IDENTIFICADOS COM O SOFRIMENTO DE CRISTO.

sofrimento

2 Co 1: v.5: Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo.

É bom ressaltar que o sofrimento que Paulo se refere é o sofrimento pela causa de Cristo. Portanto, passamos tais sofrimentos em Cristo. A nossa união espiritual com Cristo nos identifica com suas aflições e suas consolações também. Nós espiritualmente falamos estamos unidos com Cristo na sua morte, ressurreição, vida e seremos na glorificação.

Colossenses 3:

1 PORTANTO, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus.

2 Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra;

3 Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.

4 Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória.

O sofrimento pela causa de Cristo é algo inerente à vida cristã.

2 Timóteo 3:12 – E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.

Paulo alertou no mesmo capítulo 3 de Timóteo:

1 SABE, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.

O tempo que vivemos – tempo do fim – caracteriza-se por uma deterioração da sociedade e por problemas internos na Igreja com pessoas ímpias travestidas de cristãs. Portanto, o sofrimento daqueles que seguem a Cristo é algo inerente, que faz parte. Digo que o viver cristão não é sofrer e nem viver no sofrimento, mas no mundo teremos aflições como disse Cristo, mas é possível passar com ânimo, galhardia e contentamento. Certa igreja propagava muito o slogan: Pare de Sofrer. Entretanto, o sofrimento faz parte da existência humana e também da vida cristã. Não creio como Buda disse que viver é sofrer. Como diz o cântico: nunca vi um justo sem resposta nem ficar no sofrimento. Fico com Jesus que disse no mundo tereis aflições, mas também disse que é possível passar com ânimo e esperança no coração. A esperança é algo vivo e presente no coração do crente porque Jesus é Vivo e ressuscitou dentre os mortos.

1 Pedro 1:3 – Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,

Porque temos vida em Cristo vivemos identificados com Ele e sofremos o antagonismo do mundo.

Jo 15:

18 Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim.

19 Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.

20 Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu SENHOR. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.

21 Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.

O antagonismo do mundo manifesta-se de várias formas. Algumas de forma afrontosa, outras de forma subliminar. O fato que o cristão sempre será um “estrangeiro” nesta terra e como tal sofrerá um sentimento de inadequação e de não pertencimento a esse sistema vigente no mundo. A satisfação do cristão não está na acomodação ao sistema de pensamento deste mundo, mas a conformação com a vontade Divina.

Não podemos ressaltar o sofrimento causado pela nossa identificação em detrimento do privilégio de estar identificado com Cristo. O privilégio transcende as aflições e a recompensa não se pode comparar com o padecimento. Paulo tinha conhecimento deste privilégio que ele e todos os cristão possuem. Leia Filipenses 1:12-26. Destaco o versículo de 29 do mesmo capítulo:

29 Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele.

Fica bem claro que Paulo vê o sofrimento como uma graça, uma concessão divina ao crente, portanto é um privilégio padecer pela causa de Cristo.

Já a recompensa pelo sofrimento, Jesus deixou claro em Marcos 10: 29 e 30:

E Jesus, respondendo, disse: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho, Que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna.

Observe que na palavra de Jesus as perseguições já fazem parte da recompensa que recebemos por seguir a Jesus. Portanto, precisamos recuperar a dimensão do privilégio em servir a Cristo. A vida que o mundo pode oferecer sem Cristo é muito aquém ao que em Cristo podemos obter. “De que adianta ao homem ganhar o mundo e perder a sua alma?”.

Ao entregarmos nossas vidas a Jesus passamos a nos identificar espiritualmente com Ele. Inclusive nos seus sofrimentos e tal identificação é um privilegio e algo inerente a vida cristã.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A CONSOLAÇÃO É TRANSBORDANTE

consolo que vem de Deus

Qual é o caráter da consolação divina? Qual o seu alcance? Qual sua extensão? Tem como medir? O versículo abaixo descreve uma consolação que suplanta a tribulação ou a perseguição. Como diz a Bíblia e o cântico do grupo “Diante do Trono”. Deus faz nossos pés como os da corça. “Ele nos faz andar em lugares altos. Acima dos problemas, acima das tribulações, acima do pecado, acima das desilusões”.

2 Co 1: v.5: Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo.

A consolação não é inferior ao sofrimento. Se o sofrimento for abundante a consolação de Deus será abundante. Se o sofrimento for transbordante a consolação também será. Deus não dá paliativo. Deus dá o remédio certo para a dor correspondente. Lembro no tempo do colégio que jogando bola caí sobre o meu próprio braço e fui para casa com o braço doendo. Chegando lá recebi pequenos presentes da minha mãe, que me fez esquecer a dor do braço e brinquei. Depois da brincadeira senti a dor novamente com mais força e fui levado ao médico. Tive que engessar o braço. Você percebe? Enquanto me distraía com os brinquedos consegui distrair a minha dor e não pensei nela. Quando a distração acabou, voltei senti-la com mais força. Deus não faz assim.

Deus não nos consola com distrações. A consolação dEle é a altura do nosso sofrimento e sobrepuja. Os sofrimentos terrenos não se podem comparar com a Glória que será revelada.

Romanos 8:18 – Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.

Hebreus 12 diz que Jesus suportou a cruz e desprezou a afronta porque ele sabia da alegria que lhe estava proposta. Jesus anteviu a consolação que receberia e isto foi um dínamo para ele suportar e vencer o suplício da cruz.

Quanto à tempestade vier saiba que a bonança virá e com ela uma calmaria alentadora e renovadora de suas forças. Leia Mateus 8:23-27.

O fato de alguém ouvir a expressão “fui salvo por Jesus” pode dar a noção limitada de que a Salvação em Jesus tem apenas um caráter preservacionista. “Eu fui salvo do inferno”. De fato, e é verdade que aquele que crê em Jesus é salvo do inferno, mas a salvação em Jesus envolve mais que a preservação. O salvo em Jesus recebe uma nova vida, que Deus deseja que seja abundante. Deus não quer apenas a nossa sobrevivência, mas uma vida abundante. A salvação atinge todas as áreas do indivíduo: pessoal, emocional, familiar, profissional, ministerial etc.

Portanto, ao passarmos por tribulações a consolação dada por Deus não será um “escapismo”, “fuga”, ou uma “panacéia” impessoal. A consolação será de fato uma consolação: transbordante e pessoal. De fato será experimental e prática na existência do indivíduo.

Quando sob tribulação temos a tendência de eternizar a intensidade e o tempo do sofrimento. As horas parecem longas e permanentes. Entretanto, a Bíblia relativiza o sofrimento referindo-se ao fato dela ser breve em comparação ao que está disponível e ao que será revelado ao cristão. A tribulação dura um só momento, porém se vivenciado em Cristo da maneira acertada tem um peso eterno.

Dentre as passagens bíblicas que escolhi posso destacar o Salmo de número 30. Veja o verso 5:

Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.

Tendo passado pela UTI do seu tempo o salmista descobre depois da enfermidade que o sentido da vida é louvar a Deus em todos os momentos. Veja o verso 9:

Que proveito há no meu sangue, quando desço à cova? Porventura te louvará o pó? Anunciará ele a tua verdade?

O cristianismo é mais que projeto doutrinário, mas é vida e prática. Se o cristianismo sucumbisse ao sofrimento não passaria de teoria. Jesus, o nosso Senhor, venceu o sofrimento. Não sucumbiu diante de dores violentas.

João 16:33- Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.

Ao invés de ser derrotado pelo sofrimento, Jesus usou-o como instrumento, para cumprir o propósito do Pai.

No auge dos problemas e dificuldades podemos escolher viver em aflição e angústia, ou descansar e confiar em Deus que Ele providenciará a consolação e o escape que sobrepujará a dificuldade presente.

Veja Salmos 37:

4 Deleita-te também no SENHOR, e te concederá os desejos do teu coração.

5 Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará.

6 E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia.

Qual é a sua escolha? Confiar? Ou Angustiar-se?

CONSOLADOS PARA CONSOLAR

semdocomsolado

Por que? Talvez esta seja a grande pergunta que se faz quando se passa pelo sofrimento. A impressão que se tem é que a circunstância está descontrolada e não tem sentido algum. Será isto? Vejamos um pouco do que a Bíblia registra a esse respeito.

2 Co 1 v.4: … para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.

A consolação recebida nos habilita consolar a outros. O passar pelo sofrimento e o consolo recebido de Deus fazem com que possamos ajudar outros que passam pela mesma coisa. Note bem que o sofrimento sofrido não foi despropositado, mas teve o propósito de nos fazer instrumentos de consolação. Há um propósito – consolarmos outros. Esse senso de propósito e de missão permeiam toda a Bíblia com relação aos servos de Deus. Quantas vezes achamos que as intempéries da existência são tufões sem controle e despropositados. Entretanto, aquele que serve a Deus pode ter certeza que há um propósito em tudo. Leia Romanos 8:28-39.

Na situação de Paulo ele cita o propósito de consolar outros com a mesma consolação recebida. O fato de termos passado pela tribulação, pela peleja, por causa da justiça, faz com que possamos estimular outros em igual situação. Paulo disse aos Galátas que uma das coisas que lhe davam autoridade eram as marcas de Cristo em seu próprio corpo. As marcas, experiências, pela causa de Cristo são marcas e experiências de conforto também que Deus nos outorga. Deus é o Deus da providência. Leia Galátas 6:11-18.

Veja o exemplo na vida de José. A providência divina é patente na história de José do Egito. Leia Gênesis 37:1-11. Deus revelou os detalhes dessa história, assim enxergamos a providência com clareza. Entretanto, existem outras histórias, existem outras pessoas, existem as nossas histórias pessoais: será que a providência divina é aplicável? Quando lemos a Bíblia percebemos que sim. Deus é o Deus Provedor, e não foi só com José, mas foi com Abraão, com Jacó, com Judá, com o Copeiro, etc. Deus de fato mostra desde o início, que a história da humanidade não está entregue a si mesma, mas aos Seus cuidados. Leia Gênesis 22:13 e 14.

José mostrou no final compreender o designer do tapeceiro divino, que costurou a história dele de forma magnânima, assim ele conseguiu perdoar os irmãos. Leia Gênesis 50:19-21. Como nos livraremos da amargura, da frustração, se cremos na providência divina! A sensação que temos é que temos peças de um grande quebra-cabeça, as quais não nos são possíveis encaixar. Porém, Deus encaixa.

Segundo o texto estudado a providência também se manifesta em consolação ao servo de Deus. Ele sai consolado para consolar. Deus tem um propósito. Lembro do meu pai em seu programa de rádio que depois de dar o noticiário cristão sempre dizia: Deus tem um plano! A história tem um maestro. Leia Salmos 139:16. Grande é o mistério. Apesar de o homem exercer sua volição, Deus é soberano. Nunca, nós homens, conseguiríamos encaixar a volição humana e a soberania de Deus, mas Deus encaixa e nenhum dos seus propósitos é frustrado. A teologia sempre pende para um dos lados: a volição humana ou a soberania de Deus. Eu creio no encaixe por causa do prévio conhecimento de Deus sobre tudo. Para Deus não há passado, presente ou futuro, tudo é uma coisa só. Ele não está preso ao tempo e nem no espaço. Ele é Livre. Leia João 3:8 e At 9:1-19.

Tendo escrito, que aquele que está em Cristo passa por sofrimentos pela causa de Cristo com um propósito, e que a providência de Deus não falha. Podemos escrever que um desses propósitos é o amadurecimento e o preparo para ajudar outros. Leia Romanos 5:1-5 e Tg 1:2-4 e 12.(Tiago usa a palavra tentação, neste caso, no sentido de provação).

Podemos observar também que o autor de Hebreus escreve que Jesus está capacitado a consolar qualquer pessoa porque em tudo foi experimentado.

Hb 4:15 – Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.

O sofrimento de Cristo teve um caráter vicário, ou seja, substitutivo, redentor. Nesse aspecto Ele foi único, pois Ele foi o Cordeiro de Deus para tirar o pecado do mundo (João 1:29).

O texto bíblico que mais expressa essa verdade está em Isaías 53:

3 Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.

4 Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.

5 Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

Graças a Deus porque Ele nos conduz em triunfo e faz com que o sofrimento nos municie e habilite a ajudarmos outros. Deus sempre tem um propósito maior no sofrimento de seus filhos.

Fp 4: 6 e 7 – Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PAI DAS CONSOLAÇÕES

consolando

Leia 2 Coríntios 1: 3-11.

Quando pensamos em Paulo associamos a idéia de um homem que conseguia superar as crises com certa facilidade. Sabia padecer. Pensamos ser um homem quase que impassível. Um homem que cantou na prisão, pregou para o carcereiro que o colocou seus pés no tronco e ainda o batizou. Saiu fugido de cidades, enfrentou naufrágios e perigos de morte. Será que alguma coisa o atingiu Será que alguma coisa o abalava? Entretanto, a Bíblia registra muitas vezes o interior dos homens que compõe a sua história. O trecho bíblico citado mostra o interior de Paulo revelado por ele próprio durante uma tribulação ferrenha. Paulo não registrou o fato em si. Registrou que foi na Ásia, uma província romana no oeste da Ásia Menor, atualmente território da Turquia. A vida dele “desesperou”. A vida dele parecia fugir. Pareceu escapar entre os dedos das mãos. Viu a morte de perto. Foi mais forte do que as forças desse homem acostumado a enfrentar situações muito difíceis. Nessa mesma epístola Paulo lista uma série de situações pelas quais ele já passou, mostrando ser experimentado na “escola do sofrimento”.

Na sua descrição da tribulação no capítulo 1 percebo algumas considerações dele acerca do sofrimento. Deve ser dito que é acerca do sofrimento pela causa de Cristo que ele trata. A tribulação é por causa da justiça. A tribulação vivida por ele não é por causa de uma semeadura ruim, mas pela confrontação do espírito deste século que rechaça a pureza do evangelho. Ciente disto, podemos agora considerar acerca do sofrimento.

2 Co 1: v. 3: … o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação.

A fonte da misericórdia e consolação é Deus. No sofrimento não devemos nos esquecer que Ele é O Pai das misericórdias e de toda consolação. Quando Paulo disse “toda consolação” é porque Deus pode consolar qualquer sofrimento. Não há algo tão doído que Deus não possa consolar. Nele há consolação e Misericórdia.

Deus consola através de Sua Palavra. A Bíblia é um verdadeiro bálsamo para a alma humana. São tantas passagens que apaziguam a alma e confortam em momentos difíceis. Muitas vezes preguei em sepultamentos palavras de consolo baseadas na Palavra. Outras tantas vezes pessoas encontraram orientação para tomar decisões acertadas na Palavra. Leia Salmos 119:50, 92 e 93.

As orações são recursos de Deus para consolo. Foi o caso de Ana e de tantas outras pessoas em todas as gerações que tiveram seu semblante mudado depois que oraram. Leia 1 Samuel 1:1-20. O próprio Espírito intercede por nós enquanto oramos para que haja consolo em nós. Leia Romanos 8:26.

Às vezes o consolo divino se manifesta através do próximo, palavra de aconselhamento, abraços, uma boa música. Na maioria dos casos é Deus manifestando sua consolação através do próximo. Leia Romanos 16:15. Eu sempre olho aquele versículo que fala que se meu pai, ou minha mãe me abandonar, Deus me acolherá, de forma horizontal. Leia Salmos 27:10. Afinal Deus vai acolher como? Através de alguém é a resposta. Barnabé foi um exemplo. Foi um filho da Consolação. Compartilhou os bens e a mensagem do evangelho. Leia Atos 4:32-37.

O consolo de Deus se manifesta até fisiologicamente. O choro é um escape fisiológico dado por Deus ao homem. A expressão “Bem-aventurados os que choram porque serão consolados” tem muitas aplicações, mas expõe também a natureza fisiológica do choro que após ser derramado proporciona certo alívio para aquele que chora. Leia Mateus 5:4.

A Bíblia toda conta a história de Deus sendo o consolador da humanidade. Leia João 3:16.

Jesus ao falar do Espírito Santo o chamou de consolador e alertou: não vos deixarei órfãos, ou seja, inconsoláveis, enviarei do meu Espírito e Ele será o consolador de vocês. Leia João 14:16.

Precisamos fazer esta consideração durante o sofrimento. Deus é a fonte da verdadeira consolação. Tão preciosas foram as palavras de Cristo: Não se turbe o vosso coração, credes no Pai, credes também em mim. A fé neste Deus consolador apazigua a alma e consola. Leia João 14:1-4.

Todos passam por lutas. No mundo teremos aflições, mas aonde buscamos consolo? O Senhor Jesus é Torre forte para Ele deve correr o justo (Pv 18:10). Paulo afirma depois da sua experiência que Deus é o Pai de todas as consolações. Busquemos a Deus em todos os momentos, e nas aflições não deixemos nos desanimar a ponto de não buscarmos o Senhor Consolador.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

BOA OU MÁ INFLUÊNCIA?

fermento

Há uma frase muito conhecida que afirma “você se torna eternamente responsável pela pessoa que cativas”. Por que se torna responsável? Porque a pessoa que é cativada por você é também influenciada por você. Nós somos responsáveis pela influência que exercermos sobre os outros. Não somos responsáveis pelas atitudes dos outros, mas temos que ser boa influência, pois podemos cooperar para o bem ou mal de alguém.

Uma figura bíblica para o poder da influência é o fermento. Na Bíblia o fermento é usado como uma figura para a boa influência e também como uma má influência.

Vejamos como um exemplo de má influência:

1 Coríntios 5 -

6 Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?

7 Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.

8 Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade.

Aqui o fermento é uma figura de impureza. Devemos ser uma massa nova sem fermento. Na Páscoa tinha que se jogar fora todo o fermento velho. Influenciamos negativamente as pessoas através dos escândalos (Lc 17:1 e 2), ou por atitudes perniciosas como Himineu e Fileto (II Tm 2:17 e 18).

Já como uma figura positiva o Reino de Deus é comparado ao fermento. Veja:

Mateus 13

33 Outra parábola lhes disse: O reino dos céus é semelhante ao fermento, que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado.

Jesus foi como um fermento que influenciou toda a história da humanidade. Abel e seu sacrifício deixaram marcas profundas (Hb 11:4). Tabita com seu trabalho social abençoou toda uma cidade (At 9:36-39). Temos que influenciar positivamente a nossa família, igreja, trabalho e sociedade.

Fica a pergunta: você é uma boa ou má influência?

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

ESPERANDO EM DEUS

esperanca

Salmos 62:1- A MINHA alma espera somente em Deus; dele vem a minha salvação.

Não é fácil esperar! Muitos têm dificuldades! Creio que é necessário aprender em Deus a esperar. Aprende-se a esperar em Deus esperando.

Mas fica a pergunta: você espera em quem? Muitos esperam na sua própria carne, possuem uma autoconfiança exacerbada e agem como se tudo dependesse deles. É evidente que quando esperamos em algo normalmente precisamos fazer a nossa parte. Entretanto, não devemos fazer da nossa carne o nosso braço, ou seja, acharmos que sozinho alcançaremos. Outros esperam em alguém. Deslocam a sua confiança em pessoas com recursos e deixam de depender de Deus. Muitos também confiam no acaso. Creem que a sorte ou até mesmo uma conspiração cósmica agirá em seu favor. O salmista escreveu que espera em Deus e nEle devemos esperar. Esperar em Deus é esperar num Deus que é pessoal cujo caráter é Santo.

A Bíblia em Hebreus compara a esperança como uma âncora. A esperança dá estabilidade e firmeza. Também no salmista percebemos que a esperança traduz-se em palavras afirmativas e positivas. O salmista não escreveu que a salvação talvez venha, mas que vem, mostrando convicção. A esperança é uma das três maiores virtudes cristãs ao lado do amor e da fé. Temos esperança acerca do futuro, como por exemplo, a volta de Cristo, a ressurreição dos mortos e a glorificação. A nossa esperança é pessoal e vivencial, pois Deus é pessoal e nossa salvação será apropriada totalmente pela pessoa que crê e espera em Jesus.Maranata!!!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

QUE TIPO DE CULTO VOCÊ OFERECE A DEUS?

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Cultuar é reverenciar, homenagear, adorar ou venerar. Na história da humanidade há diversas formas de se cultuar a Deus. Vejo na Palavra alguns tipos de cultos oferecidos a Deus que quero destacar. O verdadeiro culto a Deus é o último que vou citar.

CULTO SINCRÉTICO:

Levítico 10

1 E OS filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário e puseram neles fogo, e colocaram incenso sobre ele, e ofereceram fogo estranho perante o SENHOR, o que não lhes ordenara.

2 Então saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR.

O culto oferecido por Nadabe e Abiú tiveram elementos estranhos, não prescritos pela lei cúltica levítica. Por isto representa bem o culto sincrético. Cheio de influência estranha. Uma verdadeira babel religiosa. Aceitando elementos estranhos a Bíblia.

CULTO INCOERENTE:

Amós 5

23 Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas violas.

24 Corra, porém, o juízo como as águas, e a justiça como o ribeiro impetuoso.

Este culto como o sincrético é rejeitado por Deus. O louvor se torna barulho, dissonante, por causa da incoerência. Falta honestidade, justiça, coerência e mesmo assim se cultua. Deus rejeita este tipo de culto. Para Ele é reprovável.

CULTO MECÂNICO:

Mateus 21

12 E entrou Jesus no templo de Deus, e expulsou todos os que vendiam e compravam no templo, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas;

Foi o culto que Jesus encontrou no templo. As pessoas já não traziam seus sacrifícios de casa envolvendo-se. Eles iam ao templo e compravam os animais para oferecerem a Deus. Não era um culto voluntário. Era empacotado. Mecânico. Sem o envolvimento do coração.

CULTO ANTROPOCÊNTRICO:

Colossenses 2

20 Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como:

21 Não toques, não proves, não manuseies?

22 As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens;

23 As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne.

É um culto oferecido baseado na autossuficiência humana. Legalista. Parte do princípio que o esforço humano pode agradar a Deus. Na verdade não é um culto a Deus, mas um culto a si mesmo. O homem está no centro e não Deus.

CULTO IDOLÁTRICO:

1 Timóteo 6

10 Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.

É o culto a ídolos. Condenado pela bíblia. Creio que um dos grandes ídolos do nosso tempo seja o dinheiro. Pregadores que pregam visando o lucro e ovelhas que cultuam somente para prosperar financeiramente. A idolatria não é um culto a Deus, mas um culto ao próprio homem que fabrica seus ídolos.

CULTO PAGÃO:

Êxodo 32

3 Então todo o povo arrancou os pendentes de ouro, que estavam nas suas orelhas, e os trouxeram a Arão.

4 E ele os tomou das suas mãos, e trabalhou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então disseram: Este é teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito.

5 E Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e apregoou Arão, e disse: Amanhã será festa ao SENHOR.

6 E no dia seguinte madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se a comer e a beber; depois levantou-se a folgar.

É o culto ocultista. Baseado na bruxaria e feitiçaria. Um verdadeiro panteão de deuses que exigem sacrifícios esdrúxulos. No nosso tempo há muitos cultos pagãos. Diria até que há certo ressurgimento do paganismo em nosso tempo principalmente por causa da literatura, cinema e artes em geral.

CULTO VIVO E RACIONAL:

Romanos 12

1 ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

2 E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.

O culto que Deus deseja é o da misericórdia, uma entrega viva com todo o entendimento, amoldando-se a vontade divina e não antropocêntrica. Não é mecanicista, mas voluntário e vivo. Adorando a Deus em Espírito e em Verdade. O culto é cristocêntrico, pela mediação de Jesus, porque sem Jesus não se achega a Deus.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).