O QUE O PROFETA PRECISA?

ezequiel

Leia:  Ez  2:1-3:10.

Amo falar e escrever sobre os chamados na Bíblia. Temos muitos na Bíblia como o de Moisés, Gideão, Jeremias, Paulo e muito mais. Quero me debruçar neste pequeno artigo sobre o chamado de Ezequiel. Nesse chamado vejo algumas características que o profeta precisa ter. Vejamos algumas características em forma de esboço:

I) O PROFETA PRECISA DE REVESTIMENTO DE PODER.

2: 2 Então entrou em mim o Espírito, quando ele falava comigo, e me pôs em pé, e ouvi o que me falava.

O profeta estava prostrado por causa da visão anterior que tinha tido. Deus mandou que ele ficasse de pé e o capacitou a fazê-lo pelo Espírito Santo. O profeta precisa de revestimento do poder de Deus para fazer a obra de Deus de forma adequada e valente.

II) O PROFETA NÃO PODE SER VENCIDO PELO MEDO.

2: 6 E tu, ó filho do homem, não os temas, nem temas as suas palavras; ainda que estejam contigo sarças e espinhos, e tu habites entre escorpiões, não temas as suas palavras, nem te assustes com os seus semblantes, porque são casa rebelde.

O profeta não pode se acovardar. Precisa ter força e coragem. As palavras a Ezequiel lembram as palavras de Paulo a Timóteo que disse para ele desenvolver o dom que havia nele sem receios.

III) O PROFETA PRECISA SER FIEL PORTA-VOZ DA PALAVRA DE DEUS INDEPENDEMENTE DA REAÇÃO DOS OUVINTES.

2:7 Mas tu lhes dirás as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir, pois são rebeldes.

O profeta é responsável pela transmissão da palavra de Deus e deve fazê-lo fielmente sem falsificações. Não pode buscar aprovação dos ouvintes e sim de Deus. Deve preocupar-se em transmitir a palavra fielmente.

IV) O PROFETA PRECISA SER DIFERENTE DOS OUVINTES.

2. 8 Mas tu, ó filho do homem, ouve o que eu te falo, não sejas rebelde como a casa rebelde; abre a tua boca, e come o que eu te dou.

Ezequiel não podia ser rebelde como o povo era. O profeta precisa ser sal da terra e luz do mundo, ou seja, fazer a diferença e ser diferente. O profeta deve ser um referencial para o povo.

V) O PROFETA ANTES DE FALAR PRECISA SE ALIMENTAR DA PALAVRA DE DEUS.

3. 1 DEPOIS me disse: Filho do homem, come o que achares; come este rolo, e vai, fala à casa de Israel.

O profeta para falar a Palavra de Deus precisa receber primeiro. Aqui Ezequiel se alimentou primeiro do rolo, que representa a Palavra de Deus, para poder proclamar a Palavra. O profeta precisa meditar e se alimentar da palavra para si primeiro para depois proclamá-la.

VI) O PROFETA PRECISA ENCHER SEU INTERIOR E VIDA DA PALAVRA DE DEUS.

3.3 E disse-me: Filho do homem, dá de comer ao teu ventre, e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Então o comi, e era na minha boca doce como o mel.

A Palavra precisa envolver todo o interior do profeta de tal forma que ele viva a Palavra que prega. Mesmo que a Palavra que ele pregue seja dura o viver e o pregar para o profeta será doce.

VII) O PROFETA PRECISA SER RESISTENTE COMO UMA PEDRA DIANTE DA OPOSIÇÃO.

3.8 E 9 – Eis que fiz duro o teu rosto contra os seus rostos, e forte a tua fronte contra a sua fronte. Fiz como diamante a tua fronte, mais forte do que a pederneira; não os temas, pois, nem te assombres com os seus rostos, porque são casa rebelde.

O profeta de Deus precisa ser firme. Sempre haverá oposição, mas ele tem que resistir. Não deve ser grosseiro ou indelicado, mas firme quanto às posições essenciais do Evangelho.

O profeta no Novo testamento é aquele que profere a Palavra de Deus ou um discurso inspirado por Deus. Muitas vezes será necessário proclamar a Palavra, quando assim for, lembre-se do exemplo de Ezequiel. Deus te abençoe!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A EXCELÊNCIA DA PALAVRA.

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O Salmo de número 119 é o maior capítulo da Bíblia com 176 versículos. A sua constante ênfase é a Palavra escrita de Deus. Observo que o tema é a Excelência da Palavra. O autor anônimo fala do seu amor pela palavra e testemunha o seu alto valor. Devemos levar em consideração que o autor tinha à sua disposição apenas uma porção da Bíblia, assim mesmo tinha em alta consideração. Se as Escrituras constituíam tal benção para ele, quanto mais para nós, que a temos completa.

O salmista escreveu 22 estrofes de oito versículos cada uma, Tais estrofes são encabeçadas por uma das 22 letras do alfabeto hebraico. Em hebraico, o salmo é um notável acróstico; a primeira letra de cada versículo constitui a letra correspondente à sua estrofe. Assim, os oitos primeiros versículos começam com a letra Àlefe, os outros versículos seguidos, com Bete, os oito que vem depois com Guímel, e assim por diante. Cada estrofe concentra-se num tema dominante. Procurarei destacar alguns versículos à razão porque a Palavra de Deus é Excelente. Fiz uma seleção de treze razões porque a Palavra de deus é Excelente.

A Palavra de Deus é excelente …

1- Porque são felizes os que lhe obedecem.

v-1 BEM-AVENTURADOS os retos em seus caminhos, que andam na lei do SENHOR.

2- Porque purifica a conduta do seu seguidor.

v. 9-Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra.

3- Porque preserva do pecado.

v. 11-Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.

4- Por que traz satisfação.

v. 35-Faze-me andar na vereda dos teus mandamentos, porque nela tenho prazer.

5- Porque traz a verdadeira liberdade.

v. 45-E andarei em liberdade; pois busco os teus preceitos.

6- Porque me trazem consolo.

v. 52-Lembrei-me dos teus juízos antiqüíssimos, ó SENHOR, e assim me consolei.

7- Porque são palavras que podemos confiar.

v. 86-Todos os teus mandamentos são verdade. Com mentiras me perseguem; ajuda-me.

8- Porque preserva a vida de muitos males.

v.93-nunca me esquecerei dos teus preceitos; pois por eles me tens vivificado.

9- Porque me traz discernimento.

VS. 99 e 100 Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação. tendo mais do que os antigos; porque guardo os teus preceitos.

10-Porque me traz orientação.

v.105- Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.

11-Porque suas palavras são maravilhosas.

v. 129- Maravilhosos são os teus testemunhos; portanto, a minha alma os guarda.

12-Porque são palavras justas.

v.137 e 138-Justo és, ó SENHOR, e retos são os teus juízos. Os teus testemunhos que ordenaste são retos e muito fiéis.

13-Porque nos traz muita paz.

v. 165-Muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço.

Você lê a Bíblia diariamente? Você medita em suas palavras? Você tem prazer na lei do Senhor? Qual é o norte de sua vida? Você segue e pratica suas palavras? Apegue-se a Palavra de Deus e viva segundo seus princípios de tal forma que encontrarás um prazer e felicidade na vida.

O QUE EU PRECISO SABER QUANDO PADECER PELA CAUSA DE CRISTO?

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É quase estranho falar de padecimento numa ambiência onde a teologia da prosperidade campeia. Entretanto, o padecimento pela causa de Cristo é inerente a vida cristã. Andamos e vivemos numa contra cultura, num mundo que jaz no maligno e padecemos perseguições. A primeira carta de Pedro foi escrita durante a perseguição neroniana e tem muito a nos ensinar sobre o assunto. Como Pedro mesmo escreveu, ele não tratou do sofrimento causado pelos próprios pecados, mas sim sobre o padecimento pela causa de Cristo. Pedro na sua saudação final disse:

E o Deus de toda graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecera. (1 Pedro 5:10).

Nesta saudação de Pedro vejo elementos que precisamos saber quando padecemos perseguições. Vejamos os elementos em oito lições.

Primeira lição, Deus é o Deus de toda graça. Ele permite o padecimento, mas temos a certeza que o fim é gracioso. Ele administra toda a nossa existência baseando-se na Graça. A Sua Graça nos basta e seu Poder se aperfeiçoa em nossa fraqueza.

Segunda lição, nós estamos intimamente ligados a Deus através de Cristo. Portanto, se Cristo sofreu também sofreremos. Se Cristo foi glorificado seremos também glorificados. Estar em Cristo significa que nos alimentamos da seiva que vem Cristo, que nos fortalece durante o padecimento. Paulo usou a expressão “em Cristo” cento e sessenta e quatro vezes mostrando a significação desta posição.

Terceira lição, o objetivo final de Deus é que compartilhemos da Sua glória. O sofrimento não é sem propósito. Deus em Sua Graça conduz o crente, que muitas vezes passa por perseguições, ao propósito de glorificação. Uma vez, verdadeiramente, em Cristo nosso caminho será até a perfeição, ou seja, glorificação.

Quarta lição, o padecimento é relativo e passageiro em comparação a eterna glória reservada para nós. O padecimento dura pouco, a eterna glória é eterna. Pedro relativizou o sofrimento, mas muitas vezes temos a tendência de colocá-lo em nível absoluto. Entretanto, pela Graça de Deus o padecimento dura apenas um pouco. Ele é breve e passageiro.

Quinta lição, Deus usa o sofrimento para nos aperfeiçoar. Até se chegar à perfeição existe um caminho e tal caminho, muitas vezes, passa pela perseguição e afronta pela causa de Cristo. Quando isto acontecer saiba que Deus está promovendo seu crescimento e amadurecimento em nós.

Sexta lição, Deus confirmará seu propósito escatólogico em nossas vidas. As promessas de Deus serão cumpridas em nossas vidas. O projeto divino não ficará incompleto. Ele cumprirá seu propósito em nós.

Sétima lição, Deus nos fortalece e fortificará de tal forma que nunca iremos descair da posição que ocuparmos na glória celeste. A força de Deus nos envolverá.

Oitava lição, a Igreja será um edifíco concluído, perfeito, que estará alicerçado de tal forma que nada abalará e mudará seu estado de glória. Nesse edifício somos pedras vivas cujo alicerce é inabalável.

Resumindo, Pedro trata na sua epístola sobre o sofrimento pela causa de Cristo. Aprendemos que devemos relativizar o sofrimento causado pela fé em Jesus. Por mais que doa e seja agudo, não deve ser absolutizado por nós. A Graça dEle sempre será dispensada em nosso favor. As coisas nos contribuem para um propósito maior e eterno – a Glória dEle. Estamos ligados em Jesus e temos comunhão com Deus através dEle. Deus usa o sofrimento para nos aperfeiçoar e todo seu propósito será confirmado em nós, assim seremos fortes e teremos um alicerce seguro e inabalável.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O QUE PRECISAMOS SABER QUANDO ESTIVERMOS ENCURRALADOS?

MONTE SIÃI

O salmo 125 é muito conhecido. Ele suscita muitas idéias e lições. A idéia que tenho é de um cerco. Os inimigos estão em volta cercando Jerusalém. Por isto o tema: o que precisamos saber quando estivermos encurralados? Na Bíblia observamos algumas ocasiões em que o povo foi cercado. Entretanto, quero lembrar o cerco da Assíria em Jerusalém durante o reinado de Ezequias. O cerco e a vitória do Reino de Judá estão registrados em três passagens bíblicas: 2 Rs 18:17-19:37; 2 Cr 32 e Is 36 e 37. Muitas vezes nos sentimos assim: encurralados, sem saída. Parece que o mal triunfará causando a nossa derrota fatal. Pode ser a enfermidade, falência, oposição, que nos cerca, mas o que preciso saber quando isto acontece?

I – Saber que vale confiar no Senhor.

v. 1 OS que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.

Sião é o nome poético de Jerusalém. No monte Sião ficava o templo. Ali era realizada a cerimônia de unção e coroação dos reis e Jerusalém era a capital de onde o Rei governava. Os que confiam no Senhor são como o monte de Sião, inabalável, pois Deus governa a história. Aqueles que confiam no Senhor vencerão até mesmo a morte e desfrutarão de uma vida eterna com Deus.

II – Saber onde Deus está.

v. 2 Assim como estão os montes à roda de Jerusalém, assim o SENHOR está em volta do seu povo desde agora e para sempre.

Quando estamos encurralados Deus nos deixa sozinhos? Ficamos à mercê dos inimigos? Deus tira férias? Não. Deus está em volta do seu povo protegendo-o. Entre os inimigos e você está Deus em sua volta. O inimigo anda em derredor, mas ao redor está O Senhor. A presença de Deus é constante, desde agora e para sempre. Ele sempre está em volta do seu povo.

III – Saber que a injustiça passará.

v. 3 Porque o cetro da impiedade não permanecerá sobre a sorte dos justos(…)

O mal não triunfa para sempre contra os justos. O governo do mal terá sua derrocada. O cerco dele e seu governo são temporários. Confie no Senhor. O mal terá o seu fim, e Deus sempre vencerá. Mesmo que seja grande o governo do mal como foi o da Assíria, Deus deu vitória ao seu povo que se arrependeu e confiou nEle.

IV – Saber que podemos suportar a tentação de combater o mal com as armas da maldade.

v.3 (…) para que o justo não estenda as suas mãos para a iniqüidade.

Quando o mal parece triunfar ficamos tentados em usar as armas da maldade para combatê-los. Temos a tendência em pagar na mesma moeda. Porém, o mal não deve ser combatido com o mal. O salmista diz que o governo do mal tem um fim porque se assim não fosse o justo pecaria. Portanto, Deus sempre nos dá o escape para não combatermos o mal com o mal. Este é o ensino do Novo testamento. A vingança pertence a Deus. Deus cuidará dos seus opositores. Você usará as armas espirituais e meios legais, se for o caso, com muita oração, para vencer a oposição. Entre no escape que Deus dá e não combata o mal com o mal. Mesmo Deus dando o escape, não se esqueça que é de sua responsabilidade pessoal não combater o mal com atitudes pecaminosas e vingativas.

V – Saber que temos o recurso da oração para que a justiça seja feita.

vs4 e 5 – Faze bem, ó SENHOR, aos bons e aos que são retos de coração. Quanto àqueles que se desviam para os seus caminhos tortuosos, levá-los-á o SENHOR com os que praticam a maldade; paz haverá sobre Israel.

No final do salmo observamos a oração do salmista pedindo que a justiça seja feita. A oração é um recurso de extremo valor onde podemos expor as nossas dores e frustrações. A súplica do justo pode muito em seus efeitos. Não deixe de orar. Ezequias orou durante o cerco e também orou na enfermidade, nas duas situações Deus lhes atendeu. Maior ó que está em nós do que aquele que está no mundo.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

CARACTERÍSTICAS DO REINO DE DEUS.

O reino de Deus não é comida.

No começo da história da Igreja surgiram muitos desafios para a Igreja incipiente. Um deles foi responder o quanto do judaísmo herdaria o cristianismo. Os costumes judaicos deveriam ser impostos aos gentios que se convertiam a Cristo? – era um das grandes questões da época. Quanto à questão dos alimentos Paulo mostrou estar emancipado. Para ele todos os alimentos eram puros depois de se dar graças em oração. O que contamina o homem não é o que entra, mas o que sai dele, disse Jesus. Paulo ensina que os cristãos que faziam acepção de certos alimentos não deveriam ser desprezados por aqueles que não faziam ou vice versa. Porque todos assim faziam com o fim de servir a Deus. O princípio de ética maior, segundo Paulo, é o amor, ou seja, a construção edificante do irmão em Cristo.

Percebemos que o tempo passou, mas a Igreja continua sempre discutindo assuntos controversos, esquecendo-se do essencial. O reino de Deus não é comida ou bebida, escreveu Paulo. Não se pode restringir o reino há questões menores como essas. O reino de Deus é JUSTIÇA, PAZ E ALEGRIA NO ESPÍRITO SANTO. A justiça se refere a obras justas de alguém que foi justificado por Cristo. A paz se refere a alguém que não contende mais com o Criador e foi reconciliado com Ele através de Jesus. A alegria se refere a alguém que desfruta intimidade com o Espírito Santo. O essencial não deveria ser esquecido por essas questões. Não se pode esquecer a fraternidade, o companheirismo e da humildade nas relações. O que caracteriza a ambiência do reino de Deus é a JUSTIÇA, PAZ E ALEGRIA NO ESPÍRITO SANTO. Tais valores virtuosos são a essência do reino de Deus em nós e entre nós.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

FELIZ ANO NOVO SEGUNDO CAIM OU SETE?

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Os primeiros capítulos de Gênesis relatam a queda da humanidade do estado de perfeição. Criado perfeito, depois do pecado, tornou-se imperfeito e incompleto. Um abismo chamou outro abismo. Depois do pecado de Adão houve o assassinato de Abel por parte de Caim. Parecia que a humanidade incipiente estava destinada ao fracasso, sem perspectiva. Deus teria perdido o controle da história? A violência venceria? O pecado venceria? Quando lemos em Gênesis 4 observamos que Caiu fundou a primeira cidade, e com a descendência dele veio o surgimento da pecuária, da expressão artística musical e de uma rudimentar indústria. Havia progresso em sua descendência, porém um enorme afastamento de Deus. A geração dele maculou os laços familiares com o surgimento da poligamia. Praticava a justiça com as próprias mãos e ainda celebrava os atos de vingança. O progresso deveria ser a qualquer custo? Existia prosperidade real sem a benção de Deus? Será que a humanidade teria como referência a Caim já que Abel estava morto? O mal triunfaria? A reposta é não!

Deus estava e está no controle da história. A humanidade não teria como referência Caim e nem a violência. Deus deu outro filho a Adão – Sete, e diz o texto que nessa época se começou a invocar o nome do Senhor, ou seja, o nome do Senhor foi proclamado. A geração de Caim se caracterizava pela auto-suficiência e a de Sete pela dependência de Deus. Um dos descendentes de Sete foi Enoque, que andou com Deus e por isso Deus o tomou para si. Noé também veio da descendência dele e foi escolhido por Deus para perpetuar a história da humanidade. Os descendentes de Caim morreram no Dilúvio. A descendência de Sete foi preservada. Todos nós somos descendentes de Sete.

Talvez você pergunte o que isto tem haver com o início do novo ano? O que tem haver com os votos de feliz ano novo? Você deseja progresso à custa do afastamento de Deus? Você quer felicidade sem Deus? Você quer o prazer a qualquer custo? Espiritualmente falando você é influenciado pelo legado de Caim ou de Sete? Você depende de Deus ou é independente? Você é prepotente ou confia no poder de Deus para viver?

Não faça nenhum projeto de vida baseado na arrogância, na violência, na injustiça. Seu projeto de vida deve proclamar o nome do Senhor. Deus deve ser exaltado! Seu projeto de vida deve ser andar com Deus (Enoque)! Ter comunhão com Ele! Seu projeto de vida deve ser o de proclamar a Palavra de Deus! Ser pregoeiro da Justiça (Noé)! Pense nisto! Feliz ano novo! Tenha um ano de dependência de Deus (Sete) e não de arrogância e auto-suficiência (Caim).

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A VITÓRIA DE DEUS SOBRE O ANTI-NATAL.

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As informações que temos acerca do nascimento de Jesus mostram que o natal sofre o antagonismo do anti-natal. Enquanto celebramos o nascimento e a vida, a morte e a perseguição se fazem presentes. Ao lermos os jornais percebemos estes dois espíritos presentes. São notícias sobre a alegria do natal, mas também sobre morte, violência e oposição. Quem vence a batalha? Vida ou morte? Natal ou anti-natal? Jesus ou Herodes?

Esse espírito do anti-natal foi personificado por Herodes, o Grande. Ele como monarca desfrutou de uma impunidade quase absoluta. Um dos seus primeiros atos no governo foi assassinar quarenta e cinco membros do Sinédrio. Também matou seu sogro e cunhado. Forjou um julgamento para matar sua esposa Mariana, e depois matou três de seus filhos. César Augusto disse que era melhor ser porco de Herodes do que seu filho (porque ele não comia carne de porco). Herodes, um pouco antes de morrer, mandou matar as pessoas mais representativas do seu reino para que houvesse choro no dia de sua morte. Morreu aos setenta anos e houve alegria por parte do povo no dia da sua morte. Jesus nasceu no fim da vida de Herodes, quando esse julgava seus rivais eliminados, e quando suas perturbações domésticas chegaram ao auge. Foi Herodes que ordenou a matança dos inocentes para tentar eliminar Jesus. Mas quem venceu: o Natal ou anti-natal? Foi Deus que venceu o anti-natal. Vejamos como foi a vitória:

1) Deus tinha ciência dos planos de Herodes tanto que enviou um anjo a José para avisá-lo em sonhos (Mt 2.13).

2) Os percalços no início da vida de Jesus estavam nos planos de Deus (Mt 2.15, 17 e 23) “para que se cumprisse o que foi dito”. Num olhar superficial poderíamos pensar que Jesus estava sendo vítima das circunstâncias, mas tudo era conhecido por Deus e estava nos planos dEle.

3) Deus cumpre suas promessas (Mt 2.15, 17 e 23). Os percalços e a vitória de Jesus sobre Herodes já estava profetizado. “Nenhuma das Palavras proferidas por Deus cairam por Terra”. Tudo se cumpriu.

4) Os poderes humanos têm o seu fim (Mt 2.20). Herodes morreu e Jesus sobreviveu. “O júbilo dos ímpios é breve…”.

5) Deus sempre triunfa até em momentos que parecem tragédia. O zigue-zague que José, Maria e Jesus fizeram entre a Judéia, Egito, novamente Judéia e Nazaré estavam no plano de Deus. Deus triunfou. Eles triunfaram e arrogância herodiana sucumbiu.

Meu irmão celebre o nascimento de Jesus tendo a consciência da oposição, porém, sem temê-la. Porque em Deus você triunfará sobre esse espírito herodiano, de morte, antinatalício que tão perto te rodeia. A sua vida está nas mãos de Deus. Todas as coisas Ele fará cooperar para o bem. Confie que a Vida Eterna, que você tem em Jesus, triunfará sobre a Morte e os percalços da caminhada.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).