verdade a maior necessidade daquela mulher acostumada a beber água daquele poço. A Água Viva é Jesus, Ela é a fonte, que faz fluir águas do interior de quem crê que é a presença do Espírito Santo (Jo 7:37 – 39). Jesus falou que quem bebesse da água do poço tornaria a ter sede, mas aquele que bebesse da Água que ele tinha não teria mais sede. O que Jesus ofereceu foi saciedade do vazio de Deus que aquela mulher tinha e que todos tem e que só pode ser saciada através dEle.

A mulher samaritana diante do oferecimento pediu a água que Jesus tinha para oferecer. Mas, Jesus lhe pediu para chamar o marido e ela disse que não tinha. Jesus ciente disto por ser Deus disse que ela falou a verdade porque ela tinha sido casada cinco vezes e agora vivia com alguém que não era seu marido. Diante da ciência de Jesus ela entendeu que Jesus era profeta. Para de fato receber Jesus como a fonte da Àgua viva a mulher tinha que entender a sua pecaminosidade e Jesus fê-la ao afirmar que ela vivia com alguém que não era seu marido. O pecado faz separação entre o homem e Deus (Rm 3:23) e aquela mulher estava vivendo até aquele momento com um vazio dentro de si por causa do seu afastamento de Deus, da sua vida de pecado. Para o vazio e o pecado ser resolvido é preciso como primeiro passo reconhecer que é pecador e que necessita de um Salvador. O pecado é o principal problema do homem. Até o vazio é decorrência dEle. Sendo o pecado só resolvido na vida da pessoa por meio da fé em Jesus (Ef 2:8 e 9).

A mulher samaritana depois de Jesus ter abordado a questão do pecado dela começa a tocar na questão polêmica para os samaritanos que era o lugar de adoração. Para os samaritanos o local era o monte Gerizim, mas para os judeus era Jerusalém. Percebemos que esta mulher além do pecado, do vazio tinha também uma visão acerca de Deus equivocada como um deus territorial e não um Deus Onipresente. Para verdadeiramente adorar a Deus é preciso conhece-lo. Jesus esclarece a mulher que Deus é Espírito, portanto, não estava restrito a um lugar e o que importava é que se adorasse a Deus em Espírito e em verdade. Sendo em Espírito entende-se que Deus não é limitado nem confinado pelo material. Sendo em verdade é que a adoração precisa ser sincera e conforme a orientação das Sagradas Escrituras e não no erro.

Diante do esclarecimento de Jesus a samaritana fala acerca da sua esperança messiânica e como Messias ensinaria acerca de todas as coisas. Então, Jesus apresenta-se como o Messias e ela crê em Jesus. Neste momento a mulher experimentou pela fé da Água Viva e teve o vazio do seu coração preenchido. Sabemos que Aqueles que se aproximam de Deus devem se aproximar com fé como foi o caso da samaritana quando Jesus se revelou a ela (Hb 11:6).A mulher samaritana teve seu vazio preenchido. Você também pode ser preenchido por Jesus, se você crer nEle.

Tendo o esclarecimento acerca de Jesus a Mulher deixou o cântaro e foi falar para os seus conterrâneos que tinha conhecido o Messias. Esta atitude mostra que houve uma conversão de valores nela que priorizava as suas necessidades emocionais e materiais demonstrada pelo seu interesse na água do poço e no seu relacionamento extraconjugal. Ao conhecer Jesus ela abandona o cântaro e considera como prioritário falar aos seus conterrâneos, que ela evitava por causa da sua condição, mas deixou de teme-los e mostrou priorizar o espiritual apresentando o Messias a eles. Seus valores foram convertidos e o cântaro abandonado mostrou isto. Muitos creram em Jesus por causa da mulher e depois de conhecerem a Jesus creram por conhecerem Ele.

Tendo havido fé a pessoa frutifica obras que demonstram ser ela existente. A mulher samaritana teve entendimento da sua pecaminosidade, do seu vazio, da sua concepção equivocada acerca de Deus e da sua prioridade as coisas materiais e afetivas e ao crer em Jesus teve uma conversão que envolveu todos estes aspectos. A conversão é um giro de 180 graus que acontece quando entregamos a nossa vida a Jesus e muda de forma contundente o sentido de nossa vida. Como aconteceu com a mulher samaritana também pode acontecer com você. Creia em Jesus e seus pecados serão perdoados, terá seu coração preenchido, conhecerá mais a Deus e priorizará o espiritual.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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A IMPORTÂNCIA DO PROPÓSITO.

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É preciso durante a existência encontrar-se com o Criador. Deus sempre buscou se comunicar com o homem de muitas formas para que este não ficasse perdido para sempre por causa da escolha errada que fez pelo pecado. Quando pecou o homem errou o alvo passando a viver na desorientação e condenação. Mas, Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu filho para redimir as pessoas, que ao crerem nEle, reconciliam-se com Ele através de Jesus. Não há outro mediador que poderia ou possa fazê-lo. Ao crer em Jesus o homem se reencontra com Deus, desfruta da Paz com Deus e as demais coisas são conduzidas segundo o Espírito Santo pela Palavra de Deus na vida de quem crê.

Como parte de uma vida de paz é importante ao homem saber que o reencontro com Deus é o reencontro do homem com o propósito da existência – Glória de Deus. Conhecer tal propósito é essencial para que o homem tenha o discernimento e a perspectiva necessária para viver na vida abundante que Cristo outorgou aos que creram. Encontrar o propósito é ter a resposta a uma das grandes perguntas da vida – por que existo? A resposta não está no próprio homem ou em alguma elaboração sua, mas no próprio Deus e em Seu Filho, que revelou em Sua Palavra.

A Glória de Deus no Antigo Testamento significa uma manifestação da presença de Deus. A Glória de Deus enchia o Tabernáculo e o Templo que os hebreus edificaram para O Senhor. Quando afirmamos que o propósito é a Glória de Deus afirmamos que quando Deus é identificado em nossa vida pelo nosso exemplo isto glorifica a Deus. Portanto, o propósito da Glória de Deus está ligado a ideia da presença de Deus se manifestando em nós.

Ao saber o propósito a vida não fica com uma grande interrogação e alcança a resposta. Quando se tem dúvida torna-se inconstante e sujeito a ser levado por ventos estranhos, pois não sabe para onde ir. Como alguém já disse: quem não sabe para onde vai qualquer lugar serve. Mas, não é assim com quem encontrou o propósito da existência. Vive a vida com integralidade como alguém que discerniu a sua razão de ser.

Ganha significado quando se encontra a razão, ganha um senso de missão. A pessoa se sente encaixada num propósito maior que transcende a vida física, pois sabe que o propósito tem haver com um objetivo que Deus traçou antes de todas as coisas existirem, desde a eternidade. Ele não se sente mais uma pessoa no mundo, mas entende que é alguém com propósitos. Entende que sua vida não é um acidente e nem se sente como um peixe fora d’água.

O propósito faz nós exercemos melhor a nossa mordomia cristã. A mordomia cristã afirma que Deus é dono de tudo e nós seus mordomos, ou seja, administradores. Isto é ao mesmo tempo responsabilidade e privilégio para nós. Deus nos fará duas perguntas fundamentais: a primeira é: O que você fez com o meu filho, Jesus Cristo? E a segunda o que você fez com que lhe dei? Se exercermos a mordomia cristã dentro do propósito Divino responderemos a segunda pergunta afirmando que multiplicamos os dons que Ele nos deu buscando a Glória dEle.

Saber o propósito significa ter meta e ter um modelo – Jesus. A meta é ser semelhante a Ele cuja obra Espírito Santo realiza. A referência é o próprio Jesus. A questão da Glória de Deus estará sempre envolvida porque o objetivo é buscado de Glória em Glória e será alcançado na Glória dos céus. Teremos entendimento que a vida não é vã e não seremos uma maria vai com as outras porque sempre buscamos seu propósito.

Evita desperdícios e ganha-se foco quando se sabe o propósito. Não se fica dando tiro para todos os lugares. Não se fica zanzando em busca de sentido. O tempo é melhor administrado. O homem foi criado para Louvor e Glória de Deus. Quando se sabe o porquê e se busca este objetivo a qualidade de vida aumenta.

A pessoa passa ter um aferidor da existência, que é Jesus. A pessoa ganha consciência se está ou não fora da vontade de Deus. Temos o exemplo das pessoas que completaram a carreira cumprindo o propósito. Ao estar ou não cumprindo o propósito em Cristo ficará mais claro como anda a sintonia com Deus ou não. A pessoa se sente alguém achado. Sente-se em Paz com o Criador, Quantas vidas estão desafinadas e assim se sentem pois não buscam viver a vida conforme Deus em Jesus! O objetivo dEle é que as pessoas tenham comunhão com Ele e glorifiquem Seu Nome o que traz resposta a nossa necessidade de pertencimento.

O entendimento acerca da vitória, completude e realização são decorrentes também de se saber e realizar o propósito.  É quando a pessoa sabe que está no caminho certo e o busca. É quando se sabe qual é o tesouro maior da vida e se tem consciência que o achou assim a pessoa desfrutará da Plenitude que Deus planejou.

Quem crê em Jesus acha o Reino de Deus e reconhece que ele vale mais do que tudo na vida. A Glória de Deus não é apenas o objetivo é a maneira de viver buscando o objetivo. Portanto, a pessoa enfrentará a vida com suas dificuldades olhando além para o alvo e crendo que o propósito se realizará e que a recompensa eterna não lhe será tirada. Pois, ter este propósito é maior do que o propósito de deixar uma herança ou legado. Sabemos que o tudo não é aqui e que no céu receberemos a recompensa.

Um dos segredos da vida cristã é tirar a visão e a orientação de si mesmo e focar, avistar o Autor e Consumador da fé – Jesus. Ao buscar alcançar de todo o coração a consumação do propósito de Deus, que é transformar o crente na semelhança de Jesus, ou seja, a Glória de Deus, o crente mostrará que as respostas acerca do sentido da vida sempre tiveram em Jesus, e não em nós mesmos. Vivendo assim, priorizando as coisas eternas mais do que as terrenas, que perecem, sendo as eternas imperecíveis e caminhando para o alvo que o próprio Deus estabeleceu, que é Jesus, em quem se reencontra Deus com Sua Glória.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

CORRENDO BEM A CARREIRA CRISTÃ.

corrida do cristao

A vida cristã por vezes é comparada a uma corrida. Usando esta comparação Paulo pergunta aos Gálatas: vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade? (Gl 5:7) Ele fez esta pergunta porque havia um pequeno grupo de judaizantes que estava persuadindo aos gálatas a praticar a cerimônia da circuncisão que na verdade deveria ser somente para os judeus, pois para os gentios que tinham aceitado o evangelho da Graça de Deus seria retroceder ao legalismo judaico, pois a circuncisão era um sinal visível da aliança que Deus tinha feito com os judeus e não com os gentios. Para os gentios seria colocar-se debaixo da servidão da lei a qual ninguém consegue cumprir cabalmente, pois todos são pecadores. Paulo asseverou, portanto: “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a meter debaixo do jugo da servidão” (Gl 5:1).

É preciso empenho e abstenção de tudo que possa embaraçar a corrida da carreira cristã. O inimigo tenta atrapalhar, o mundo é antagônico, a carne deseja o pecado, empecilhos aparecem, variados obstáculos surgem, que podem comprometer a nossa caminhada, mas devemos seguir a carreira de forma resoluta. Quem começou a corrida tem que ter como objetivo chegar ao final, mas até lá muitas águas correm debaixo da ponte e obstáculos precisam ser vencidos.

Pretendo discorrer algumas observações sobre esta carreira que todo o crente participa que começou no início da fé findando na consumação dela.

Como atletas de Cristo é necessário empenho, abstenção e disciplina na carreira cristã que não são atitudes isoladas, mas na força e na companhia do Espírito Santo dispensadas por Jesus, o autor e consumador da fé. São os valores e bens eternos que motivam a carreira. O atleta visa uma coroa corruptível, mas o servo do Senhor a incorruptível. O crente em Jesus tem propósito. Não é alguém que não sabe para onde está indo e para alcançar seu objetivo apresenta seu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus prestando um culto racional ao Senhor e sendo aprovado durante a carreira. O servo do Senhor não participa da carreira como se fosse um treino, mas encara como de fato é, a carreira cristã viva e real (1 Co 9:24 – 27; Rm 12: 1 e 2 e Jo 14: 16 – 18).

Nesta carreira muitos já correram e concluíram. Os que estão percorrendo o fazem como que rodeados de uma grande nuvem de testemunhas que lhes antecederam. Devem evitar os embaraços que podem ser até coisas lícitas, mas que atrapalham o bom desenvolvimento da corrida quando em demasia. Os soldados alistados pelo Senhor não devem se embaraçar com a vida civil, mas cumprir a vocação de combatentes agradando ao Senhor que alistou. O pecado que nos rodeia é outro que maleficamente atrapalha a carreira e por isto deve ser também evitado. Alguns tropeçam e caem por causa dele trazendo sobre si prejuízos e sofrimentos. Quem corre pelo Senhor deve sempre olhar para o exemplo de Cristo que tudo suportou e superou para cumprir a carreira proposta pelo Seu Pai (Hb 12:1-4; 2 Tm 2:4 e 5). Assim devemos fazê-lo olhando para Jesus.

Uma vez iniciado a carreira cristã o servo de Deus tem como objetivo terminá-la, ou seja, chegar ao final. Deus não deixa a Sua Boa obra em nós pela metade. O que Ele começa, conclui. É nosso dever ter certeza que estamos lutando o bom combate do Senhor e combatê-lo até o fim guardando a fé que surgiu da audição da Palavra de Deus e permanece conosco (II Tm 4:7 e 8).

A igreja da Galácia havia começado a carreira, mas recebeu influências que minaram a caminhada de fé fazendo com que deixassem de correr bem. Da nossa parte o foco deve ser o mesmo do início – Jesus, perseverando, nos abstendo como atletas disciplinados, deixando os embaraços, o pecado que atrapalha e concluir a boa corrida cristã.

Paulo alcançou em sua própria vida aquilo que recomendou aos gálatas. Ele combateu o bom combate, acabou a carreira e guardou a fé. A nossa vida seja inspiradora também, pois muitos enfrentam dificuldades na carreira cristã e eles precisam ver em nós exemplos de boas caminhadas e bons combates, que não ficam paralisados no meio do caminho ou embaraçam-se chegando a conclusão da carreira como servo bom e fiel.

(O autor do artigo é o Pr Eber Jamil, dono do blog).

JOGUE FORA O VELHO!

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Materialmente falando, jogamos fora objetos, roupas, que ficaram velhos, inutilizados e compramos coisas novas. Há exceções, quando se tratam de objetos de valor afetivo ou quando se trata de coisas recicláveis que guardamos ou reciclamos. Quando não ficamos com eles muitos bazares e brechós existem com a finalidade de negociar estas coisas que passam por um processo de restauração.

Transpondo para o espiritual aquilo que se relaciona com a vida dominada pelo pecado não podemos reciclar, mas lançar fora a prática pecaminosa e viver pela fé na vida nova que Cristo nos outorgou a salvação através de um ato em que possuímos imediatamente quando cremos em Jesus. Ao crermos nEle morremos, fomos sepultados e ressuscitamos com Ele. A partir daí fomos santificados para um relacionamento com Ele que é um ato e um processo também chamado de santificação. Vivendo uma nova vida não podemos agir da velha maneira. A nova criatura tem a mente renovada pela Palavra de Deus a cada dia. Paulo aos Colossenses no capítulo 3 falando sobre os resultados da nossa união com Cristo apela ao crente despojar-se, ou privar-se da posse da velha maneira de viver.

Espiritualmente falando devemos lançar fora da nossa vida coisas que ele cita como a ira, a cólera, malícia ligada a maldade, maledicência, palavras torpes e da mentira. Atitudes como esta são da velha vida sem Cristo por isto não devem ser abrigadas, mas abandonadas. Somos unidos a Cristo em sua morte e ressurreição então nos cabe jogar fora os hábitos da velha vida e não ficar cultivando aquilo que já não faz mais parte de nós. Coisas que já foram sepultadas com Cristo, que são os nossos pecados, eles não podem “dar as caras” novamente em nossas vidas, o que ocasionalmente acontece, mas não são recorrentes pois somos de Jesus.

Paulo usa uma linguagem batismal para mostrar a razão para abandonarmos as práticas antigas como as expressões: já vos despistes do velho homem e vos vestistes do novo. Referindo-se ao ato de despir-se para o batismo e o vestir-se com roupas apropriadas para a participação do batismo. Hoje em dia ao realizarmos os batismos tiramos as roupas usais e nos vestimos de roupas brancas e alvas para sermos batizados. Paulo se referiu a algo semelhante. Mostrando que o Novo Nascimento que o batismo testemunha e ilustra não é uma reforma da velha criatura, mas de fato uma Nova vida que se inicia pela fé em Jesus.

A nova pessoa que somos segundo Paulo explica ela se renova para o conhecimento. Há uma transformação na mente e uma conformação com a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. O modelo pela qual esta renovação segue é o de Jesus. Somos renovados para o conhecimento segundo a imagem dEle. O supremo alvo de Deus na vida do crente é fazê-lo semelhante a Jesus e uma vez em Cristo o alvo é certamente alcançado. Deus não deixa obra inconclusa.

Paulo diz em Efésios que formos criados por Deus para a realização de boas obras que Deus preparou para nós. A nova criatura que somos recebeu a capacitação de mostrar a transformação interior e a renovação que aconteceu é visibilizada na conduta do crente que ao crescer espiritualmente mostra que as coisas velhas já foram lançadas para fora e que tudo se fez novo. Como novas criaturas nos vestimos do novo porque não podemos usar mais roupas velhas e imprestáveis. A nova criatura tem a sua mente renovada pela Palavra de Deus a cada dia. Lugar de lixo é no lixo. A velha vida não cabe mais na vida do cristão. Jesus certa ocasião retratou a vida com Ele como uma grande ceia e nesta grande festa havia alguém não vestido adequadamente, que foi convidado a retirar-se. Tal parábola mostra que aquele que tem comunhão com Deus vestirá espiritualmente vestes novas e adequadas, pois o novo de Deus chegou para aquele que crê nEle!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

ESCOLHA A VIDA!

portas

 

Considerei como um dos símbolos desta geração anos atrás o controle remoto. Porque vivíamos época chamada de pós moderna, época do pluralismo, das muitas escolhas e com o controle nas mãos o indivíduo passeava pelas muitas opções e possibilidades. Surgiu até na época a palavra “zaping”, que descreve o ato de passear pelos canais de tv usando o controle remoto. No início dos anos 2000 se falava muito em pós-modernidade onde além das muitas opções que se ofereciam eles criam que a única verdade era que tudo é relativo. Pois, o entendimento era que não havia verdades absolutas e que a única verdade absoluta, que é uma contradição, era que tudo é relativo.

Hoje já se fala na era pós-verdade. Consideraram tudo relativo tanto que hoje para esta geração não existe mais a verdade como algo concreto. Hoje muitas informações que nos chegam não carregam mais a certeza de ser confiável. Todas sortes de Fakes News nos são divulgadas. Há uma sorte de citações de seletas personalidades com frases célebres que não correspondem a verdade.  Estranho o mundo que estamos vivendo. Estamos colhendo os frutos do tiro no pé é que demos em nós mesmos quando aceitamos a falsa ideia de que tudo é relativo. A geração atual, principalmente que atingiu a idade adulta na década de 2010, recebeu o título de “geração floco de neve” porque se ofende por tudo. Todo este combate a verdade absoluta fragilizou a sociedade que precisa de valores e verdades absolutas.

Podem existir no sentido humano muitas opções, mas espiritualmente falando não é assim. Cristo alerta: não há muitas opções, há apenas duas, não há muitos caminhos, há apenas dois. Um leva ao céu, o outro ao Inferno. No sermão do monte que é onde me baseio para escrever o que escrevo Jesus falou da impossibilidade de se servir a dois senhores e termina o sermão contando a parábola dos dois fundamentos, um que é o de areia e o outro que é o da rocha. O profeta Jeremias afirmou em 21:8 – Assim diz o Senhor: eis que ponho diante de vós o caminho de vida e o caminho da morte. Cristo enfatizou que há a necessidade da escolha e não há uma opção neutra. O profeta Elias em 1 Rs 18:21 perguntou ao povo: até quando coxeareis entre dois pensamentos?

No texto de Mateus 7:13 e 14 Jesus deixou bem claro que só há duas opções ou se entra pela porta larga ou pela porta estreita. A porta larga é fácil e não precisa deixar nada. A porta estreita é difícil e é preciso abandonar o pecado,  como o  egocentrismo e o mundanismo por exemplo. Jesus disse: entrai pela porta estreita, sendo a porta o próprio Jesus que disse em outra ocasião: Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá e achará pastagens (Jo 10:9).

No mesmo texto de Mateus 7 Jesus afirma que só há dois caminhos o largo, espaçoso e o caminho apertado. O caminho estreito é Jesus, que disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém chega ao Pai a não ser por mim. Pedro em Atos 4:12 afirmou: E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devemos ser salvos. Tal entendimento se manifestou nos primeiros cristãos que foram chamados de seguidores do caminho (At 24:14).  O caminho largo é o caminho proposto pelo sistema pecaminoso deste mundo que é governado por Satanás. É o caminho mais fácil. Em Salmos 1 o salmista faz a afirmação que O Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá (v.6).

Como há duas opções e dois caminhos haverá também dois resultados. Quem escolhe a porta larga e o caminho largo terá como resultado a perdição e a destruição. Quem escolhe a porta estreita e o caminho apertado terá como resultado a vida. Certa vez Jesus afirmou que o ladrão (que é satanás por antítese) vem senão para roubar, matar e destruir e Ele tinham vindo para dar vida, e vida com abundância. Quem escolhe a porta estreita, que é Jesus, o caminho apertado, que também é Jesus, encontra a vida ao contrário desta escolha encontrará perdição eterna.

Fica entendido também no texto que há o grupo dos muitos que escolhem o caminho que leva a perdição e o grupo dos poucos que escolhem a vida. Paulo escreve aos coríntios (1:18) – Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos é o poder de Deus. O povo de Deus não é mais escravo do pecado e nem escravo do sistema pecaminoso que domina este mundo por onde a maioria é dirigido.

Diante do exposto fica dito que temos duas escolhas:

– Porta estreita ou porta larga

– Caminho estreito ou caminho largo

– Caminho que conduz a vida ou o caminho a perdição

– Pertencer ao grupo dos poucos ou ao grupo dos muitos

O desafio de Deus feito por Moisés ao povo de Deus é o mesmo desafio para nós – “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, que tenho proposto a vida e a morte, a benção e a maldição, escolhe, pois a vida, para que vivas tu e a tua semente” (Dt 30:19).

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

   QUANDO CRISTO É TUDO EM TODOS.

cristo é tudo

É quase cair no comum dizer para o cristão que Cristo deve ser o centro da sua vida. Dizer que Cristo deve ocupar o primeiro lugar. Mas, pensemos o que aconteceria com uma Igreja local se Cristo fosse tudo para todos? Se na maioria de  uma Igreja local  fosse Cristo tudo para todos?  Se o tesouro de todos fosse Cristo? Como é importante que Cristo seja O centro da Igreja local. Quantas igrejas não estão focadas na personalidade humana de seu líder? Na epístola de Paulo aos Colossenses capítulo 3 a partir do versículo 10 até o 17 descobrimos as características de uma Igreja local se Cristo fosse tudo.

  1. Viveríamos de forma abundante e renovadora a vida que Cristo nos deu. A vida seguiria de forma mais plena o propósito de Deus de fazer seus servos semelhantes a Cristo. A promessa na Palavra é que as coisas contribuíam para o bem daqueles que amam Deus e que o propósito seja cumprido cabalmente. As coisas da velha vida serão substituídas cada vez mais por novos valores e virtudes da nova vida em Cristo  Jesus se Ele for tudo em todos (v.10, 12)
  2. Não haveria segregação na Igreja porque todos estão focados e caminhando para o alvo que é Cristo. Não haveriam divisões por questões étnicas, culturais e sociais. Prevaleceria a nova vida que Deus outorgou a todos em Cristo Jesus. No corpo de Cristo não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro (povo fora da cultura greco-romana), cita (povo rude), servo ou livre, mas há a família de Deus.
  3. Novas qualidades ficariam em evidência (v.12). Qualidades que brotariam de dentro pela obra e união com Cristo que temos. Qualidades como a misericórdia, benignidade, humildade, mansidão e longanimidade permeariam os relacionamentos. O fato de sermos filhos de Deus e vivenciarmos as virtudes do Espírito se destacariam em nossas vidas.
  4. Suporte e perdão existiriam nos relacionamentos (v.13). As novas qualidades permeariam os relacionamentos que teriam a fraternidade necessária para a convivência entre os irmãos de fé. Apoio aos que precisam de ajuda. O perdão seria dado por consciência do perdão que recebeu de Deus. Uma nova oportunidade seria dada aos que se arrependessem. A questão é que não haveria perfeição na Igreja, mas a Graça de Deus que se manifestou para com eles se manifestaria também entre eles.
  5. O amor seria o princípio norteador das virtudes (v.14). A nova vida que recebemos em Cristo foi acompanhada do Espírito Santo que derramou no coração dos filhos de Deus o amor de Deus. O amor é que une as virtudes existentes na vida do cristão, pois é a virtude primária do fruto do Espírito na Igreja. Sendo Cristo tudo em todos o amor que une as virtudes seria o norteador das ações e virtudes existentes, não a carne ou o intelecto, mas o amor de Deus derramado nos corações.
  6. A paz, a gratidão e a Palavra de Deus dominariam o nosso coração (vs. 15 e 16). Consequentemente haveria o apoio mútuo, o encorajamento uns dos outros e o ensino. O isolamento não predominaria, mas uma interdependência e fraternidade no corpo da Igreja local seriam marcas predominantes.
  7. Haveria verdadeira adoração (v.16) A ambiência dos cultos seria de hinos inspirados pelo Espírito onde a Graça de Deus se manifestaria nas variadas formas de se prestar culto. Os relacionamentos seriam nutridos pela adoração a Deus que incluiria o serviço ao Senhor ministrados uns aos outros como expressão de adoração e amor ao próximo através da edificação.
  8. Haveria a busca constante pela Glória de Cristo (v.17). Quer por palavras ou por obras a Igreja caminharia buscando a Glória de Deus se Cristo for tudo em todos. Não haveria distinção entre o “secular” e o “sagrado” tudo que se fizesse teria o intento da gratidão, serviço a Deus e ao próximo.

Estas verdades nos alertam sobre a necessidade de vivenciarmos a comunhão com os santos pois temos comunhão com Deus. O avivamento e a renovação de uma pessoa influenciará ao outro ter experiência semelhante. Quando Cristo é tudo para ele esse será um instrumento para que outros tenham Jesus da mesma forma. Um verdadeiro avivamento fará que Cristo seja tudo para todos e que outros sejam acrescidos e convertidos nos corações a Cristo. Vamos aprofundar-nos na vida que Jesus nos deu. Como alguém já disse: “a nossa parte é aprofundar o nosso ministério e a extensão que ele alcançará pertence a Deus”, que nos mandou ir até aos confins da terra.

A parábola da grande pérola mostra a sublimidade que Cristo deve ter sobre todos. Conta a história de um negociante de pérolas, que representa um homem interessado nas coisas espirituais e que investiga as possibilidades, mas quando encontrou a pérola de grande valor, que representa o Reino de Deus, vende tudo o que tinha adquirido para obter a grande pérola. Jesus é Sublime, Incomparável, que Ele seja tudo em todos na tua Igreja local.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PRESOS, PORÉM, LIVRES!

paulo e silas

Quando pensamos em prisões pensamos normalmente nas prisões tradicionais onde os criminosos estão detidos por causa dos seus crimes que foram julgados pela justiça, mas há outros tipos de prisões que podem deter e impedir pessoas de se movimentarem livremente e desembaraçadamente. O prisioneiro, escrevamos assim, é o indivíduo que está privado da sua liberdade de forma variadas.

A história acontecida com Paulo e Silas em Filipos mostram tipos de prisões diferentes e não somente aquela em que eles foram lançados injustamente. Há muitos tipos de prisões como as espirituais, a ganância, medo e há aqueles que estando presos são verdadeiramente livres.

A prisão espiritual é retratada nessa história em Filipos. Durante o seu trabalho de evangelização Paulo foi importunado por uma menina que era escrava e possessa por um espírito de adivinhação. Era uma pessoa explorada pelos seus senhores e possuída por espíritos demoníacos. Portanto, vivia numa prisão espiritual. A adivinhação dela não era um truque, ou uma superstição, mas eram espíritos do mal que faziam ela adivinhar. Especificamente o espírito que possuía era conhecido na religião grega como píton, que era uma cobra imensa, por isto ela era chamada de pitonisa. Como esta menina há muitas pessoas em prisões espirituais que pode até parecer trazer alguma vantagem, mas o inimigo dá para prender e impedir a pessoa de conhecer a Deus. O inimigo dá para depois aniquilar totalmente a pessoa. Na Bíblia vemos muitos exemplos destes tipos de prisão espiritual por possessão demoníaca. Essa menina foi liberta pelo poder de Deus e perdeu a capacidade demoníaca de adivinhar.

Nessa história vemos outro tipo de prisão que é a ganância, a ânsia exagerada pelo ganho. A menina pitonisa era escrava de determinados senhores que lucravam com sua adivinhação. Quando ela foi livre do espírito de adivinhação parou de dar lucro para seus senhores que se sentiram atingidos profundamente pela perda. Eles eram prisioneiros da ganância tanto que não se alegraram com a libertação espiritual da moça, pelo contrário sentiram se prejudicados com tal libertação. Para eles a moça era uma mercadoria. O objetivo deles era lucrar. Quando viram perder o lucro prenderam Paulo e Silas, e os levaram à praça, à presença dos magistrados que juntamente com a multidão acoitou-lhes depois de rasgar suas vestes. Não houve um cuidado na hora de apurar com justiça o que Paulo e Silas fizeram. A ânsia de puni-los pela perda do lucro foi tão grande que negligenciaram a cidadania romana deles e os açoitaram sem um julgamento. Paulo em outra ocasião ao escrever a Timóteo afirmou que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Esses senhores envolvidos pela ganância cometeram injustiças e arbitrariedades.

Ainda vendo alguns tipos de prisões vemos aqui que havia outros prisioneiros na prisão em que Paulo e Silvas foram lançados, que estavam ali trancafiados pela justiça dos homens por causa dos crimes cometidos. Esses eram pessoas que normalmente classificamos como prisioneiros. Hoje em nosso País temos uma população carcerária maior do que as nossas prisões comportam e os prisioneiros estão em condição sub-humana sujeitos há vários tipos de males. O indivíduo que paga pelo seu crime encara os efeitos dos seus atos cometidos e muitos desses não se reabilitam voltando depois para a sociedade piores do que entraram com algumas exceções, é claro. Podemos dizer que estes tipos de prisioneiros são aqueles tipicamente que vemos como tais. Homens e mulheres continuam sendo presos por cometerem crimes que agridem a sociedade e a Deus.

Neste acontecimento há também o prisioneiro pelo medo, que foi o carcereiro, que era responsável por manter os prisioneiros trancafiados e acorrentados. Apesar de parecer que ele tinha liberdade ele estava agrilhoado pelo medo. Como carcereiro ele era responsável pela manutenção dos prisioneiros em seus cárceres podendo pagar com a vida se algum deles fugissem. Percebemos pela história que ele vivia em tensão sabendo dos riscos que ele corria e temia sobremaneira a fuga de algum prisioneiro. Ele temia a punição de seus superiores que seria possivelmente a morte. Quando ele notou que depois do terremoto acontecido na prisão porque Paulo e Silas cantavam e os prisioneiros tiveram seus grilhões quebrados, cadeias abertas e eles poderiam fugir, ele tentou o suicídio. Mas, foi interpelado por Paulo e Silas que impediram a ele cometer o mal contra si mesmo. Paulo gritou: não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos. O carcereiro cônscio de que estava acontecendo pediu ajuda a Paulo e Silas dizendo: Senhor, que é necessário que eu faça para me salvar? Paulo respondeu: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e tua casa. O carcereiro creu e foi liberto da prisão do medo pois levou Paulo e Silas para sua casa, lavou as feridas deles, foi batizado, pôs a mesa para eles e alegrou-se com todos da sua casa que creram em Jesus e foram batizados.

Enquanto, Paulo e Silas em parte do acontecimento estiveram presos de fato e em verdade nunca deixaram de ser livres. Mesmo açoitados e com os pés no tronco que era um instrumento de tortura, construído de tal modo que forçava as pernas ficarem bem separadas uma da outra e causando assim grandes sofrimentos estavam espiritualmente livres. Em Cristo, podemos passar situações imobilizantes, porém, seremos verdadeiramente livres. Podemos ser limitados na saúde, nas finanças, socialmente, nos relacionamentos, mas em Cristo seremos livres.  Como Paulo dizia, preso pela justiça, por pregar o evangelho, se dizia livre e prisioneiro de Cristo. Quem está ligado a Jesus está verdadeiramente livre. É servo de Cristo, mas é uma servidão voluntária onde há verdadeira liberdade. Paulo e Silas presos injustamente cantaram a meia noite. Mesmo nesta condição e feridos impediram o carcereiro de cometer o suicídio. Aceitaram ir em sua casa, e tiverem suas feridas lavadas por ele sem ressentimentos, pregaram o evangelho para todos da casa e ainda batizaram o carcereiro e os familiares porque apesar de tudo sempre foram livres em Cristo Jesus mesmo que passando por uma situação limitante certa vez falou: Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres (João 8:36). Paulo e Silas foram presos, porém, eram verdadeiramente livres.

Talvez você que está em Cristo possa estar passando por uma situação limitante, mas é verdadeiramente livre.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).